Quarta-feira, Setembro 24, 2008
Terça-feira, Setembro 23, 2008
Oportunidade de trabalho em Angola
Diariamente recebo pelo menos três e-mails de pessoas que visitaram o blog. Gostaria de dividir com todos a minha felicidade por esse fato, ainda mais pela quantidade de elogios. São muitas as questões levantadas pelos leitores, contudo qual seria o e-mail mais comum? Acertou quem falou oportunidades de emprego.
Angola é vista como o novo eldorado para os profissionais do Brasil. A idéia que se tem são bons salários e novas aventuras. Entretanto, na teoria a prática é diferente! Há bons salários sim, mas há uma série de dificuldades que se precisa transpor.
-Competitividade excessiva
-Distância da família e dos amigos
-Mudança de cultura
-Conflitos com os colegas do trabalho, pois se acorda, dorme, trabalha o tempo todo praticamente com as mesmas pessoas
-Etc.
Em minha opinião existe um perfil para se trabalhar em Angola. Pessoas novas, solteiras, qualificadas, boas de relacionamento e ambiciosas. Claro que não apenas nesse perfil se dá bem, mas como regra é isso ai.
Para todos os que me perguntam, “Vale à pena trabalhar em Angola?”, a minha resposta é sempre a mesma: Vale muito à pena.
Aos que desejam se aventurar por terras Africanas estão aqui dois ótimos canais. Empresas de consultoria em RH que contatam para Angola.
www.wrh.com.br
www.optimizarh.com
Boa sorte a todos!
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Antônio Spíndola
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9/23/2008 06:05:00 PM
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Segunda-feira, Setembro 22, 2008
Orgulho Negro
Há um modo de agir deferente, um olhar vitorioso, a certeza de simplesmente ser e estar feliz com isso. Existe mesmo em cada Angolano que conheço o orgulho de ser NEGRO.
Se em alguns países como África do Sul as pessoas tem problemas por serem negras, aqui isso é motivo de muita satisfação. É difícil explicar porque isso acontece, para mim, que sou uma mistura como todo Brasileiro, entender esse sentimento não pertence a minha essência. Da mesma forma nunca me senti humilhado por ser “branco”.
Perguntei-me: O que é ser negro? Do ponto de vista de um “misturado” como eu, acredito que ser negro é ser persistente. Depois de tantos anos de escravidão, Apartheid, Nazismo, Luther King e outros, a certeza de continuar aqui. Por outro lado, também há perguntas que sempre me ocorrem: Se a África é o berço da civilização, logo os primeiros habitantes, porque os negros não dominam o mundo? O que se vê é que tem muito mais brancos à frente das empresas e dos grandes cargos. Um exemplo disso é a fórmula 1, só agora um negro entrou na categoria. Outro são os governos, a exceção da África, onde mais os negros comandam os governos? Qual país governado por negros é um exemplo de evolução econômica e tecnológica? Essas perguntas eu não sei responder.
A verdade é que todo tipo de racismo é pura besteira, seja contra negros, seja contra nordestinos, mulheres, pobres, ricos, fracos, etc. o que vale mesmo é que somos todos seres humanos.
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Antônio Spíndola
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9/22/2008 04:04:00 PM
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Terça-feira, Agosto 12, 2008
Spíndola - Novo certificado PMP - Gerenciamento de Projetos
Fiquei muito feliz quando recentemente consegui uma importante certificação na área de gerenciamento de projetos, a certificação PMP do PMI. Escrevi um e-mail aos amigos e mandei para todos. Gostaria de dividir com as pessoas que acessam o blog.
Amigos
A comemoração faz parte de toda conquista. Sempre nos trás felicidade quando um amigo atinge uma conquista. Esse o meu propósito nesse e-mail, dividir com todos uma conquista.
Recentemente conquistei uma importante certificação na minha área de atuação. Como gerente de projetos um título como esse ratifica a experiência acumulada dando mais credibilidade as minhas ações e decisões. A certificação PMP – Project Management Professional, concedida pelo PMI – Project Management Institute, www.pmi.org – é a mais reconhecida certificação para gerentes de projetos do mundo.
Hoje trabalho na África, Angola, e com meu trabalho espero contribuir de forma responsável para a melhoria de vida das pessoas atingidas pelos restados dos projetos.
Gostaria de agradecer o apoio de pessoas fundamentais nesse processo que com certeza são co-responsáveis pela conquista. Lígia que abdicou de muitos finais de semana e noites, enquanto eu estudava, sempre ao meu lado apoiando e acreditando. Minha família que sempre me incentiva e me apóia. Vocês são fundamentais, obrigado.
A quem interessar conhecer mais sobre o PMI e a certificação PMP alguns links.
Um forte abraço a todos e mandem notícias.
Antônio Spíndola
Gerente de Projetos – PMP
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Antônio Spíndola
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8/12/2008 01:07:00 PM
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Segunda-feira, Março 24, 2008
As zungueiras Angolanas no Brasil
Recentemente ví as reportágens da Regina Casé no Fantástico, que por sinal aqui passa na segunda-feira a noite, falando das lojas de roupas Brasileiras. Conheci uma pessoa de Caruaru que têm 3 ou 4 lojas aqui e vive de vende roupa para Angolanos. Além do sucesso o nome das lojas sempre lembra a sua origem e em todas o nome Brasil aparece.
Realmente as novelas fazem muito sucesso e se depender do gosto do Angolano, o Brasil ainda vai vender muito para o publico daqui.

Domingo, 23 de Março de 2008 | Versão Impressa
Sacoleiras de Angola invadem SP
Já assíduas no Brás, elas seguem a moda de atrizes brasileiras e voltam à África carregadas de roupas e bijoux
Adriana Carranca
É hora do almoço de um dia ensolarado e as ruas estão cheias de belas mulheres negras alegres e falantes, de penteados caprichadíssimos, roupas de cores vibrantes e adornos dourados, mas sem fazer ''banga''. Elas falam um português muito ''giro'' entre si e estão carregadas de sacolas. São respaldadas por homens fortes que entram e saem dos pequenos hotéis da redondeza levando nos ombros imensas ''pastas'' lotadas de compras feitas por elas. Uma loja de calçados exibe a bandeira desse povo alegre e apaixonado pelo Brasil. Isso, unido ao burburinho e colorido nas ruas e, por um instante, tem-se a impressão de estar em Angola.
Mas o local descrito é a esquina das Ruas Cavalheiro e Joaquim Nabuco, no Brás, centro de São Paulo. Fazer ''banga'' é ostentar riqueza, ''giro'' é palavra herdada dos colonizadores portugueses e quer dizer legal e ''pastas'' é sinônimo de malas. São palavras que se aprende em um giro - este, do português brasileiro - pelo Brás. A cena se repete no Bom Retiro e, mais recentemente, nas pontas-de-estoque de Moema. As mulheres são sacoleiras e lojistas angolanas que vêm ao Brasil comprar roupas, calçados e acessórios para vender no seu país. Algumas atravessam o Atlântico a cada duas semanas.
No 5º andar do Hotel Vitória, na Rua Cavalheiro, Cristina Rafael, a Tininha, de 31 anos, abre a porta desconfiada. Como trazem muito ''kumbu'' para as compras, feitas à vista e pagas com dólares, as angolanas ficam espertas. Costumam viajar em grupo, não andam sozinhas e só se relacionam com outros angolanos. Mas ela logo abre o sorriso - tem um cunhado paulistano e está acostumada com os brasileiros.
No ''cubico'' com TV e ''geleira'', Tininha abre as seis ''pastas'', cada uma com US$ 2 mil em mercadorias, em média. São 204 kg de roupas e sapatos, 50 pares de Havaianas e cabelo. As angolanas adoram os fios lisos e os cachos soltos das brasileiras e chegam a pagar US$ 150 por um rabo-de-cavalo de madeixas naturais - o preço depende do comprimento. Na Mãe Lú, a primeira das oito lojas de cabelo no Brás, 90% das clientes são africanas.
Os jeans e as calças coloridas e justíssimas usadas por Solange e Gislaine, de Duas Caras (leia abaixo), são mais vendidos porque, segundo Tininha, as angolanas têm o corpo das brasileiras: bem distribuído, de coxas grossas e bumbum avantajado. E ginga, elas têm? Tininha acha graça: ginga, para ela, quer dizer bicicleta.
Com três filhos para cuidar, ela vende as roupas em casa. Paga cerca de US$ 100 por sete ou oito calças e blusas femininas no Brás e vende cada uma a US$ 30, US$ 40, US$ 100 em Luanda, uma das capitais mais caras do mundo. Mas para atravessar a alfândega em Angola ela paga entre US$ 100 e US$ 350 por mala e garante que o lucro é pouco. Com a valorização do real, a China passou a fazer concorrência, mas o sucesso das novelas brasileiras sustenta o comércio de moda entre os dois países. ''O Brasil é um bocadinho caro, mas compensa a qualidade'', diz Dolores Hilário, de 28 anos.
Sua clientela faz parte da classe média e alta de Angola, que aumenta no rastro do PIB, com taxa de crescimento de 20% ao ano, uma das mais altas do mundo, desde o fim da guerra civil. Ela busca a moda brasileira nas pontas-de-estoque de Moema. Na semana passada, embarcava com a amiga Fefinha, dona de um salão de cabeleireiro em Lubango (interior de Angola), com 408 kg de roupas e sapatos Jorge Alex.
Entre janeiro e março, mais de 800 angolanos desembarcaram em São Paulo, em dois vôos diários da South African Airlines - o dobro dos 385 que chegaram no mesmo período em 2007. O número pode ser muito maior. A Associação de Lojistas do Brás estima que 700 angolanas circulam todos os dias no bairro. De olho nelas, a OceanAir inaugura em 23 de abril o vôo São Paulo- Luanda três vezes por semana, em um Boeing 767-300 para 203 passageiros.
Hoje, único vôo direto entre Brasil e Angola faz a rota Luanda-Rio três vezes por semana em um 747-300 para até 400 passageiros. A companhia só permite 20 kg - e não há sacoleira que saia do Brasil com menos de 200 kg de bagagem. Para atendê-las, pipocaram no centro de São Paulo pequenas transportadoras como a Express Luanda, com matriz no número 99 da Rua Joaquim Nabuco e filial no Brás. Emprega 6 angolanos e 12 brasileiros e despacha 16 toneladas por semana para Luanda. Cobra U$ 5 por kg e faz a entrega em 15 dias.
Pelo menos oito hotéis simples do Brás são sustentados pelas angolanas. Com 84 apartamentos, a R$ 35 a diária com café da manhã, o Hotel Vitória tem 50% de sua ocupação garantida pelas estrangeiras. ''O Brás, hoje, depende das angolanas'', exagera o gerente Leonardo Hoeppner. Pelo menos 80 angolanos fazem ali o check-in semanalmente e ficam hospedadas, em média, cinco dias.
''As relações entre os dois países vêm desde o século 17, agora intensificadas pelo desenvolvimento de Angola. Embora tenha grande contingente de miseráveis, há uma considerável parcela da população com poder aquisitivo alto'', diz a professora de português e literatura africana da Universidade de São Paulo Rita Chaves. ''A concentração de renda e a fragilidade das instituições angolanas fazem o comércio informal sobreviver fortemente no país.''
GLOSSÁRIO
Avilo ou dikamba: Amigo
Bazar: Ir embora, vazar (gíria)
Bué: Muito
Chuimga: Chiclete
Cubico: Casa, quarto
Fazer banga: Ostentar marcas
Garina: Garota
Geleira: Geladeira
Ginga: Bicicleta
Giro: Legal (gíria)
Iá: Sim
Kandongueiro: Táxi, lotação
Kazucuteiro: Preguiçoso
Kumbu: Dinheiro
Machimbombo: Ônibus
Matabicho: Café da manhã
Musseque: Favela
Raias: Óculos de Sol
Salo: Trabalho
Zungueria: Ambulante
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Antônio Spíndola
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3/24/2008 05:49:00 PM
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Sexta-feira, Março 14, 2008
Lubango - Huila
Huila com certeza, dentre as províncias que visitei, é que tem a melhor estrutura. Além disso Lubango é uma cidade linda, conhecida por seus moradores como a Europa da África. O frio durante o dia e principalmente à noite dá o ar aconchegante a esse lugar.
Logo na chegada ao aeroporto uma indicação de que estamos em um dos lugares mais altos e de Angola. Lubango, segundo a indicação, está há mais 1700 m de altura. A primeira coisa que se avista ao chegar é o morro do Cristo rei.
Chama muita atenção a infra-estrutura da cidade, as ruas asfaltadas e limpas juntamente com casas muito bonitas. Passei pelo hospital que está em reformas, realmente uma grande estrutura condizente com população da cidade que é de um milhão de habitantes.
Lubango é famoso não só pelo seu clima como também pela serra da Leba. Me faltam as palavras para descrever tamanha beleza, é com certeza um dos lugares mais lindos que tive oportunidade de conhecer. A estrada da serra visa ligar o Namibe a Huila. Dizem que antes da estrada era necessário dar um contorno muito grande. A obra foi realizada por uma mulher, uma inglesa. Fico imaginando como deve ter sido essa aventura.
Como se não bastasse a estrada, que é uma beleza estonteante, no mesmo local uma cachoeira maravilhosa. O barulho das águas preenche lugar como se fosse uma música. Um frio gostoso da serra dá um ar todo romântico. As nuvens, que se formam no local, ficam abaixo do seu olhar, parece que estamos acima do céu. Nesse dia em especial um espetáculo a mais. Por trás das nuvens do fim de tarde, o sol projetava uma luz. Não consigo achar definição melhor para essa luz que “ a imagem de Deus”.
Todo visitante ou morador de Angola deveria conhecer Lubango. Realmente vale muito a pena o passeio.
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3/14/2008 05:14:00 PM
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Quinta-feira, Março 06, 2008
Redondo, redondo, estou cada dia mais.... Redondo!!!
Oh saudade do tempo em que minha casa ficava dez minutos do trabalho, a academia a dez minutos de casa e por sua vez academia e o trabalho a dez minutos. Era um triângulo muito cômodo, adorava minha vidinha de acordar tarde e chegar na hora para bater o ponto e melhor ainda sempre almoçar em casa. A melhor parte porém, ou melhor, as melhores partes, eram justamente ir parar a academia ao meio-dia e não pegar engarrafamento.
Ontem, foi mais um daqueles dias normais em Luanda. Para chegar ao trabalho demorei 2h e meia, a volta para casa mais 2h e meia. Toda vez que pego trânsito me pergunto se as autoridades dia Angola não ficam presas no engarrafamento. Não é que seja chato... é que é muito chato mesmo.
Sempre me perguntam como é viver em Angola. Uma resposta clássica é que boa parte do meu viver se passa dentro de um carro, e olhe que a distância entre a minha casa e trabalho são de apenas 16 km. Nunca pensei que pudesse existir em um trânsito tão caótico como de Luanda. O pior é ver aquelas máquinas incríveis como as BMW, Mercedes, Hummer, Audi, Porche, Jeep, e outra infinidade de carros que alguns eu sequer conhecia, parados, presos sem poder se mexer em meio aquele mar de carros se movendo a 5 km/h.
Se juntar todo meu cansaço e essa disposição para a academia com toda a facilidade que Angola tem para se fazer regime, chegamos na fórmula de eu estar tão redondo. Realmente não me orgulho disso e fico pensando que quando voltar para o Brasil vou entrar na academia e pagar um personal trainner.
A minha compensação por enquanto tem sido trabalho e pensar que em breve terei a minha certificação.
Amor, não fica brava, é o trânsito!
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3/06/2008 10:02:00 AM
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Quarta-feira, Março 05, 2008
A residência dos leprosos
Recentemente estive na província do Cunene. Chamou-me a atenção, nos fundos do hospital, a existência é algumas pequenas cabanas feitas de alvenaria. Era realmente muito interessante rever aquelas construções que pareciam abandonadas.
Antes mesmo que eu pudesse perguntar ao guia do que se tratavam e foi explicado. Esse local era antigamente a residência pessoas leprosas, como o mesmo chamou. As pessoas doentes ficavam confinadas nesses ambientes e podiam circular apenas próximo à sua moradia. Pelo que foi contada se previa alguém para tomar conta das pessoas e garantir que elas não saíssem do local.
Recentemente as construções estavam sendo usadas como apoio para a epidemia de cólera, mas no momento estão desativadas.
As pequenas casas são herança da época colonial, construídas e pelos portugueses hoje servem mais como lembrança do tempo que se foi.
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3/05/2008 02:54:00 PM
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Terça-feira, Março 04, 2008
Feriado no domingo em Angola se comemora na segunda
Quem disser que não gosta de feriado com certeza não sabe aproveitar o seu tempo livre. Em Angola uma característica muito especial da cultura chama a atenção. Todas as vezes que o feriado cai no domingo este é automaticamente colocada para segundo. Para a lógica local, é quase um sacrilégio perder feriado, então se ele cai no domingo, nada mais justo que jogar para segunda-feira.
Angola é recheada de feriadão, o primeiro semestre então... lembro no ano passado várias segundas-feiras seguidas com aquele belo fim-de-semana prolongado.
Entretanto não concordo com senso comum que o feriado de um dia de preguiça. Se você é comprometido com os seus objetivos então deve utilizar a semana inteira para trabalhar. Os feriados e finais de semana serve para realizar outras atividades digamos pessoas. Particularmente gosto muito de cozinha e se você quiser ser uma cobaia gastronómica é só dar uma ligada.
Semana passada fiz tomates secos. Eu não fazia ideia o Tanto que demora para eles ficarem prontos. São 10h forma, mas realmente ficou uma delícia.
Façam bom proveito no final de semana, principalmente em Angola.
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3/04/2008 02:48:00 PM
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Quinta-feira, Novembro 08, 2007
Dundo – Lunda Norte - Curiosidades
A cidade do Dundo apesar de muito pitoresca (não sei porque coloquei essa palavra, mas falando em voz alta parece até meio ridículo, quer ver? Fale ai PITORESCO KKKK), ainda precisa melhorar a infra-estrutura. Fomos ao que indicaram ser o melhor restaurante da cidade. Esse era muito simples e a garçonete muito simpática. Fico sensibilizado, pois em lugares como esse as pessoas oferecem o que tem de melhor, valorizo muito isso. Por conta disso que afirmo que apesar de simples adorei cada momento que estive nessa cidade.
Como a intenção é falar das curiosidades, lá vai. Nesse restaurante os pratos do primeiro dia eram dois, ou fungi ou mão de vaca, só. Apesar do cardápio não ser enorme comi com muito gosto a mão de vaca. O importante nesses lugares é não ter frescura, caso contrário ta lixado (lixado = lascado, ferrado, ...).
Na pousada fui muito bem recebido pela dona que com aquela simpatia de interior foi me mostrar as acomodações. O preço, uma pechincha, 100 dólares sem café da manhã. Eu já sabia que estava ferrado antes mesmo de entrar no quarto, mas vamos lá. O quarto duas camas, estava até limpo. A porta não fechava muito bem em baixo e deixava passar alguns mosquitos, se não fosse a malária estava tudo certo. Então fui ao banheiro... Ai ai, deixa eu descrever... O banheiro era grande e sujo, como se diz em Recife, teia de aranha era bóia (quando uma coisa é “boia” é porque tem muito), escuro e sem luz. Uma pequena janela estava aberta e tinha tanto mosquito que desejei ter um sapo de estimação. A pior parte, além do chão sujo e o vaso sem tampa, não tinha chuveiro. No recinto apenas uma banheira suja com uma torneira para tudo, banho, escovar os dentes, barba,.. Vamos lá, só tem tu vai tu mesmo, fico com esse. Foi então que a senhora me falou do pequeno problema: - “Meu filho só tem ponto, estamos com poucas vagas e você vai ter que dividir o quarto com outra pessoa”. Nessa hora eu não agüentei, ai já é demais, sei lá quem é esse cara... Só pensava no cara roncando no meu ouvido a noite, sem falar em todos os outros inconvenientes. Respondi: - “Nem a pau juvenal”. Na verdade não respondi assim não, mas a historia ficaria melhor contando dessa forma. Disse que não, foi então que ela ia ver o que podia fazer.
Passados alguns minutos ela falou que havia outro quarto. Esse era melhor e com ar-condicionado e tudo, até que gostei e sem mosquitos. O banheiro tinha chuveiro, frio, mas estava muito melhor que o outro. Agora os problemas... O forro de cama não foi trocado, tenho certeza que dormi na poeira deixada pelo último hospede que por sinal teve suas coisas retiradas enquanto eu entrava no quarto. Nada de toalha e eu esqueci de trazer a minha, resultado, fiquei três dias me enxugando com uma camisa. No terceiro dia essa camisa estava com um cheiro, que nem eu estava agüentando. O banheiro não tinha luz e como a janela estava fechada por conta dos mosquitos eu não via nada. Em um dos banhos o sabonete caiu, rapaz que trabalho que deu par achar. Fiquei tateando com o pé e rodando feito uma barata tonta, até lembrei das brincadeiras de criança de gato mia. Estou pensando seriamente em instalar um bip no sabonete para achar mais fácil ou ainda uma luz de emergência no estilo daquelas da tropa de elite.
Por falar em tropa de elite, vou trazer o capitão Nascimento para o Dundo, tenho certeza que ele só vai realizar os treinamentos aqui, afinal, quando a pessoa chega, a placa de boas vindas deveria ter a seguinte frase: “01, pede pra sair!!!”
Tirei uma foto do meu amigo da pousada. Detalhe essa luminária tem uns 35 centímetros de diâmetro. A parti de hoje batizo ele de “Aspira”.
Fui ao maior supermercado da cidade, que fica bem ao lado do obelisco e do banco. Lá só encontrei latas, suco, água e bolacha Maria. Como na pousada não havia café da manhã e muito menos jantar, foram três dias de café da manhã e jantar a base de bolacha Maria e suco de maça. Chupa essa manga!!!
No final da viagem me levaram para conhecer o zoo da cidade. O passeio foi ótimo e pela primeira vez pude ver alguns bichos diferentes na África. Dá para acreditar que ainda hoje me perguntam no Brasil se tem leão no meio da rua em Luanda? Sem noção.
Para arrematar na porta do aeroporto encontrei algo realmente curioso. São vendidas, como um tipo de petisco, larvas assadas. Isso mesmo, larvas, elas são tiradas das inúmeras árvores da cidade, assadas e consumidas como tira gosto. Arrependi-me de não ter provado!
Obrigado pela hospitalidade Dundo!
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11/08/2007 11:11:00 AM
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Quarta-feira, Novembro 07, 2007
Dundo – A cidade das mangueiras
Viagem a província de Lunda Norte ao município de Dundo. A viagem foi bem tranqüila se desconsiderar-mos as 2 horas de atraso no aeroporto. É como dizem: Tirando o que está ruim, o resto está bom.
Não sei bem o porque, mas desde que pisei no aeroporto as 5:30 h que só penso em queda de avião. Fiquei tempo todo tentando me concentrar em outra coisa, mas nada. Comecei a me preocupar afinal eu nunca me vem a cabeça isso, muito menos tenho medo de avião. Quando vi a aeronave que iríamos viajar foi que o medo bateu. A fuselagem era toda em metal, sem pinturas, com uma cara de ferro-velho. Pintada apenas, na parte superior, estava escrito “A serviço da TAAG transportes aéreos Angolanos”.
Outra novidade, não foi necessária escada para subir no avião, por trás da calda baixava uma escada. Eu nunca havia viajado em uma aeronave assim. O que não tem solução, solucionada está, um olhar no futuro e pé na estrada.
Na chegada outra surpresa, paramos no meio da pista e descemos pela mesma escada da calda. Fomos desembarcados a espera das bagagens em um galpão ou seria um armazém. Alguns entulhos pelo local e todos os passageiros se amontoam de pé a espera da bagagem. Demora muito, uns 30 mim, mas chega a nossa bagagem. Todas as malas foram colocadas na caçamba de uma camionete. Depois de entrar no armazém o motorista desligou o carro e cada um que pegue a sua mala. Na saída do galpão, novamente uma revista no meu passaporte e no visto.
A primeira impressão do Dundo são as mangueiras, elas estão por toda parte da cidade. Dos dois lados pista só se vem as imensas árvores, todas enfileiradas. Realmente muito bonito. A cidade é muito verde e parece um grande condomínio de luxo fechado, pois nenhuma das casas tem muro. Os jardins são bem cuidados e há grama por todo lugar, eu disse grama e não mato.
As arvores estão carregadas e ao chegar na pousada, no final da tarde, sai para dar uma volta a pé. Muitas pessoas comem mangas com as mãos, mais a frente, no que seria uma grande praça apenas com gramado e algumas arvores, está acontecendo uma animada partida de futebol.
Continuo caminhando e vejo uma agencia bancária e um supermercado. No centro do dois uma rotunda com um grande obelisco. Os jardins da cidade me encantam e nesse obelisco tudo está bem tratado ou em reforma.
As ruas estão molhadas, choveu muito pela manhã, a caminhada tem um cheiro molhado de terra. Sinto-me caminhando em uma cidade de filme americano, tipo Small Vile.
Apensar da guerra se vê todo cuidado que a população tem com a sua querida e distante cidade. Ainda há muito mais o que conhecer no Dundo.
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11/07/2007 11:11:00 AM
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Quarta-feira, Agosto 15, 2007
Angola país com menor expectativa de vida segundo universidade de Washington
Questiono o resultado essa pesquisa. Angola que se encontra no período pós-guerra deve ter sido influenciada por dados anteriores 2002.
Diferente do que diz a matéria sobre os investimentos em saúde nos EUA, em Angola os investimentos em saúde são exemplares. O governo investe fortemente nos hospitais, reformas, modernização e melhoria de processos. Além disso, o que se vê são campanhas focadas no bem estar da população, como a contra a AIDS, e que são realizadas com grande esforço pelo governo.
Sobre o programa Angolano de luta contra a AIDS, posso falar com firmeza por conhecer bem, é elogiável e muito bom. A motivação e engajamento de todos que fazem esse programa tem que ser destacada. O INLS (Instituto Nacional de Luta contra a SIDA – www.angolainls.org) tem se destacado e investido pesado no combate a essa doença.
Tenho certeza que nas próximas pesquisas Angola vai subir consideravelmente de posição. Por enquanto, infelizmente, amarga a última posição.
Angola na cauda de estudo sobre esperança de vida Lusa
http://www.angonoticias.com/full_headlines.php?id=16051
Angola é um dos países com menor esperança de vida no Mundo. Segundo o estudo do Instituto de Mediação e Avaliação da Saúde da Universidade de Washington, (EUA), Andorra, com 83,5 anos, Japão, Macau, Singapura e a República de São Marino lideram a lista dos países e territórios com maior esperança média de vida. Os Estados Unidos surgem em 42º lugar, posição que leva o responsável científico pelo estudo, Christopher Murray, a afirmar que «alguma coisa está errada quando um dos países mais ricos do mundo, um dos que mais investe nos cuidados de saúde, não consegue acompanhar outros países menos desenvolvidos.
A esperança média de vida também está relacionada com as taxas de mortalidade infantil e nos Estados Unidos, em cada mil nascimentos registam-se 6,8 mortes e entre os afro-americanos, a taxa sobre para 13,7, valor idêntico ao da Arábia Saudita. Os países com valores mais baixos no índice de esperança média de vida estão localizados na África sub-sahariana, regiões mais afectadas pelo vírus HIV/SIDA, pandemias e conflitos armadas.
De acordo com o estudo Suazilândia, com 34,1 anos, Zâmbia, Angola, Libéria e Zimbabué são os países com menor esperança média de vida.
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8/15/2007 10:44:00 AM
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Segunda-feira, Agosto 13, 2007
Morre Álvaro Holden Roberto – Último dos três
Morre aos 83 anos Holdem Roberto em 02 de agosto de 2007. Holdem foi o fundador de um dos três principais movimentos de libertação Angolano – FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola). Juntamente com Agostinho Neto (MPLA) e Jonas Savimbi (UNITA) esses três notáveis ajudaram a terminar a colonização Portuguesa sobre esse país.
Pode-se dizer que o seu falecimento encerra um ciclo e coloca na memória do povo Angolano mais um ícone. Honrar e construir um grande país é a obrigação do legado para as gerações futuras.
Faleceu líder histórico da FNLA
Angop
http://www.angonoticias.com/full_headlines.php?id=15874%3Cb
O presidente da FNLA, Álvaro Holden Roberto, faleceu ao princípio da noite de hoje, quinta-feira, aos 83 anos, na sua residência, em Luanda, indica uma declaração do Bureau Político deste partido.
Holden Roberto foi um nacionalista angolano durante a guerra colonial portuguesa, que culminou com a proclamação da independência do país, em 11 de Novembro de 1975.
Nascido em 1924, Holden Roberto criou, em 1962, a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) ,da qual se tornou presidente até a data da sua morte.
Foi igualmente membro do Conselho da República, órgão de consulta do Chefe de Estado.
Reservamos em exclusivo o espaço de comentário para mensagens de condolências. Não aceitaremos qualquer outro tipo de mensagem por está via. Administração AngoNotícias
Holden Roberto
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Holden_Roberto
Holden Roberto (São Salvador, 12 de janeiro de 1923 — Luanda, 2 de Agosto de 2007) foi um dirigente nacionalista angolano durante a Guerra Colonial portuguesa. Iniciou a sua actividade política em 1954 com a fundação da União dos Povos do Norte de Angola (UPNA), mais tarde designada UPA. Assina em 1960 um acordo com o MPLA que não iria cumprir, para assumir sozinho a liderança na luta contra o colonialismo português.
Em 1962 criou a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), da qual se tornou presidente. Seria esta organização que viria a constituir o Governo Revolucionário de Angola no Exílio (GRAE), em que Jonas Savimbi surge como ministro dos Negócios Estrangeiros.
Frente Nacional de Libertação de Angola
http://pt.wikipedia.org/wiki/Frente_Nacional_de_Liberta%C3%A7%C3%A3o_de_Angola
Este artigo faz parte da série:
Politica e governo de
Angola
* Presidente
o José Eduardo dos Santos
* Primeiro-Ministro
o Fernando dos Santos
* Governo
* Assembleia Nacional
* Partidos políticos
o MPLA - UNITA - PLD - FNLA
* Eleições:
o Legislativa de 2008
o Presidencial de 2009
* Províncias
* Guerra civil
* Política externa
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A Frente Nacional de Libertação de Angola é um movimento político de Angola. Foi fundada em 1957 com o nome de União das Populações do Norte de Angola.
O FNLA foi um dos grandes movimentos nacionalistas durante a Guerra do Ultramar, juntamente com o MPLA e a UNITA.
[editar] Na Guerra Colonial Portuguesa
Ver artigos principais: Guerra Colonial Portuguesa, Guerra da Libertação de Angola.
Antiga bandeira da FNLA, do tempo da independência de Angola.
Antiga bandeira da FNLA, do tempo da independência de Angola.
A União dos Povos de Angola (ou apenas UPA), anteriormente designada de União dos Povos do Norte de Angola (UPNA), foi a designação dada a um dos movimentos de libertação da província ultramarina portuguesa de Angola sob o regime português desde 1484. Este movimento de libertação iniciou a sua luta armada na região do norte de Angola em 15 de Março de 1961, nomeadamente no concelho do Uíge estendendo-se mais tarde para o sul, até a actual província do Bengo.
Emblema da UPA.
Emblema da UPA.
A sua primeira manifestação neste sentido consistiu num ataque às fazendas de café, não poupando nada nem ninguém incluindo os trabalhadores africanos. Este movimento, alegadamente regionalista e racista, criticado a nível interno e externo, estaria na base da alteração da designação da UPA deixando cair o N.
Mais tarde, voltaria a ser rebaptizada para Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA).
A UPNA - UPA - FNLA teve como retaguarda de luta o ex-Congo Belga, actual República Democrática do Congo, a seu tempo liderada pelo falecido General Mobuto Sesse seku Uasabanda que deu o seu incondicional apoio ao movimento desde o início da luta armada em 1961. Boas relações foram mantidas ao longo dos anos entre o presidente Mobutu e o carismático lider da UPA/FNLA, Holden Roberto que, com mais de oitenta anos, e ainda líder do agora partido FNLA, vive em Luanda e propôs-se recandidatar à sua própria sucessão no Congresso que teve lugar no mês de Dezembro de 2005.
O movimento que conheceu o seu maior enfraquecimento nos anos oitenta, pela deserção dos seus principais dirigentes, tendo alguns deles regressado ao país e incorporados no partido que está no poder em Angola, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), liderado por José Eduardo dos Santos, Presidente da República, mormente o falecido Jony Pinoc Eduardo, Paulo Tuba, Hendrique Vaal Neto e outros que chegaram a ser ministros no Governo de Reconciliação Nacional, e ainda a fixação de residência em Paris até 1992, altura em que tiveram lugar em Angola as primeiras eleições gerais.
O afastamento de Holden Roberto que se fixou em Paris durante muitos anos levou a fissura do partido em duas alas sendo um delas a liderada pelo sociólogo Lucas Ngonga. A aproximação das segundas eleições gerais em Angola levou a que as duas alas negociassem o reencontro que culminaria no próximo congresso marcado para o mês de Dezembro de 2005 onde seria debatida a questão da liderança.
Para além de ser um dos três partidos históricos na luta de libertação nacional a FNLA é o terceiro partido mais votado com assento no parlamento angolano. Nas cerimónias dos festejos dos trinta anos da independência de Angola, Holden Roberto e Ngola Kabango foram distinguidos com uma das mais altas condecorações de mérito e honra da República.
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8/13/2007 01:01:00 PM
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Sexta-feira, Agosto 10, 2007
Nova capital em Angola
Muito interessante essa notícia, principalmente considerando as pessoas envolvidas, o presidente José Eduardo dos Santos e o arquiteto Oscar Niemeyer.
Recentemente estive em Huambo, como comprovam post’s anteriores. A capital dessa província, que também se chama Huambo, foi concebida para ser a capital de Angola, inclusive já se chamou Nova Lisboa. Parece-me que essa é uma nova tentativa do governo.
Meus votos de sucesso a essa grande empreitada.
Norte de Luanda espera pela nova capital angolana
Diário de Notícias
http://www.angonoticias.com/full_headlines.php?id=15966
As autoridades angolanas estão apostadas na construção de uma nova capital para o país. Para já, o projecto não passa disso mesmo, mas Oscar Niemeyer, o arquitecto brasileiro que projectou os edifícios mais emblemáticos de Brasília, já confirmou ter sido sondado pelo Presidente José Eduardo dos Santos para esse efeito.
Numa entrevista ao jornal britânico The Guardian, Niemeyer, que em Dezembro fará 100 anos, explica, entusiasmado, que já só está espera que Angola lhe diga o que pretende para passar à acção. "O Presidente angolano convidou-me para projectar a nova capital do seu país, que deverá ser quatro vezes maior que Brasília."
Já a sua mulher, Vera Niemeyer, mostra-se mais prudente, como as suas declarações à Lusa evidenciaram na terça-feira. "Ele foi sondado há cerca de um mês. Em princípio, está interessado, mas aguardamos que esse convite seja oficializado."
Só que em Luanda ninguém parece estar muito à vontade para falar deste projecto. Pelo menos, a título oficial, tendo em conta que a sondagem a Niemeyer foi feita pelo próprio José Eduardo dos Santos, razão pelo qual o DN foi remetido dos assessores do Presidente para o Governo provincial de Luanda ou para o Gabinete de Reconstrução Nacional, dirigido pelo general Hélder Vieira Dias "Kopelipa", que chefia também a Casa Militar presidencial. Sendo certo que este projecto que, segundo Niemeyer, envolve a construção de uma cidade para dois milhões de pessoas, pode levar muitos anos a concretizar. "Se o paralelo fosse Brasília, seriam 16 anos."
À margem dos contactos oficiais, o DN apurou, no entanto, que o projecto da nova capital angolana está planeado para o norte de Luanda, numa região que vai do município de Cacuaco à Barra do Dande.
"É a melhor opção", confirmou ao DN uma fonte do Governo angolano, aludindo às condições climatéricas e geográficas que favorecem essa localização. Em detrimento da zona Sul, para onde Luanda tem vindo a expandir-se nos últimos anos, através da construção de vários condomínios.
Ao ponto de muitos angolanos, e não só, aludirem já à Luanda II que estaria a ser edificada nas imediações do Futungo, onde José Eduardo dos Santos vivia até há dois anos, altura em que se mudou para o palácio do antigo governador-geral colonial.
"Ao contrário da região Norte, onde até nem há muitas pessoas a viver, a zona a sul de Luanda é mais inóspita e árida, duas limitações que só se alteram depois da Barra do Kwanza."
Talvez, por isso, o Conselho de Ministro de Angola tenha decidido, entretanto, atribuir a designação de "reserva do Estado" a três blocos de terrenos situados a Norte de Luanda e que, em conjunto, totalizam 187 quilómetros quadrados, como o Semanário Angolense revelou no final de Maio.
Mas nem todos os terrenos abrangidos se destinam à futura capital. Dois dos três blocos envolvem outros projectos no município de Cacuaco.
De reserva para a futura capital estão apenas 77 quilómetros quadrados - Lisboa, por exemplo, ocupa uma área de 84,8 quilómetros quadrados - na região do Dande, admitindo-se que a nova cidade pudesse vir a incluir igualmente a construção de um novo porto que possa substituir ou ampliar as infra-estruturas já existentes em Luanda, e que estão a ser objecto de requalificação.
Mas, como explicou outra fonte angolana ao DN, o planeamento da nova capital de Angola ainda não chegou à fase de projecto. Mesmo que José Eduardo dos Santos já tenha sondado Oscar Niemeyer, rejeitando, ao que tudo indica, um outro projecto que lhe tinha sido anteriormente apresentado por Troufa Real: o da construção de Angólia.
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8/10/2007 12:46:00 PM
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Quarta-feira, Agosto 08, 2007
Casamento Angolano - Abraão e Tunicia
Fiquei muito contente quando um amigo me convidou para o seu casamento. Abraão, Angolano, estava se cansando com Tunicia, uma menina muito simpática. Os dois têm um filhinho lindo que tive inclusive a oportunidade de tirar uma foto. A criança é uma graça apesar de eu achar que ele não gostou muito de mim.
Já havia ouvido falar muito sobre o casamento Angolano e como a cultura local influencia esse ritual. Tinha muita curiosidade em conhecer e não me desapontei. O casamento ocorreu em uma sexta-feira, fim de tarde, o dia estava bonito e um pouco frio. Entramos pelo bairro do Kinaxixi até a igreja. Nesse mesmo local funcionam uma associação de moradores, uma escola e um centro de apoio. No centro de um grande terreno de terra batida a igreja.
Antes de entrar no recinto fui levado ao noivo que nervoso, dentro de um Corola, esperava o tradicional e muito cultural atraso da noiva. Ao chegar para a missa encontramos o local decorado com muito carinho. Cetim amarelo e flores naturais, via-se o cuidado por esse dia tão especial em cada detalhe.
Com certeza a parte que mais gostei foi o coro formado por meninas da igreja. Antes de começar o culto, já que estamos em uma igreja evangélica, a equipe faz um ensaio geral e eu viajo nas vozes que me lembram um documentário do Discovery Channel. Pedimos para que elas cantassem uma música em dialeto local, fomos atendidos. Uma canção sobre a família cantada em Umbundo, simplesmente incrível. Gravei tudo pena que de tão grande não dá para colocar no blog.
Os noivos se preparam para entrar, primeiro o noivo, que entra pela lateral da igreja. Diferente do Brasil a entrada do noivo também faz parte da cerimônia e todos já estão de pé à sua espera quando ele dá o primeiro passo na igreja. Em seguida ele vai até a porta principal da igreja onde recebe a noiva e caminha de mãos dadas até o altar.
Tudo corre bem, apesar Abraão está visivelmente um pouco nervoso. O coro entra várias vezes e em todas as oportunidades o ambiente se enche de harmonia inundado pelas vozes afinadas.
Já perto do fim da cerimônia outra surpresa. Os convidados se posicionam ao lado do altar com uma série de presentes. Aqui, antes do final, as pessoas levam as “prendas” para serem entregues no próprio casamento. Uma das convidadas me chamou a atenção, não consegui ficar sem tirar uma foto dela. Uma figura, muito simpática por sinal.
Antes de irmos para recepção um costume bem Angolano, as pessoas entram em seus carros para um passeio pela cidade. Uma fila de automóveis com os piscas ligados andando no engarrafamento, olhe, foi legal pelo Abraão, mas ninguém merece entrar em um super engarrafamento porque quer. Paramos no meio de um condomínio para algumas fotos e em seguida o cortejo seguiu até a recepção.
Chegando ao local da festa, muitos, mas muitos bolos mesmo, uns 15, nunca vi tantos em uma só festa. Havia também alguns caranguejos pendurados em uma madeira. As mesas bem arrumadas para os convidados deixavam uma excelente impressão em cada pessoa, como tudo foi feito com carinho. O ponto alto da comemoração foi o corte do bolo. A noiva corta uma grande fatia e a divide em vários pedaços. Em seguida ela coloca na boca das pessoas mais queridas, muito bonito. Mais uma tradição Angolana.
O casamento foi uma experiência muito bonita e enriquecedora. Sinto-me cada dia mais envolvido por esse país e sua cultura. Angola é maravilhosa.
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8/08/2007 11:00:00 AM
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Sexta-feira, Agosto 03, 2007
Huambo - Guia turístico
Encontrei um guia turístico de Angola que fala um pouco sobre cada província – Guia Turístico Oficial 2006/7 www.guiaturisticoangola.co.ao. Como o produto tem por objetivo divulgar Angola e não é vendido, visando abranger o acesso a esse, o coloquei no blog.
Os textos abaixo foram retirados desse guia e dão uma descrição mais detalhada sobre a província e principalmente sua capital. Um ponto interessante é que a capital de Huambo foi preparada para ser a capital de Angola. O nome da cidade chegou a se chamar Nova Lisboa e era residência de muitos portugueses. Talvez pela presença desses estrangeiros o Huambo foi uma das províncias mais destruídas durante a guerra.
Sites sobre Huambo
www.guiaturisticoangola.co.ao
www.huambodigital.net
pt.wikipedia.org/wiki/Huambo_(prov%C3%ADncia)
A província de Humabo está localizada na parte centro do país e tem 11 municípios, Huambo (Capital) Bailundo, Ekunha, Caála, Katchiungo, Londuimbale, Longonjo, Mungo, Tchindjenje, Tchicala Tcholohanga e Ucuma, e cobre uma superfície de 34.270 km2.
O clima é tropical de altitude, com uma estação ceca e fria e uma estação chuvosa, onde o calor quase não se faz sentir, pois as precipitações são constantes. As temperaturas médias anuais chegam a ser inferiores a 19ºC.
O grupo étnico majoritário é o Ovimbundo. A agricultura é o principal fator econômico da população.
A 8 de agosto de 1912 foi fundada a cidade de Huambo, que em 1928 foi batizada com o nome de Nova Lisboa. Foi proposta para Capital de Angola o que não aconteceu, pois Luanda tinha melhor posicionamento a nível de contatos pelo mar. Já foi considerada uma das mais bonitas cidades de Angola. A língua nacional mais usada na província é o Umbundo.
Como Chegar
Existe um aeroporto – Albano Machado – no Humabo com 2.800 de extensão e capacidade para aviões de pequeno e grande porte.
A linha férrea funciona para passageiros e carga do Humabo para Calenga e regresso, quatro vezes ao dia.
O acesso por via rodoviária pode ser feito a partir de Luanda, passando pelo Kwanza Sul ou por Benguela.
Visitar
Huambo – Na cidade existem vários jardins e viveiros municipais. A sua zona florestal e os campos de cultura de flores mostram a diversidade da flora existente, onde sobressai uma coleção de dálias, com mais de 500 variedades.
Parque Almirante Américo Tomás – Situado no centro da cidade, têm um parque para crianças e uma estufa-fria.
Museu Antropológico – no Humabo – Museu municipal – com seções de etnografia, quadros e fotografias.
Nove estátuas – Estão espalhadas pelos jardins da cidade de Huambo.
Ruínas da Embala Grande – A cerca de 20 km de Huambo.
Túnel subterrâneo – Onde se abrigou o Soba (chefe) Cambundo.
Morro de Santo Antônio de Bailundo – Local onde se encontra o túmulo do rei Ekuikui
Ilha dos amores – Em Ekunha
Paços do Conselho – Onde está situada a biblioteca Constantino Kamoli
Reserva Florestal do Kavongue – Tem 39 km2 de área
Morro do Moço – O ponto mais alto de Angola com 2.619m, encontra-se a sul de Londuidale.
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8/03/2007 03:19:00 PM
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Quinta-feira, Agosto 02, 2007
Huambo – Volta a Luanda – Fim
Acorda!!! Ainda bem cedo, dormi tranqüilo, calmo, acordei melhor ainda. Disposto para a minha volta. Estou feliz, não conto o tempo, vivo o aqui, o agora. Voltar para Luanda, para o projeto. Coloco tudo no bolsa da mesma forma que minha queria irmã faria... Sei que ela entendeu KKKKK. Tomei um banho a conta gotas, o dia está frio e para que o banho fique quente tem que ser com o chuveiro quase no fechado.
Decidi ir de terno para o aeroporto, chegando ao destino já vou direto para o trabalho. Desço para o café da manhã, pequeno almoço ou mata bicho, com esses termos vamos chegar ao mesmo lugar, desjejum. O pão está duro, se o jantar é uma maravilha tenho a impressão que o cozinheiro só trabalha a noite. Acabou, foi só para enrolar mesmo.
Subo para quarto e logo em seguida recebo a ligação do ponto focal, ele já está me esperando para me levar ao Aeroporto. Antes de seguirmos, entretanto, peço para dar uma parada em uma loja onde sejam vendidos cd’s, quero deixar em Huambo de forma que eles possam realizar o backup.
Chego cedo ao Aeroporto e de caro estranho a entrada. O local está em reforma e o meu caminho anterior agora está interditado, vou entrar por outro local. Tudo novinho, simples, lembra um pouco as rodoviárias de Pernambuco. Nunca havia visto isso, o check-in atrasou uma hora! Impressionante, atrasar check-in... Só em luanda. É um entra e sai danado de pessoas e todos se amontoam em um espaço que caberiam 10 têm umas 40 pessoas. A cada minuto de passa mais confusão. Finalmente as bagagens começam a ser liberadas e o fluxo de passageiros vai diminuindo. Antes porem uma surpresa, eu era o primeiro da fila, já que cheguei na hora, Angolano não gosta de pontualidade, simplesmente mudaram o balcão. Acabei ficando quase no fim da fila, coisas de Angola.
Três horas de atraso do avião... Affffff. Gastei a bateria toda do notebook e ainda tive que esperar. Ainda bem que levei uma revista. Como estava sozinho o tempo custa a passar. Como estamos no cacimbo, época fria nessa região, agradeço haja vista que essas telhas devem esquentar um bocado.
A aeronave finalmente chega, um 747 da Air Gemini. Percorremos a pista toda à pé, bem engraçado isso. Cruzamos a pista principal do aeroporto, onde os aviões realizam pousos e decolagens, nunca tinha visto isso. Outra coisa que Angolano não gosta, fila ou bixa se preferir, mais uma pouco de confusão na hora de entrar. A turma da classe executiva fica quase 20 mim no sol.
O tempo passa calmo quando já estamos sentados e a comissária, bonita, ajuda no visual. Como vamos a uma baixa altitude posso ver os campos durante todo o caminho de volta.
Chegamos a Angola, fim da viagem, adorei Humabo. Recomendo a visita.
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8/02/2007 02:47:00 PM
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Terça-feira, Julho 31, 2007
Huambo - A Cidade – Parte 3
A capital da província de Huambo tem o mesmo nome. Haviam me informado que Huambo tem aproximadamente 2 milhões de habitantes, pensei que fosse a cidade, mas na verdade é a província toda. Juntamente com a província de Bié, esta localidade foi a mais destruída pela Guerra. A máquina fotográfica está a postos para registrar tudo o que eu puder.
Já na saída do aeroporto vejo alguns galpões abandonados e sem o telhado. Percebo também muitas marcas de bala. Passamos por uma praça com algumas estátuas e nelas também é bem visível os buracos dos projeteis. Fico imaginando a loucura que foi isso a poucos anos atrás. Existem também prédios novos e sem nenhuma marca, vejo máquinas e material de construção por todo lado. Mais a frente fazemos um desvio, várias são as ruas sendo asfaltadas.
Outras tantas ruínas e muitas, muitas marcas de bala. Passamos pelo banco nacional de Angola, que foi restaurado, realmente muito bonito. Uma passada rápida no hotel Nino para deixar as malas, tomar um banho e trocar de roupa e estou pronto para seguir para o treinamento.
No prédio onde os treinamentos ocorrerão, uma estrutura simples, mas limpa e organizada. Subimos duas escadas até o segundo andar. Lá aviso um prédio de uns 10 andares com a parte superior totalmente destruída. Disseram-me que foi um bomba lançada, a imagem impressiona.
Sou apresentado a turma, como são quase 15:00 h vamos almoçar. Um bom e velho bitoque é o prato do dia em um restaurante gerenciado por uma Portuguesa. Para quem não conhece o bitoque, este é um prato que em qualquer lugar de Angola pode ser pedido. Absolutamente qualquer birosca vende. Bife (ou prego se preferir), salada, arroz e batata frita, simples e gostoso.
Na volta já sigo para treinamento. A minha apresentação corre sem problemas, todos os alunos se saíram muito bem. No dia seguinte vamos continuar, está previsto o inicio as 8:30 h até as 12:00 h.
Volto para o hotel próximo as 18:00 h, combino com Sérgio de descansar um pouco e nos encontrarmos no restaurante do hotel as 19:30 h. Assim que Sérgio sobe para o seu quarto, coloco vou a rua rapidamente para dar uma espiada. Realmente esse não é o meu ambiente, não vou me arriscar a sair sozinho, melhor voltar para o quarto.
Após tomar um banho deito na cama, coloco o despertador do celular só por garantia, essa foi minha salvação. Quase que instantaneamente pego no sono. Acordo com celular tocando, é hoje que eu jogo esse danado no chão. Chego a implorar para o aparelho por mais 10 mim. Marquei com Sérgio e não quero me atrasar. Saio da cama, quase que me arrastando. Outro banho está fora de cogitação, falta coragem. Lavo o cabelo e passo uma água no rosto, isso deve bastar. Coloco a calça jeans e sigo para o restaurante no térreo.
Sérgio já esta me esperando na mesa. Lá ele me disse que é por hábito encomendar a comida com antecedência. Sabendo disso ele deu um pulo à tarde e marcou para aquele horário um bacalhau, excelente escolha.
Já com a barriga cheia só consigo pensar na minha cama, que por sinal é muito boa. Nessa seqüência, tirar a roupa, deitar e apagar, ainda bem que já havia programado o despertador para o dia seguinte.
O segundo dia de treinamento foi novamente tranqüilo. Após a manhã com os alunos vamos almoçar em um restaurante muito simpático, aqui também é necessário encomendar a comida, assim vamos no bom e velho bitoque novamente.
Sérgio vai seguir para o Bié de carro e eu vou para o hotel. Comprei a minha passagem pela Air Gemini na tarde de ontem, pouco depois de ter chegado a cidade. Está marcada para a quinta-feira, amanhã.
As 15:00 h sou deixado no hotel e marco com o ponto focal, que vai me levar ao aeroporto, para as 9:00 h. Como não me arrisquei a sair sozinho, fiquei no hotel trabalhando até mais ou menos umas 19:00h. Já havia aprendido na noite anterior, assim, por volta das 16:00 h passei no restaurante e encomendei outro bacalhau, dessa vez apenas com legumes, bem ligth.
Ao chegar no quarto abri as janelas e fiquei pensando... Família, trabalho, amigos, Angola, Brasil, estudos, internet, PAN... Não sei ao certo quanto tempo fiquei refletindo, será que isso que é filosofar? Viajei eh??? Estou em África, como eles dizem aqui, faz parte. Fui acordado por um por do sol que invadiu o ambiente e meu coração com jeito de presente. Vermelho intenso a terra que cobre todos os cantos. Vou sempre lembrar do crepúsculo daqui, o mais lindo de todos, nem mesmo o de Brasília, Rio de Janeiro ou Fernando de Noronha tem o fim de tarde como o da África... Lindo.
O jantar estava ótimo, muito gostoso mesmo. Batatas, cenoura, couve e o bacalhau, bem preparado, com pouca gordura, do jeito que eu gosto. Bem servido, após pagar a conta, subi para o quarto, sabia que iria pegar a estréia do basquete masculino no Pan. O jogo foi legal, depois foi só enrolar um pouco nos canais para esperar o sono chegar. Acerto o despertador e bons sonos.
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7/31/2007 09:54:00 AM
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Huambo – Desembarque – Parte 2
Como havia sentado na primeira cadeira da primeira fila, fui o primeiro a desembarcar. Assim como na partida ao desembarcar um tapete vermelho está estendido, cheio de pompa essas viagens. O prédio é simples e vejo mais à frente duas entradas, uma diz passageiros e a outra bagagens, foi fácil saber para onde ir, lógico. Percebo obras, vou descobrir na volta a Luanda que existe um projeto de ampliação em execução.
A primeira parada é na imigração que analisa meus documentos. Com uma cara de poucos amigos o agente carimba minha passagem, anota o meu nome e pergunta onde vou ficar. Informo que existe uma pessoa esperando por mim na saída. O agente devolve meus documentos e me libera.
Inusitado foi local para pegar as bagagens, mais parece um local de inspeção. Nada de esteira rolante ou coisa parecida, apenas uma estrutura metálica onde serão depositadas as bagagens. Como aqui em Angola os Angolanos não gostam de fazer fila, ou bixa se preferir, fica aquela agonia para pegar as bagagens. O carrinho com os pertences dos passageiros chega e cada um vai indicando qual é a sua. Nenhum controle para sair, mas isso é até compreensível, afinal de tão pequeno, poucos problemas de extravio de bagagem devem ocorrer. Esqueço que não estou no Brasil e mantenho a minha neura de estar a todo o momento olhando para as minhas coisas com medo que algum espertinho leve.
Já na saída Dona Helena me aguarda, ela é funcionária do INLS e veio com o Sérgio para Huambo. Subimos no carro sinalizado e seguimos até o local dos treinamentos. Estou animado.
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7/31/2007 09:22:00 AM
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Segunda-feira, Julho 30, 2007
Huambo – Saída de Luanda – Parte 1
Terça-feira 24 de julho de 2007, finalmente vou conhecer a primeira província, Huambo. Foram uma série de desencontros e reorganizações de cronograma até chegar a essa primeira viagem. Para as próximas semanas viagens a Benguela, Namibe, Lunda Sul, Lunda Norte, Zaire e Cabinda. As províncias, que são o mesmo que estados, são 18 no total, sendo Luanda uma delas.
Tudo ao meu redor treme, escrevo em pleno vôo em um avião bi-motor da Embraer da companhia Air26. Hoje realmente foi um dia de estréias, nunca havia andado em aparelho assim. Abordo aproximadamente 30 pessoas, contando com a tripulação, sendo três na cabine e mais a comissária de bordo. As hélices fazem muito barulho, parece que estamos no meio de um liquidificador. Apesar de estar com o fone de ouvido a 70% do volume, quase não escuto a música.
Os vôos domésticos são realizados uma espécie de anexo do aeroporto 4 de fevereiro, ou se preferir o aeroporto internacinal. Passamos por uma rua que está sendo reformada, mas que agora é pura terra. A reconstrução do pais ainda me assusta, são obras por todo lado. Chegamos na entrada, um estacionamento pequeno na frente. O vigilante não queria me deixar desembarcar sem pagar 100 Kwanzas, após argumentar consegui seguir sem desembolsar nada.
É recomendado realizar a primeira viagem com alguém que já tenha feito isso antes, havíamos programado assim, todavia problemas acontecem e é necessário improvisar. Como não conseguimos bilhetes no mesmo dia, vou encontrar com o Dr. Sérgio no local, ele embarcou ontem. Sozinho no aeroporto tudo é novidade. Tenho que tirar de letra essas dificuldades. Foi mesmo assim, como diriam os Angolanos, pergunta daqui, se esquiva dali e consegui fazer o check-in. A minha bagagem de mão teve que ser despachada, quando cheguei ao avião entendi, realmente não tem espaço para acomodá-la.
Antes de chegar à sala de embarque tive que passar pelo oficial da imigração. Angola está mudando as suas leis de imigração e foi necessário um pouco de conversa para ele me deixar passar. Os meus documentos estão todos corretos e válidos, passei afinal.
Ontem não consegui dormir cedo, cheguei a sala de espera, coloquei o Ipod e fiquei cochilando sobre a mala do note book. Estava naquele esquema, um olho no peixe e outro no gato. Após pouco mais de 1 hora e meia chamaram para o embarque.
Gostei muito de ver a aeronave no pátio, com aquelas grandes hélices. A escada parece bem frágil e subimos com ela fazendo barulho. Sento logo na primeira cadeia, perto da porta. A aeromoça fala os procedimentos de segurança e quando chega ao momento em que ela explica os procedimentos para o caso de um pouso de emergência, só consigo pensar: "Vira essa boca para lá". O comandante deu as boas vindas e falou isso em dois idiomas. Até ai nada de novidade, a primeira língua foi o português, já a segunda foi Umbundo, essa é a língua nativa da província de Huambo. Bem legal, estou em África.
Já vamos pousar, tenho que desligar o note. Huambo ai vou eu.
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7/30/2007 09:24:00 AM
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Sexta-feira, Julho 27, 2007
Apresentação na ONU
Pessoas, contatos, cotidiano, rotina, descobertas, desafios, a vida é feita disso, na verdade disso e muito mais. Estou procurando as palavras para descrever a minha alegria em relatar esse evento.
Quarta-feira passada um amigo, diretor da OMS, convidou-me para uma apresentação na ONU. O assunto: A criação do programa Angolano de luta contra a Aids e a informatização. Fui informar aos participantes como está o andamento do projeto de informatização do instituto, objetivos, marcos e expectativas.
Os participantes é que foram o ponto alto. Estavam me ouvindo diretores e representantes dos seguintes organismos: OMS, ONU SIDA, Unicef, Fundo Global, Hamset e representantes do governo, além do responsável pelo departamento de vigilância do INLS. Após uma apresentação breve de todos os participantes, sabia que o meu tempo era conciso, afinal essas pessoas são importantes, tive pouco mais de 20 minutos para falar sobre o desenvolvimento dos sistemas e suas implicações. Nestes organismos estão alguns dos fomentadores do Instituto do SIDA.
O diretor da OMS ainda me presenteou com um livro de sua autoria dedicado a mim. Escrito está: “Ao amigo...”. Realmente me sinto lisonjeado em ser chamado de amigo por um homem com uma história tão impressionante. Dentre os trabalhos realizados por esse médico, um chama muita minha atenção, tele-medicina. Ele desenvolveu um trabalho muito bom e pioneiro no Tibet. Esteve trabalhando também por todo leste asiático, Europa e quase toda África, realmente um notável.
Vou guardar com muito carinho essa história e a realização de mais essa conquista. Tuapandula Angola (Obrigado Angola).
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7/27/2007 09:35:00 AM
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Terça-feira, Julho 10, 2007
Abraço coletivo
Sérgio se mudou esse final de semana. Foi realmente um privilegio dividir o apartamento com ele. Ficamos amigos e em uma das nossas conversas chegamos a conclusão que mesmo que nos conhecêssemos em São Paulo ou em Recife seriamos amigos. Durante esses 9 meses passamos pelas fases de adaptação, alegrias e tristezas em tempos semelhantes. Ele chegou apenas 15 antes de mim a Angola, dessa forma a medida que o processo ia acontecendo com um ou outro vivia experiências identicas.
Voltando ao dia de ontem, fui a uma reunião no Instituto do Sida, acompanhamento de projeto. Na volta sentei na cadeira, relaxei um pouco enquanto ligava o PC. Quando dou por mim, uma invasão na sala. Toda turma da fábrica, 6 pessoas mais Sérgio e Alberto que estava na hora se juntam a guangue. Rildo toma a frente e informa que todos acharam que eu estava abatido e com cara de chateado. Eu disse que não, mas de nada adiantou. Recebi um abraço coletivo da turma, todos ao mesmo tempo.
Tenho que admitir, fiquei muito feliz com a demonstração de carinho e atenção dos meus amigos de empresa. Foi muito bom me sentir querido e ver que de alguma forma consigo cativar esses profissionais que durante um bom tempo se tornarão minha família.
Meu muito obrigado a Rildo, Andrey, André, Fernando, João, Saulo, Alberto e Sérgio que me proporcionaram o que com certeza foi o melhor momento da semana. Um forte abraço em cada um.Amigos obrigado pelo carinho.
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Antônio Spíndola
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7/10/2007 04:03:00 PM
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Café Arábica
Lembro com muito carinho dos sucos da tia que na época da MV eu tomava com a turma do trabalho. Caruaru e Raphael eram sempre meus companheiros de conversa, isso nos unia, descontraia e aumentava a nossa disposição no trabalho.
Tardou, mas descobrimos um local aqui em Luanda para tomar um suco no meio da tarde e até mesmo almoçar. A pouco mais de 3 meses abriu próximo a Advance o café Arábica. Um ambiente sofisticado com mesas de madeira e cadeiras de primeira linha. Todos os funcionários com uniformes bonitos e da entrada ao banheiro não resta menor dúvida que o diferencial é a qualidade.
Gosto de ir almoçar vez por outra por lá. Apesar de o preço ser salgado é uma das poucas opções realmente ligth que disponho. Há sempre pelo menos dois tipos de salada muito coloridas e apetitosas. Pela higiene do local dá para comer tranqüilo qualquer tipo de refeição.
Na minha última visita, pedi um frango com arroz e salada. Apesar de não ser peito de frango o sabor estava ótimo e a saladinha arrematou o prato. Minha vida, como não pode deixar de ser, é fazer dieta e eu começo mais uma na certeza que dessa vez vou ter sucesso.
Vai dar trabalho, mas quem falou que seria fácil. Torçam por mim.
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7/10/2007 03:16:00 PM
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Sexta-feira, Julho 06, 2007
Conselhos são bons, mas viciam – Viciado no meu Pai
Escutei de um dos meus coaches “Conselhos são bons, mas viciam”. Admito, meu Veio (pai) é o meu vício. Com certeza uma das coisas mais difíceis de Angola é não o ter tão por perto me orientando. Mesmo assim, com a distância, o Veio consegue me ajudar a encontrar o caminho certo.
Hoje porem recebi um e-mail dele e ao responder achei que minhas palavras ficariam legais no blog. Cortei algumas partes mais pessoais, mas o texto está quase na integra.
Pai, obrigado por tudo, por ser meu mentor, coach, referencia e meu melhor amigo. Te amo muito!
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Veio
O grande benefício da internet é a comunicação e o grande prejuízo da internet é a comunicação. Sabe quando lemos um livro ou um jornal que parece que tem uma voz no fundo da cabeça falando para nos mesmos? Dessa forma nem sempre o que se diz é o que se entende e dependendo do dia em que se lê algo a entonação muda sendo mais suave, agressiva, engraçada, chata, autoritária ou subserviente.
Quando se escreve para uma pessoa com freqüência se aprende a ler os pensamentos dela. Existe uma personalidade em cada e-mail e apenas quando esse padrão muda é que consideramos uma ofensa. Seria o mesmo de todo dia ao chegar ao trabalho se dar bom dia a um colega e numa segunda-feira, que se acordou com o pé esquerdo, dizer em alto em bom som “Só se for para você”.
Aproveito para te dar algumas dicas. Existe um código de conduta não formal para internet. Nessa linha de raciocínio palavras como naum (não), vc (você), FYI (For Your Information), ABS (Abraços), []’s (Abraços), :) (Feliz), :D(Muito feliz), :* (Beijo), e por ai vai são aceitas e utilizadas como ferramentas no diálogo. Quando se escreve em letras maiúsculas como VEIO ESTOU COM SAUDADES! Para quem lê na internet significa que se está gritando. Assim se o senhor quiser dar um bronca manda algo como. SPLY VOCÊ ESTÁ FAZENDO BESTEIRA, BOTA A CABEÇA NO LUGAR.
Tudo isso que expliquei para o senhor sobre escrita na internet é para ajudar na comunicação e para que o que for escrito e transmitido seja lido, recebido e entendido pelo destino.
Valorizo muito as pessoas que tem amizades longas, mostra que ela tem capacidade de manter o objetivo a longo prazo, comprometimento e lealdade. Se a pessoa tem relacionamentos antigos mostra também que ela sabe passar pelas dificuldades e que o para ela o todo é mais que a soma das partes. Passar por dificuldades e ruídos de comunicação faz parte de todo bom relacionamento de longo prazo. O senhor é o melhor exemplo e modelo para mim nesse aspecto, na verdade posso dizer que tudo que aprendi nesse sentido é resultado da sua persistência e paciente.
Beijo grande e aguardo retorno.
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7/06/2007 02:22:00 PM
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Quinta-feira, Julho 05, 2007
A Sopa
O transito de Luanda não é nada convidativo e como nessa etapa do projeto tenho ficado no escritório, almoçar por perto é a melhor opção. Ficar descobrindo novos lugares de preferência BB – bom e barato – tem sido um desafio.
Em uma rua ao lado da Advance encontramos uma pousada que informava servir almoços. Não sei ao certo quem foi o primeiro corajoso, mas algum dos meninos da fábrica foi lá para verificar se o negócio era bom.
O ambiente é simples e a entrada pequena. Ao cruzar uma porta de madeira se depara com uma escada que leva ao primeiro andar. Lá se encontra, logo após os degraus, uma outra porta de madeiras, daquelas com aspecto antigo. Mesas também de madeira em um ambiente simples mais limpo. Algo que chama a atenção são as janelas com jeito de coisas do passado. O restaurante que na verdade tem por finalidade servir aos hospedes da pensão passa a sensação de algo familiar.
Um garçom sempre sorridente nos atende. Chamamos esse lugar de “A Sopa”, pelo fato de antes da refeição, juntamente com o covert, ser servida uma sopa. A sopa que geralmente é de feijão com macarrão é bem saborosa e para quem está fazendo regime um almoço dos mais interessantes.
São servidos pratos do dia e sobre a mesa sempre tem um papel A4 com o menu semanal. Há sempre três pratos diariamente, sendo dois mais simples e mais um especial. A refeição mais simples é bem em conta Kz 1.100,00 e acompanha a sopa de entrada, o covert de pães com manteiga e a sobremesa que geralmente é um pudim de doce de leite muito bom.
No dia que tirei as fotos, a refeição escolhida por mim foi uma dobradinha. Comer uma dobrada tem jeito de casa e remete minha memória a dias felizes em Recife. Lembro de uma vez que fizemos um pagode lá em casa a base de caldo de dobradinha e caldo de cebola.
Como o atendimento é rápido, o ambiente é climatizado e o garçom gente boa, sempre voltamos. A sopa é um dos melhores locais para se almoçar, de forma simples e boa, próximo ao ministério das relações exteriores.
Acho que hoje vai ser sopa novamente!
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7/05/2007 10:06:00 AM
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Segunda-feira, Julho 02, 2007
Proibição da TAAG na Europa
Essa é decisão que pode influenciar em muito a vida dos Brasileiros aqui. Por não cumprir normas internacionais de segurança a TAAG está sendo impedida de voar na Europa. Ouvi falar de um problema de tradução de manuais e algo do tipo, mas tudo boato, não tenho com confirmar a informação.
Fora a TAAG as outras rotas para se chegar a Angola vindo do Brasil, que eu conheço, são por Lisboa ou pela África do Sul. Entretanto o acesso mais barato é mesmo vindo pela TAAG com o vôo que sai do Rio de Janeiro.
Atualmente a TAAG realiza 6 voos semanais para a Europa, todos para Lisboa. Com essa proibição as passagens pela TAP, a outra companhia que voa para Lisboa, vai ficar ainda mais difícil de ser marcada.
Esperar para ver o que vai acontecer.
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Compainha proibida da voar em espaço aéreo europeu
http://www.jornaldeangola.com/artigo.php?ID=63993
A Comissão Europeia anunciou ontem a decisão de incluir a TAAG, Linhas Aéreas de Angola, na "lista negra" de companhias áreas impedidas de voar no espaço europeu.
Em comunicado, emitido antes do despenhamento de um Boeing da Taag na cidade do Soyo, província do Zaire, o executivo comunitário indica que o Comité de Segurança Aérea deu parecer favorável por unanimidade à quarta actualização da sua "lista negra", que, entre outras alterações, contempla uma interdição de voar em espaço aéreo à TAAG, empresa até agora com voos regulares para Lisboa.
Na sequência do parecer do Comité de Segurança Aérea, a proibição deverá entrar em vigor "nos próximos dias", aponta Bruxelas.
A "lista negra" da Comissão inclui cerca de uma centena de companhias aéreas, por não aplicarem as normas de segurança e constituírem um perigo para os passageiros.
A lista é elaborada com base em contribuições nacionais dos Estados membros, que comunicam a Bruxelas as companhias com problemas. Numa análise profunda por especialistas após contactos com as empresas visadas, a lista é revista periodicamente, sendo possível a uma companhia sair e entrar nela, consoante o cumprimento ou não das medidas de segurança.
A entrada da TAAG na "lista negra" da União Europeia para as companhias aéreas implica a suspensão de dez voos semanais da transportadora angolana para Lisboa, informou fonte do Instituto Português da Aviação Civil (INAC).
A mesma fonte adiantou à Lusa que a interdição da TAAG, anunciada pelo Comité de Segurança Aérea da Comissão Europeia, entra em vigor a partir do momento em que a decisão for publicada no jornal oficial das comunidades, o que deverá acontecer na próxima semana.
A TAAG opera seis voos semanais de ida e volta Luanda-Lisboa.
A companhia aérea angolana opera outros dois voos semanais de ida para Lisboa, com regresso a partir de Paris e de Londres.
De acordo com o INAC, serão também suspensas as duas ligações semanais à capital portuguesa que os aviões da TAAG operam em nome da transportadora oficial são-tomense, a STP Airways.
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TAAG classifica acto de concorrência desleal
http://www.jornaldeangola.com/artigo.php?ID=64130
A transportadora aérea nacional TAAG descarta qualquer interdição de os seus aviões sobrevoarem no espaço europeu, ao contrário da notícia tornada pública por vários jornais portugueses durante a semana passada.
“Não foi tomada nenhuma decisão pelos órgãos da União Europeia no sentido de interditar a TAAG de sobrevoar o espaço aéreo europeu”, lê-se num comunicado enviado ontem pelo gabinete de comunicação e imagem da companhia de bandeira.
De acordo com a nota, um comité de peritos fez uma recomendação dirigida à Comissão Europeia neste sentido, mas aquele órgão só tomará uma decisão dentro de alguns dias, pelo que ninguém pode prever qual será o seu veredicto.
“A difusão precipitada da recomendação dos peritos e a exploração que se tem feito delas nos ‘media’ internacionais inscreve-se na estratégia de certos círculos de interesse que procuram afastar as com- panhias aéreas africanas do mercado mundial”, ressalta o comunicado em que a TAAG “classifica este comportamento de procedimentos de concorrência desleal, contrário à prática do comércio internacional e reserva-se o direito de responsabilizar os seus autores”.
Para os responsáveis da TAAG, que reafirmam a todos os clientes e parceiros garantias de fiabilidade, a companhia angolana dispõe da frota mais moderna em África, sendo uma das mais modernas do mundo.
“Os nossos pilotos fazem parte do grupo dos mais experientes do continente africano e aperfeiçoaram-se recentemente na Boeing, nos Estados Unidos da América. A TAAG não poupa esforços para melhorar a qualidade dos serviços prestados aos seus clientes”, assegura a empresa que diz não recear nada quanto às medidas de segurança.
Com efeito, a com- panhia diz-se vítima de um estado de coisas que a ultrapassa, na medida em que é apenas uma empresa comercial. Entretanto, “a nossa companhia não se deixará intimidar”, assevera a companhia.
Durante a semana finda, a imprensa europeia noticiou que a Comissão Europeia havia incluído a TAAG, Linhas Aéreas de Angola, na "lista negra" de companhias áreas impedidas de voar no espaço europeu.
Para aquela imprensa, “o Comité de Segurança Aérea deu parecer favorável por unanimidade à quarta actualização da sua "lista negra", que, entre outras alterações, contempla uma interdição de voar em espaço aéreo à TAAG, companhia até agora com voos regulares para Lisboa”.
A "lista negra" da Comissão, de acordo com a imprensa europeia, inclui cerca de uma centena de companhias aéreas proibidas de voar no espaço aéreo europeu por não aplicarem as normas de segurança e constituírem um perigo para os passageiros. A lista é elaborada com base em contribuições nacionais dos Estados-membros, que comunicam a Bruxelas as com- panhias com problemas, e numa análise profunda por especialistas após contactos com as empresas visadas.
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7/02/2007 02:07:00 PM
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Churras da Advance 06/2007
Já falei anteriormente sobre o crescimento da equipe. As confraternizações de fim de semana são o ponto alto desse aumento de efetivo. Esse final de semana, com a visita de um diretor parceiro nosso, Rodrigo encomendou um churrasco. Essa é a segunda vez que ele me encarrega da organização. Estou o próprio representante de promoções, festas e bagunças da empresa.
Antes do churrasco houve uma pelada, a que está virando de praxe. O churras aconteceu na casa de Débora. Joazinho, que é marido de Débora, estava por lá também. Ele é advogado, muito bom por sinal. Aproveitando para fazer a propaganda dele, ele trabalha com empresas e realiza consultoria para o estabelecimento de empresas aqui em Angola. Se precisar de um advogado aqui, me escrevam. Bom, Joãozinho nos recepcionou na sua casa e a bagunça começou no fim da tarde.
Gostei dessa foto com Ana Flávia, como é bom ter verdadeiros amigos. Affff (Ana Flávia) com gosto de chamar, foi quem me indicou para esse trabalho em Angola. Ela tem sido fundamental escutando minhas choradeiras e me apoiando nos momentos difíceis. Escuto a choradeira dela também, amigo é para essas coisas.
Esse final de semana foi bem legal, acordei com todo gás para mais uma semana, espero que no próximo tenha mais.
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7/02/2007 01:37:00 PM
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Quinta-feira, Junho 28, 2007
Chupa essa manga!!!
Essa história vai extrapolar o blog, vou contar muitas vezes nas mesas que eu freqüentar, vale a pena.
Há alguns dias fui André vira para mim e fala: “Chupa essa manga”. André, ou Massaranduba, esse que esta segurando sua Periquita, entrou chamando a atenção de todos com um objeto na mão. Ele estava eufórico e após ver o projétil pensei que havia acertado a cabeça dele. Pronto o menino endoido de vez.
Todos ficaram pasmos, o motorista Angolano ficou branco, pois na manhã desse dia ao chegar ao carro havia algo errado que não estava certo. KKKK Sobre o capo do carro um perfeito buraco, que mais parecia ter sido feito por um ferro. André que chegou logo em seguida abriu o capo e olhou, verificou que se tratava de uma bala de fuzil. O disparo deve ter sido feito para cima durante a madrugada por uma das muitas AK47 da cidade e teve o fim da trajetória sobre um dos carros da empresa, um Aveo preto.
O projétil deve ter passado com muita velocidade, pois ficou perfeito o orifício no metal. Por pura sorte, nenhuma peça do motor foi danificada e no chão, abaixo do carter, estava pequeno objeto metálico, personagem desse post.
Brincadeiras à parte, Angola está cada dia mais parecida com o Brasil, ou seria Luanda com o Rio de Janeiro. Balas perdidas são até comuns na cidade maravilhosa, mas em Recife eu nunca havia visto, já ouvi falar, mas é feito ET, todo mundo sabe que tem, mas ninguém nunca viu.
Tirar as fotos e preparar a história para o blog foi o próximo passo. Como diria André:
CHUPA ESSA MANGA !!!!
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6/28/2007 01:36:00 PM
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Terça-feira, Junho 26, 2007
24º Filda – Feira Internacional de Luanda – Brasil marcando presença
Recebo muitos e-mails sobre oportunidades de trabalho e empreendimento em Angola. Esse país em pelo crescimento que apresenta hoje taxas de crescimento anual na ordem de 20% do pib é um eldorado para as empresas que aqui conseguem se estabelecer. Contudo se engana quem pensa que é fácil chegar e se firmar. As leis, a cultura, as pessoas o estado, tudo é bem diferente.
Aos que pensam em empreender nesse país vai uma excelente oportunidade. A 24º Filda – Feira Internacional de Luanda – é um evento de grandes proporções e um ótimo local para se fazer negócio e prospectar nesse país.
Texto do site da Filda - www.filda-angola.com
Realizada sob o lema
“APOSTA NUM SISTEMA FINANCEIRO MODERNO COMO ALAVANCA PARA O DESENVOLVIMENTO”. Mais de 400 empresas vão expor na 24ª Edição da Feira Internacional de Luanda (Filda), que vai decorrer de 10 a 15 de Julho próximo. Esse número representa um decréscimo de expositores em relação a edição anterior, devido a solicitação de maiores espaços de stands por parte dos expositores.
Esta edição como todas as anteriores destina-se a medir as potencialidades das empresas, proporcionando oportunidades de negócios entre os diferentes actores económicos, nacionais e estrangeiros, com a participação em evidência de vários bancos e empresas de seguro, para este ano conta-se com a participação já confirmada de várias empresas estrangeiras, vindas de países como Cuba, Portugal, Brasil, Alemanha, Espanha, África do Sul, Namíbia, Ghana, Alemanha, Uruguay, Brazil, França, China e Países Baixos.
A FILDA possui o canal multimidia, que vai exibir através de ecrãs colocados nos pavilhões, publicidade de diversas empresas, bem como programas de eventos que decorrerão ao longo da feira.
Poderão ainda os expositores contar com os serviços de um business center, sala de reuniões, sala de conferências, de acordo com as necessidades dos clientes poderão ter acesso na FILDA aos serviços bancários, transporte de e para a FILDA, estafeta expresso, restaurantes e segurança adicional.
Abaixo matéria do jornal Angolence
Brasil leva 36 empresas a Angola para a Filda 2007 Portugal Digital
http://www.angonoticias.com/full_headlines.php?id=15215
A 24ª Feira Internacional de Luanda - Filda 2007, que acontece de 10 a 15 de julho, em Angola, irá estimular o comércio do país com empresas brasileiras de vários setores. Pelo quinto ano consecutivo, a APEX Brasil organiza a participação brasileira no evento, desta vez com a expectativa de gerar negócios da ordem de US$ 11 milhões, informou a APEX Brasil.
A participação brasileira na Filda 2007 inclui empresas dos setores de construção, máquinas e equipamentos, veículos, alimentos e bebidas, utilidades domésticas, decoração, bijuterias, confecções, calçados, móveis, produtos de limpeza e de serviços, tais como transporte marítimo e assessoria em comércio exterior.
"Queremos facilitar o acesso de novas empresas ao mercado angolano, além de estimular o crescimento da atividade exportadora das pequenas e médias que já atuam lá, ampliando sua participação nos negócios com a África", explica o coordenador da unidade de eventos internacionais da APEX Brasil, Juarez Leal.
No ano passado, as exportações brasileiras para Angola chegaram a US$ 838 milhões, constituídas principalmente por açúcar, carne bovina, biscoitos, leite e derivados, ferro e aço, móveis e tratores. Angola exportou para o Brasil, principalmente, petróleo, resíduo de alumínio, ferramentas e objetos de madeira, num valor total de US$ 464 milhões.
São 36 empresas de 14 setores que seguem para Luanda nos próximos dias. A Filda é a principal feira de negócios de caráter multissetorial da região sudoeste africana e alcança também mercados de países limítrofes como República do Congo, Namíbia, Botsuana, Zimbábue, Gabão e Zâmbia.
O tema da Filda este ano será “Aposta num sistema financeiro moderno como alavanca para o desenvolvimento”, e um dos seis pavilhões a serem ocupados pelo evento será totalmente dedicado a estandes de instituições financeiras, como bancos, seguradoras, casas de câmbio e corretoras de valores mobiliários.
Deverá haver ênfase na atração de investimentos que viabilizem a implantação da Bolsa de Valores de Luanda, uma das prioridades do Governo angolano.
Na última edição estiveram presentes 1.400 expositores de 16 países, que ocuparam uma área de 38 mil metros quadrados, visitada por 23,5 mil pessoas. Em 2006, o estande brasileiro contou com 23 empresas, que realizaram negócios imediatos na ordem de US$ 692 mil e futuros de US$ 7,41 milhões.
Este ano o pavilhão brasileiro ocupará uma área climatizada de 500 metros quadrados. Estarão presentes a Embaixada do Brasil em Angola, o Sebrae e a Associação Brasileira de Franchising (ABF) que, em conjunto com a APEX Brasil, ministrarão seminários na tarde do dia 12, quando será celebrado o ‘Dia do Brasil’.
As palestras vão apresentar um panorama das micro e pequenas empresas brasileiras, os produtos que o Sebrae, a atuação da APEX-Brasil e seus projetos de promoção de exportação e alguns casos de sucesso de franquias no Brasil. Nos últimos 12 meses, 8 redes brasileiras abriram lojas no país africano, que passa por um acelerado processo de reconstrução após anos de guerra civil. Entre as franquias verde-amarelas estão Richards, Bobs, Mundo Verde, Fisk, Sapataria do Futuro, Boticário, Mister Sheik e Werner. As informações são da APEX Brasil.
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6/26/2007 11:01:00 AM
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Segunda-feira, Junho 25, 2007
Dilúvio em Luanda – Afogamento de lágrimas devido ao trânsito
Durante os primeiros meses aqui em Angola ficar inventando passa tempos para o transito era uma constante, afinal, todo dia pelo menos 4 horas no carro. Depois de certo tempo as brincadeiras esgotaram e eu não tinha mais a menor vontade de jogar “nome - lugar - objeto”. Houve dias que o desespero era tão grande que partimos para partidas emocionantes de par ou impar. A verdade e que a vontade que sempre tive foi de jogar uma boa e velha porrinha, só bebendo para agüentar esse carro. Infelizmente a dinâmica do carro não permite um domino, mas considerei seriamente uma partida de pôquer.
Quer saber de uma coisa, esse negócio de ficar inventando coisas para se fazer não está com nada, o negócio é dormir. Eu faço isso também, fico com medo de acordar babando na porta ou algo do tipo. Com a turma do trabalho tira a maior sarro comigo, decidi prestar essa homenagem a minha grande amiga Ana Flávia que foi flagrada em seu momento “Estou me afogando”.
A última novidade tecnológica do carro é esse suporte em forma de colete salva-vidas que Ana Flávia trouxe de sua última viagem ao Brasil. Acho que ela deve se imaginar no SOS Malibú ou algo do tipo.
Na boa, o que será que ela está sonhando? Sei que ela vai ficar danada comigo por ter publicado essa foto, mas como diz o ditado: “Agente perde o amigo, mas não perde a piada”.
Afff te adoro, fica braba não visse?
Beijo grande e bons sonhos... Cuidado para não se afogar.... KKKKK
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6/25/2007 04:46:00 PM
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São João em Angola
Logo na entrada a primeira impressão foi ótima e a noite não decepcionou, fui realmente para curtir e dançar. Poucas horas antes havia ligado para minha irmã, ela estava indo para Caruaru, tenho que admitir que fiquei com uma pontada de inveja. Inveja boa, mas ainda assim inveja. Após a entrada enfeitada com palhas de coqueiros, ao redor de um pátio de terra batida as barraquinhas. De um lado a estrutura da churrasqueira e ao fundo o palco. No centro um poste de energia concentrava as bandeirinhas que enfeitavam todo lugar. Foi inevitável ser formarem os grupinhos, mas ainda assim conheci pessoas diferentes. Perto do fim da noite foi acesa uma grande fogueira e apesar da fumaça todo mundo gostou. Não faltou nada.
Próximo a meia noite se formou a quadrilha, eu já havia combinado com Ana Flávia e fomos nos dois. A organização da quadrilha, ou melhor, o puxador foi fraco, mas com certeza esse foi o ponto alto da festa. O noivo subiu ao palco e chamou a atenção de todos os convidados da festa. A noiva muito encabulada entrou na brincadeira e também subiu no palco. Lá em cima, no meio dos por menores do padre, o noivo tomou o microfone, pediu licença e disse que tinha algo importante a falar. Agradeceu a presença de todos e a cada palavra a noiva ficava mais branca. Ele disse ter encontrado a mulher da vida dele em Angola e de forma corajosa e original pediu a mão dela em casamento de verdade. Ao saírem as alianças do bolso o levante foi geral, além de uma salva de palmas. Todos os seiscentos convidados ficaram comovidos. Tenho que tirar o chapéu o cara de se garantiu.
Durante a quadrilha, que como já disse estava uma confusão danada, tive a oportunidade dançar com a noiva e Ana Flávia com o noivo. Como estávamos lado a lado pude dar os parabéns, disse que havia sido fantástico a forma como ele se saiu. A noiva não resistiu e encheu os olhos de lágrimas. Tive uma sensação boa e um sexto sentido me diz que esse casório vai dar certo.
No meio da quadrilha havia algumas crianças e como estava muito fraquinha a dança, Ana Flávia foi para o meio dançar com a meninada. Eu que fiquei sem par, fui também e esse foi a melhor parte para mim. Diverti-me um bocado e as crianças também parecem ter gostado.
Depois foi voltar o bom e velho forro. Passei o resto da noite dançando até o gastar a sola do sapado. Esse por sinal, que era preto, está marrom, e eu nem tive coragem de engraxar ele ontem à noite, mas de hoje não passa.
Estava sem beber por conta de otite, mas isso não diminuiu a minha animação e depois de tomar coca a noite toda fiquei até tonto. Foi para casa na vassoura, termo usado em Recife para dizer que fui um dos últimos a sair. Dormi feliz e saudade dessa noite até que não apertou tanto.
Mais uma vez parabéns a organização da festa e espero que a próxima aconteça logo.
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6/25/2007 12:43:00 PM
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Quarta-feira, Junho 20, 2007
Fumante passivo – Em Angola sou sim
O dia quente e o engarrafamento está matando. A poeira na rua é imensa e agradeço por não ventar muito em Luanda. Mesmo assim o terno e o sapato insistem em estar sempre sujos. Descer do carro é sempre um malabarismo, pois as portas estão sempre sujas e ao tocar, a terra adere como a um adesivo. Já estou conformado com a demorar que vai ser para o prato ser servido, tudo o que quero agora é uma coca bem gelada. À tarde mais reuniões, uma pressão danada no trabalho.
Hoje é quinta-feira, dia de bacalhau com natas no Venesa. Escolhemos uma mesa e sentamos. Sempre vem àquelas entradas com uns pães para enrolar, mas com a fome que estou hoje quase posso sentir o cheiro do bacalhau. Quase não, estou sentindo, ao meu lado acaba de chegar um prato no capricho, o aroma é irresistível. Tem umas batatas coradas por cima e a porção bem servida dá perfeitamente para três pessoas. Nesse dia somos somente eu e um amigo, vai sobrar para levar para o motorista.
Trinta minutos depois do pedido, já está na hora do prato chegar. O restaurante está lotado e do nosso lado um novo pedido de bacalhau acabou ser feito por três executivos que sentaram nesse instante. Dessa vez é o pedido deles que vai demorar. De repente, não mais que de repente, visualizo o nosso almoço. O prato vem esfumaçando da cozinha e minha boca se enche d’água. Meu amigo fala qualquer coisa que eu respondo com um simples “ahaa”. Na minha cabeça a idéia era deixar para depois essa conversa. Daqui a dois minutos você fala ok? O prato chega à mesa e o almoço já está começando. Comer com prazer começa pelo visual, estava do jeito que eu imaginei.
Sirvo o meu prato, é hora do olfato. Pego uma garfada generosa de bacalhau com batata e trago para perto da boca. Com os olhos fechado vou deixar o ar entrar pelo meu nariz, estou curtindo o almoço e não simplesmente enchendo o buxo. O cheiro entra..... Eca quase devolvo o bacalhao, que cheiro horrível de cinzeiro. Ao meu lado o cara de terno está dando umas boas baforadas com uma cigarrilha incrivelmente mal cheirosa. Como pode um negocio daquele ter um cheiro tão forte. Não consigo sentir o cheiro da comida, só o cheiro do tabaco que a essa altura já impregnou o ambiente.
Vou almoçar, mas não vai ser a mesma coisa. Realmente acho uma falta de educação tremenda acender um cigarro em um ambiente publico. Sei que o vicio é forte, mas um fumante não faz idéia do quanto incomoda a um não fumante. Fora isso tem a questão da saúde, estamos agora fumando ele, eu e mais um monte de gente que dentro do restaurante está sendo forçada a inalar aquele treco.
É realmente bem desagradável um fumante ao seu lado.
XXXXX
Em Angola não existe uma lei que proíba isso e as pessoas daqui pouco se importam com os demais quando o assunto é cigarro ou mesmo charuto. Algumas pessoas podem argumentar que o charuto incomoda muito mais, é verdade, mas para quem não fuma é ruim do mesmo jeito.
Hoje fui surpreendido com uma reportagem no jornal local. Nas entrelinhas da matéria dá para ler claramente “Os incomodados que se retirem”. O jeito vai ser me acostumar.
Como diria o ditado: o que não tem solução, solucionado está.
Proibição de fumar em lugares públicos só depois da aprovação do Conselho de Ministro A Capital
http://www.angonoticias.com/full_headlines.php?id=15096%3Cb
Apesar de Angola ratificar, este ano, a Convenção Quadro da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de a Assembleia Nacional ter já aprovado e aceitado a Convenção de Luta Contra o Tabaco em Lugares públicos, a verdade é que os angolanos não fumadores vão ter de continuar, involuntariamente, a inalar o fumo do cigarro e sofrer as mesmas consequências dos fumadores activos.
Segundo uma reportagem do Jornal «A Capital», o convívio entre fumadores e não fumadores é ameno e, inclusive muitos dizem que é sadio.
Questionado sobre o efeito perturbador do fumo, António Paulo, não fumador ou seja fumador passivo, que se encontrava num dos hotéis da capital, disse que normalmente reclama, mas como não existe nenhuma legislação que proíbe as pessoas de fumar em lugares públicos, o que faz mesmo “é abandonar o ambiente”.
A directora do departamento de informação e mobilização da saúde, Filomena Wilson, disse que apesar de o Governo ter já ratificado a Convenção Quadro da Organização Mundial da Saúde (OMS) relativo à luta contra o tabaco em lugares públicos, este mês de Junho, faltando apenas a entrada do dossier no Conselho de Ministros.
Entretanto, existem já em Luanda lugares com dizeres: “é proibido fumar”; “Cada cigarro fumado é tábua para o caixão”; Fumar faz mal à saúde”, entre outros dizeres.
Ana Jandira, esposa de um fumador, ouvida pelo o «A Capital», qualificou de orgulhosos todos os fumadores. “É que eles, mesmo sabendo das consequências põem em risco o ser mais importante da vida deles: o filho”. O meu marido nunca se importou de fumar ao lado do nosso filho bebé”, frisou.
Para o responsável de uma casa de jogos de Luanda, a aprovação de uma lei como a que nos referimos pode ter grandes implicações económicas, como acontecer no Zimbabwe e Moçambique. São grandes produtos e exportadores africanos de tabaco, por isso não aderem a Convenção da OMS.
“Os clientes são livres de escolher o lugar para estar. Caso for aprovada a referida lei, o mercado ditará se os empresários optarão por um estabelecimento sem restrições ou condições a aceder o cigarro, como existem noutras partes do Mundo”.
Entretanto, em Angola ainda não existe dados certos sobre o número fumantes e as suas vítimas, mas a situação é cada vez mais preocupante, segundo as autoridades, porque a olhar nu , os vendedores e consumidores de cigarro são cada vez maiores.
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6/20/2007 01:53:00 PM
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Terça-feira, Junho 19, 2007
Brasileiros invadindo Angola
As opções de divertimento em Angola não são muitas, principalmente à noite. Lugares como boates e bares são sempre os mesmos. O Bay-in, por exemplo, já virou ponto de encontro e no final de semana é esse lugar que 99% das vezes vamos. Na ausência de bares, a melhor alternativa é fazer um bom churrasco em casa ou chamar o pessoal para uma partida de Play Station 2 ou cartas.
É engraçado e divertido ver as pessoas passando pelas mesmas fases que passei em Angola. Primeiro a euforia, logo em seguida a sensação de “do que estou fazendo aqui?”. Depois vem a calma, mais euforia, o primeiro salário, saudade da família e a primeira volta ao Brasil. Todos passam por essas fazes e à medida que o tempo é percorrido e vou ganhando experiência, vejo que tudo se repete. Já se foram quase 9 meses desde a minha chegada e com esse tempo já sou considerado um veterano. Na minha próxima volta ao Brasil, que deve ser em setembro, já estarei fazendo um ano de trabalho nesta terral.
Novas amizades vão sendo formadas, outras conversas e a vida vai ficando parecida com a de Recife. Não posso negar que sinto muita falta de casa e dos meus amigos, da minha cidade e coisas desse tipo, mas se ficar só pensando nisso enlouqueço. Essas novas pessoas me ajudam no dia a dia tenho certeza ficarão na minha memória para sempre.
Os Brasileiros estão invadindo Angola. A idéia é a mesma, ajudar o país a ser reconstruído. Vir, fazer o grande trabalho, ensinar e quando chegar a hora deixar que eles andem com as próprias pernas.
Fico feliz de fazer parte de momento de reestruturação. Sejam bem vindos meus novos amigos.
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Antônio Spíndola
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6/19/2007 06:52:00 PM
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Sexta-feira, Junho 15, 2007
Obrigado Lisboa
Quando comecei a escrever o blog, de forma despretensiosa, deseja verificar se me acostuma a escrever com regularidade. Havia uma idéia de tornar-me correspondente de tecnologia, através de um blog, para o jornal recifense Jornal do Comercio. Infelizmente o projeto não vingou, mas deste foi construído o espaço que hoje me dá muito orgulho.
Outro motivo que me faz escrever é o fato de que em tempo da minha decisão de vir para Angola, procurei informações de como era a vida aqui, mas infelizmente pouco encontrei. As minhas publicações procuram, de forma modesta, relatar e demonstrar como é viver nesse país africano.
Apenas o fato de se estar trabalhando e morando na África, já desperta uma curiosidade imensa, afinal eu nunca me imaginei vivendo nesse continente. A imagem que se tem ao pensar nesse lugar são savanas, animais de zoológico, como girafas, elefantes e leões, além de tribos que vivem como nossos antepassados. Todos os dias, porem, procuro mostrar um outro lado, o lado do desenvolvimento e principalmente um retrato da reconstrução de um país.
Procurar histórias e me motivar para escrevê-las após tantos meses, requer paciência. Infelizmente hoje um dos meus maiores problemas é a quantidade e-mails que recebo e que não consigo responder tão rapidamente quanto gostaria. Por outro lado, cada e-mail desses me deixa muito feliz e renova minhas energias para com o blog.
Houve, contudo uma época que me vi desestimulado por não saber se alguém lia o que eu escrevia e se na verdade eu apenas documentava para mim mesmo. Nesse período descobri um serviço da google chamado Analytics (www.google.com/analytics/) que me deu as respostas, inclusive as que eu não estava procurando.
Além da quantidade de acessos, um dos mapas mostra as cidades que visitam a página. Recife, minha cidade natal, sempre foi campeã, seguida de perto por Luanda, São Paulo e Rio de Janeiro. Para minha surpresa esse ranking tem uma nova campeã há algumas semanas. Lisboa tem superado em muito a quantidade de visitas quando comparada com outras cidades, inclusive Recife.
Realmente não consigo descrever a minha alegria em saber que pessoas tão diferentes e de lugares tão distantes e distintos lêem o que escrevo. Hoje tenho uma média de acesso diário de 100 pessoas diferentes.
Esse post foi para agradecer a todas as pessoas que acessam esse blog, aos e-mails e comentários deixados aqui. Um obrigado especial aos Portugueses quem tem prestigiado e motivando esse solitário escritor.
Um forte abraço, muito obrigado e voltem sempre!
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6/15/2007 02:56:00 PM
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Quinta-feira, Junho 14, 2007
Para que CEP quando se tem o Mundo Verde?

Toda vez que alguém me pergunta onde moro, principalmente no Brasil a minha resposta é: Não sei. Não sei nome da rua, em Angola não tem CEP, correios muito menos. Na verdade correios até tem, mas a minha experiência com eles não é muito boa. Além de não chegar até a minha casa aqui em Angola, logo quando cheguei mandei três postais para o Brasil. Os três eram para o mesmo endereço e foram colocados na mesma hora na agência central dos correios, que fica no centro de Luanda. Após um mês os postais chegaram, contudo fora o atraso, dos três postais apenas dois tiveram êxito na sua jornada.
A forma encontrada para ensinar os endereços por aqui é passando pontos de referencia. A avenida da Odebrecht, o largo da Kinaxixi, o hotel Tropico, o ministério disso ou daquilo, no meu caso o ponto de referencia é o mundo verde.
Brasileiros que trabalham comigo e que já estão aqui a mais tempo que eu dizem que antes da construção desse mercado tudo era mais difícil. As compras eram feitas no Shoprite pequeno que com pouca opções forçava a visita a outros mercados e feiras nas ruas. O mundo verde se tornou, para quem mora no Talatona, uma local de conveniência onde quase tudo podia ser achado.
O estabelecimento não é muito grande e infelizmente tem problemas com o abastecimento. Constantemente faltam mercadorias, mas é bem simpático e ajuda um bocado no dia a dia. É verdade que com a abertura do shopping e do Shoprite grande que lá existe o movimento deve ter baixado, mas ainda continua sendo um importante pondo de apoio e mais ainda de referencia para chegar em casa.
As vezes no final de semana, antes de sair para trabalhar, passo na pequena padaria que existe dentro e tomo um Mata Bicho. Sábado passado foi exatamente isso que aconteceu, antes de vir para o trabalho passei lá com Sergio. Comemos uma pequena pizza e um suco, estava bem gostoso. Uma curiosidade da padaria é que ela tem janela que independe do interior da loja. Através dessa são vendidos pães e o horário de atendimento se estende ao da loja, que é até as 20:00h.
Outra peculiaridade é a grande cabeça de Javali que está empalhada na parede da loja. Chama a atenção e não há uma vez que eu vá ao local para não ficar imaginando esse animal vivo. Ele é enorme, do tamanho de um boi, imagino eu.
Nos finais de semana também é montado um quiosque na frente onde é vendido um prato simples e gostoso, batata frita com frango. O preço é bem salgado para uma comida tão simples, mas o cheiro é irresistível.
Muitas são os pedintes que ficam no estacionamento e isso é bem chato. Infelizmente conviver com a pobreza é uma realidade em Luanda e no Mundo Verde esse contato é constante. Vendedores de CD´s e DVD´s são facilmente encontrados no local, assim, se quiser um disco de Kisomba ou Tarachinha esse é um bom lugar para procurar.
Tenho certeza que um dia quando for embora esse lugar vai permanecer na minha memória. Por tantas vezes percorro esse caminho que não vai ter como esquecer. Olhar para o Mundo Verde é ter a certeza que estou chegando em casa.
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6/14/2007 12:20:00 PM
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Quarta-feira, Junho 13, 2007
Rally – A volta para casa
Já tem algumas pessoas conversando perto da fogueira, logo descubro que foram os que não conseguiram dormir direito. À noite tivemos alguns problemas, eu que estava literalmente desmaiado nem notei, algumas pessoas rondaram o acampamento. Como haviam muitos objetos desprotegidos como o som e o gerador, foi necessário alguns corajosos para ficar de vigia. Esse é um lado ruim do acampamento, segurança. Mesmo aqui em Angola, onde a criminalidade é bem menor que no Brasil, é difícil para um Recifense, acostumado com minha terra, não se sentir desconfortável passando a noite em uma praia. Ainda bem que tudo correu bem.
Sergio é um dos que já está acordado, ele me chama para uma caminhada que eu prontamente... não aceito. Ta maluco, acabei de acordar, vou ficar na preguiça um tempão antes de despertar. Vai lá Kamba, depois me conta.
Sento sozinho, numa manha cinza, sem nuvens, a beira do mar. O silencio me conforta e abriga o meu imaginário dando segurança a minha memória. Algumas das viagens que já fiz, lugares que conheci. Reflito sobre meus objetivos e o que desejo... Faço a velha pergunta: O que eu quero ser quando crescer? O mar calmo como um grande campo de verde de cana de açúcar que tantas vezes vi ai viajar pelas estradas Pernambucanas, minha terra. O silencio e a boa sensação de estar sozinho, mas não me sentir só, é quebrado com a chegada de dezenas de gaivotas que descansam em um pequeno terral formado pela maré baixa. Elas voam na minha frente e parecem se mostrar para mim, para esse viajante que veio de tão longe, do outro lado do oceano, e que agradece pelo espetáculo. Bem na minha frente elas mergulham e saem com um belo peixe na boca. Uma, duas, três, várias vezes e eu tenho certeza que eu quero ser uma gaivota quando crescer. Consegui até fazer um vídeo de uma delas mergulhando e saindo com o peixe.
Quanto estava no mais profundo dos pensamentos e com aquele sorriso bobo no rosto sou trazido a realidade, minha adrenalina sobre. Quatro Angolanos vem pela praia, estou com a minha máquina fotográfica novinha nas mãos e com o mp3 no ouvido. Acostumado ao Brasil começo a me despedir deles, acabei de paga-los. Quando dei conta dos rapazes já era tarde de mais. Foi então que eles pararam na minha frente e puxaram conversa. “E ai chefe, bom dia. Vamos jogar um futebol? Você joga?” Ah eu tinha certeza, estavam só me enrolando, e não havia mais ninguém no acampamento atrás de mim. Sergio foi caminhar, os outros acho que deitaram já que eu estava acordado. Eu estava sozinho. “Oi, obrigado, mas acabei de acordar, ainda estou com sono e nem tomei café. Todo pessoal esta dormindo, estou com fome.” Um deles tem o cabelo amarelo e senta ao meu lado, na verdade deita. To ferrado, agora é relaxar e torcer para alguém do acampamento aparecer. Com mais alguns minutos eles falam entre eles, quimbundo que não entendo. Logo depois levantam-se, se apresentam, apertam minha mão e vão embora. Antes porem me dizem que se eu quiser jogar bola é só procura-los em uma barraca logo mais à frente onde eles estão. Nem acredito, não fui roubado. Fico aliviado e vejo o que a violência do Brasil faz conosco, só agora a adrenalina vai baixando, e eu que tinha certeza. Ainda bem, nada aconteceu.
O pessoal começa a levantar e um café da manha a base de leite, pão, queijo e presunto é providenciado. Me animo e vou fazer um “Mata Bicho”. Mata bicho é como os Angolanos chama o café da manha, uma gíria. Estava bom, desculpe está ótimo, eu estava morrendo de fome. Aqueles momentos meus, a beira da água, até me fizeram esquecer que eu não havia comido. Sérgio chega e depois de comer ao lado da fogueira, que ainda tem algumas brasas, sentamos novamente a beira do mar para conversar. Mais pessoas se aproximam, estão todos acordando, devagar, e com mais alguns minutos já tem uma turma boa ao nosso lado. Todos estão lembrando da noite anterior, do luau. A risada foi sonora ao lembrar do Soba dando em cima das mulherada. Teve ainda o Soba dançando Ilarié, eu lembro a todos, fiz até um vídeo.
Sergio com muita coragem diz que vai tomar um banho de mar. Quando ele entra avisa que a água está fria mas muito boa. Tomo coragem, tiro a camisa e num só pulo caio dentro. Foi apenas o tempo de colocar a cabeça do lado de fora e dar um grito. “Ahhhh que água fria.” Fria não, gelada, mas depois que acostumou foi uma sensação incrível, eu agora acordara, estava pronto para outra.
Lá pelas 10:00 h da manhã o pessoal começa a falar em levantar acampamento, mas com tamanha lentidão que somente as 11:00 h é que o negócio começa. Com uma hora de trabalho parece que nem passamos pela praia, tudo nos carros. É hora de deixar a areia e guardar na lembrança as imagens dessa viajem maravilhosa. Ainda bem que tenho aminha máquina para me ajudar. O blog vai ter uma excelente história nos próximos dias.
Antes mesmo de sair do acampamento, já dentro dos carros e com tudo empacotado, o pensamento coletivo era o desejo que os carros não atolassem na volta. Uma coisa foi quando os carros pararam na ida, todo mundo queria ajudar, mas agora, depois da farra, o desejo era chegar em casa e tomar um bom banho. Chuveiro, toalha nova, roupa limpa e nada de areia e bunda do lado de fora. Para a nossa sorte os motoristas na volta já sabiam o que fazer e não atolamos uma vez sequer.
Ninguém quer que o passeio acabe e ainda há tempo para mais uma parada. O Barsulo fica no caminho de volta e decidimos por um pit stop, apenas o tempo suficiente para beliscar alguma coisa e tomar uma coca-cola, afinal já são mais de 13:00 h.
O lugar, o Barsulo, é realmente incrível. Um pedaço do paraíso que o dono, um brasileiro, criou com carinho. Os preços, em compensação, não são nada encantadores. Por um sanduíche e uma coca paguei o equivalente a R$ 50,00. Fui xingando o resto do caminho para casa.
A paisagem na volta me acalma e eu relevo, ta na chuva é para se molhar. Seguindo o caminho passamos pelas mesmas lugares que agora parecem diferentes, estão ainda mais bonitos. Em um mangue, nada mais Recifense que um mangue, descansam dezenas pássaros que parecem flamingos, só que brancos. Tiro uma foto e falo na mesma hora: “Essa vai para o blog!”
Quando chegarmos à estrada já é fim de tarde e ainda há tempo para tirar algumas fotos da vegetação. Iniciei essa história, a primeira foto, com um grande Imbodeiro. Vou terminar com ele também.
O por do sol começa a ser ensaiado novamente. Olho para o horizonte e como se fosse uma criança faço um desejo à mão natureza. Tenho uma sensação engrada de certeza que vai acontecer. Desejo novas aventuras como a que acabei de realizar. Por fim penso na minha família, mando um beijo para ela apenas com o meu coração, e me perco nos pensamentos e na imaginação olhando para as belezas da África.
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6/13/2007 10:47:00 AM
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Terça-feira, Junho 12, 2007
Rally Acampamento
O caminho não foi nada mal, mas o melhor ainda estava por vir. Primeiro paramos no local mais distante da ilha, o mais próximo possível do continente. O que dizer? Lindo, na verdade quase, uma quantidade de lixo absurda no local inviabilizou o acampamento. Decidimos voltar um pouco e procurar um outro ponto da praia.
Andamos uns 200 metros de volta e encontramos uma área protegida com águas calmas. Do lado direito o continente, do lado esquerdo a ilha, à frente o oceano em todo seu esplendor. Palavras de exaltação ao cenário não me faltam, na verdade, me faltam, como esse país é bonito, como as belezas naturais são suntuosas e exuberantes. Estamos perto da perfeição, não fosse a quantidade de lixo eu diria que o paraíso é aqui.
Os carros são alinhados e descemos todos, Fernando lidera o grupo e dá as primeiras instruções: “Vamos lá pessoal, limpar a praia! Henrique e Spíndola, cuidem da cozinha”. Vamos nessa, era isso mesmo que eu estava esperando. Todos estão muito dispostos, ainda é início de tarde e temos muito tempo pela frente com o sol que não mais nos castiga e sim nos agracia com sua presença. Muitos sacos de lixo na mão e o local fica decente, agora sim. Enquanto isso eu e Henrique descarregamos duas churrasqueiras, quatro caixas térmicas, duas mesas, e um monte de tranqueira. O local está escolhido onde ficará a churrasqueira. Logo atrás dela é montada a iluminação para a noite e o gerador é colocado a uns 30 metros de distância.
Samia se junta ao grupo da cozinha, começa a preparar as verduras e arrumar os apetrechos. Enquanto isso vou cortando e temperando o frango e a carne. Henrique está ocupado acendendo o fogo. Com mais meia hora já temos algumas carnes assando e a turma faminta já está reclamando; “Essa carne não sai não?”. Todos reunidos na cozinha, sempre o lugar mais prestigiado de uma festa, bom, pelo menos até ficarem de barriga cheia. O fogo está a toda e os primeiro petiços ficam prontos. Muita cerveja e vinho e uma picanha que parece ter sido escolhida a dedo.
Já tem algumas pessoas tomando banho no mar, que por sinal estava gelado, bem mais frio em Recife onde as águas são quentes. Outra turma vai atrás de lenha para a fogueira que servirá para aquecer a festa da noite. Não sei como conseguiram, mas vieram transportando um tronco de coqueiro que foi a salvação. Muito graveto, algumas coisas que eu nem sei o que eram e estava tudo pronto, agora é só curtir.
Fui para o mar, estava realmente muito bom. A vida é feita desses momentos, me sinto feliz e sinto falta das pessoas que amo. Penso neles a todo o momento, nessa viagem então...
A tarde desce mansinha com uma cor caramelo parece querer deixar tatuada na memória toda sua beleza, isso é África. Sinto-me livre, o dono do mundo, tenho certeza que hoje posso até pegar o sol. Duvida?
Com o crepúsculo aquela preguiça começa a bater e quanto o sol vai embora, no início da noite, acontece algo que não esperei. Todos se preparam para tomar banho, isso mesmo banho. Trouxeram vários tonéis com água doce para tirar o sal do dia e deixar todo mundo xeirosinho para o luau. Vou para trás de um carro e levo o meu sabonete e o xampu e me delicio com um legitimo banho de cuia. Putz, a toalha, estou molhando parecendo um cachorro no fim de semana quando é hora do banho. Esqueci a toalha, não acredito. Sozinho atrás do carro, no escuro, toma a decisão, vou secar ao vento. Ahh a liberdade, essa minha idéia não podia ser melhor. Só que a prática é bem diferente da teoria, rapaz que frio. Quando tirei tudo e fiquei com a bunda do lado de fora, branca feito leite, e o vento bateu, uhhh. Pulava na esperança de secar logo, cheguei quase a sobrar para ver se ia mais rápido. Totalmente seco eu não estava, mas não agüentava mais ficar naquela cena de lagoa azul. Cueca, bermuda, camisa, colocando antes um bom desodorante. Por fim um perfume e eu estava pronto para a farra. A sensação é maravilhosa, eu realmente adoro tomar banho.
No meio do acampamento a turma se anima para mais uma rodada de churrasco. Fico ao largo, perto da fogueira que ajudo a acender, na verdade minha ajuda foi mais o tal do apoio moral. O fogo subiu rádio e o que estava bom ficou ainda melhor. Preparamos alguns milhos e batata doce para serem colocadas no fogo. Voltei para a churrasqueira para pilotá-la.
Acho que foi o vinho, mas comecei a queimar alguns pãezinhos que estavam sendo colocados no fogo, eu simplesmente esquecia deles. O som ligado a toda tocava músicas brasileiras, Jota Quest, Ivete, até Xuxa apareceu já no fim da festa. Nada mal eh?
Eu bebi pouco, apenas algumas garrafas de vinho. Isso é pouco? KKKK. Contudo houveram pessoas que chutaram o pau da barraca, sem nomes pediram. Foi uma onda. O soba, que comentei no post anterior, foi uma dessas pessoas. Ele ficou louco, começou a cantar todas as meninas do acampamento, queria porque queria uma mulher para ele. Virou para Fernando e falou: “Cadê a minha? Como fico sem?”. As meninas correram de medo. No fim da festa, naquela hora da Xuxa, o soba já havia tomado todas e eu consegui fazer um vídeo dele dançando Ilarié. Impagável....
Por volta de uma da manha a bebida simplesmente acabou e com ela a festa. Nunca vi uma festa encerrar tão rápido, parecia até combinado. Ouvem que capotasse na areia, havia também a turma das barracas, eu fui para um dos carros e dormi sozinho. Sozinho é o modo de dizer, havia uma comunidade de mosquitos ali dentro, tenho certeza que estava acontecendo alguma convenção de muriçocas dentro do carro, não é possível. Muito repelente, mas com tanto vinho da cabeça eu pedi liça aos mosquitos, baixei o banco e dormi que parecia estar em Recife, na minha cama.
Tenho certeza que vou sonhar, estou dormindo feliz.
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6/12/2007 11:39:00 AM
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Segunda-feira, Junho 11, 2007
4 dias sem luz e sem água
Tive que fazer uma pausa nas histórias do acampamento, essa não dá para passar sem colocar no blog. Senta que lá vem história...
Ao virar na esquina de casa uma cena me salta aos olhos. Quinhentos metros a minha frente o condomínio totalmente apagado, uma única luz não havia. Interessante que os postes de iluminação estavam todos acessos. É hoje.
Logo na manhã da sexta, horas antes da imagem à cima, já acordei com a novidade, estamos sem água e energia. Oh maravilha, hora de me preparar para um daqueles banhos de gato com apenas uma garrafa de água de mineral de 1,5 litros. Espero que dessa vez eu e Sérgio não tenhamos esquecido de comprar as garrafas, coisa que fazemos com muita freqüência. Lá estavam elas, as duas últimas. Sérgio desistiu de tomar banho, já eu, criei coragem, peguei as duas garras eu me caminhei cabisbaixo para o banheiro.
Tem todo um processo para se conseguir tomar banho com 1,5 l de água. Começo molhando o cabelo, mas só um pouquinho, ainda bem que o apartamento estava um forno, a água está até quentinha. :) Xampu 2 em 1, lógico, passar duas vezes está fora de questão. Agora é passar no cabelo bem rápido, pois tem que aproveitar o corpo um pouco molhando para passar o sabonete. Oh saudade do dia que a casa inundou e o banheiro ficou cheio de água, se fosse hoje eu ria tomar banho na frente da pia, feliz que só pinto no lixo. Volta, volta, não viaja não que água acaba. Já todo ensaboado o esquema agora é colocar água na cabeça e agitar os dedos rapidamente, pois tem que aproveitar a água descendo para tirar o sabonete do corpo. Lavar todas as partes está fora de questão, só as principais, como embaixo dos braços e nos lugares em que se lavar não foi banho. É, não está ótimo, mas dá para passar. Será que realmente preciso de uma toalha? Hora da barba. A outra garrafa é para isso, barba e dentes. Esse foi mais fácil.
Eu juro, vou matar o sindico, oh administração, sei não. Fiquei sabendo que ficaram 18 meses sem pagar a conta de luz do condomínio. A uns 10 dias a companhia de energia foi lá e cortou definitivamente, ou melhor até normalizar o pagamento. O gerador nesses dias estava trabalhando sem parar e na madrugada da quinta para sexta ele deu seu último suspiro. Tive vontade de ir eu mesmo dar uma olhada no danado, sei que não entendo nada de gerador, mas pelo menos eu podia xingar de perto e quem sabe dar um chute para ver se pegava no tranco feito àquelas televisões velhas.
Por enquanto estou só falando da sexta-feira, fui dormi sem banho, quer dizer, só com o banho de gato que tomei pela manha. A expectativa era que no sábado, até o meio dia, o reparo no gerado fosse realizado.
Sábado pela manhã, abri só um olho, deixei a luz acesa para saber se a energia havia voltado. Votasse? A lâmpada estava lá do mesmo jeito que eu deixei na noite anterior, ou seja, apagada. Só me dei ao trabalho de fechar o mesmo olho e voltei a dormir na vontade de quando acordasse novamente tudo estivesse normal. O desejo foi tão grande que sonhei com luz, muita luz e muita água. Acordei no susto, corri para o banheiro, sonhar com água dá uma vontade de fazer xixi. Droga tudo apagado, e a essa altura o banheiro já estava sujo, ainda não estava em nojo, mas isso é só uma questão de tempo, ainda tempos o fim de semana todo pela frente.
Sérgio nem em casa estava, ai que saudade do Brasil onde isso não acontecia. Eu sei que é cair na mesmice, contudo só damos valor às coisas quando perdemos. Mesmo correndo o risco dos mosquitos com malária abri as janelas de casa, estava um abafado incrível. Almoço vamos lá. Sem água vamos gastar todos os pratos, a pia já começou a dar os primeiro sinais que iria ficar cheia. Perto da geladeira me sinto úmido. Olhar para o chão foi o tempo de ter um Deja vu, acho que foi do meu sonho. O chão cheio de água. A geladeira a mais de um dia desligada fazia a maior água. Como pode um objeto tão pequeno vazar tanta água, é mal comparando um lago essa minha cozinha. Fiquei feliz pela primeira vez de esquecemos de comprar comida, nem tinha muita coisa para estragar. Peguei um último suco pela metade que havia na geladeira e preparei um sanduba, o que mais daria para fazer?
À tarde Sergio chega feliz da vida dizendo que estão todos indo para os prédios de uns amigos tomar banho. Antes que ele pudesse perguntar se eu iria eu já estava na porta pronto, sacolinha na mão e tudo. O cabelo, depois da noite sem banho, estava duro, e eu mais parecia um punk todo arrepiado. Não teve escova ou pente que baixasse o maledito, não verdade só piorou. Minha cabeça parecia ter um balde em cima, a barba também estava mal feita, eu era a própria visão do inferno. Ao chegar na casa de Fred, meu amigo dono do banheiro, oh inveja que estou sentindo dele, tomei um dos banhos mais maravilhosos de toda a minha vida. Fiz a barba e escovei os dentes, eu parecia até gente agora. Isso é que é felicidade.
Sábado à noite estava marcada a festa de aniversário de Clarissa na quadra do prédio. Sem energia tiveram que arranjar um gerador pequeno que infelizmente não pode ser usado para ligar a bomba d’água. Passei o resto do tarde bem quietinho para não suar, afinal banho era uma lenda. A festa foi massa e eu tomei algumas, queria chegar anestesiado em casa e ir direto para a cama. Como já havia dormido muito da sexta para o sábado meu medo era de ficar acordado feito um doido, me batendo dentro de casa.
Domingo pela manha. Precisamos de vela urgentemente, pra ontem, melhor pra sexta. O que vou fazer no dia de hoje, o cabelo está de volta à posição original, ou seja, rock and roll. Passei o dia na cama, sem banho e tentando beber pouca água. O meu maior medo é ir no banheiro, tenho certeza que de dentro daquela sujeira que já se acumula a dois dias vai sair um bicho. Para dormir eu tranco a porta do quarto, não tem que me tire da cabeça que vai sair alguma coisa do vaso sanitário.
Ah, domingo, nada de banho, fiquei em casa, ninguém merece olhar para mim hoje. O cheiro ainda não estava insuportável, mas isso é só uma questão de tempo. À noite, já com as velas compradas, fiquei lendo, na verdade passei o dia todo lendo. Foi lindo, no mínimo romântico, três velinhas e eu lá, parecia mentira, mas não era. Fui dormir pedido para sonhar com água e energia novamente.
Segunda-feira, dia de trabalho, fui à casa de Fred novamente. Entrei correndo e quase não dei bom dia. Tem noção do que é a pessoa dois dias sem tomar banho? Banho tomado, estou novo. Vamos para o trabalho, agora é esperar pela noite e ver ser vai ser mais uma noite romântica a luz de velas.
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Quinta-feira, Junho 07, 2007
Rally - chegada ao acampamento
Depois de trinta minutos na estrada avistamos um grande Imbodeiro. É uma árvore realmente grande com o diâmetro do tronco tão grande, mas tão grande que algumas precisariam de umas 20 pessoas para abraçá-la. Certa vez vi um documentário da Regina Case, ela falava sobre essa árvore que no Brasil é conhecida como Baobá. A lenda na África, onde o programa foi filmado, diz que o Imbodeiro era uma árvore muito vaidosa, por ser maior que as outras e muito bonita. Então Deus como castigo a retirou da terra e a colocou de cabeça para baixo. Realmente, na maior parte do ano, quando não há folhas na árvore, os galhos mais parecem a raiz da planta.
Entramos na estrada de terra, todos estão realmente empolgados e os primeiros solavancos do Rally começam a ser sentidos, apenas um aperitivo para o que vinha pela frente. Fred a essa altura começa a se soltar e fazemos uma primeira parada na estrada, motivo, pegar uma cerveja em um dos carros que transportava toda bebida. Uma rodada para todo mundo, o sol até não está tão quente, mas tudo é motivo para tomar uma. Monta todo mundo nos carros e vamos em frente.
Fotos, muitas fotos, fico pensando a todo instante no blog e nas imagens que quero colocar lá. Registro tudo, a posição é boa já que estou na frente da caminhonete que viaja de vidro aberto. Gostaria de mostrar as pessoas tudo que estou vendo. Tenho tanta coisa para contar, tantas histórias imagino olhando esse cenário. Gostaria de escrever um livro. Não espalha, mas tenho um desejo enorme de ser escritor. Louco não?
Mais um integrante vai ser adicionado à aventura. No meio do caminho paramos em uma casa simples. A construção de barro lembra uma casa de taipa. Existe um pequeno roçado de macaxeira e alguns legumes. Dois pés de goiaba e uma espécie de mesa, feita com palha de coqueiro. Sobre essa mesa, peixes secando. É um alimento típico da população esse peixe seco, geralmente servido com a macaxeira e forma de fungi. Da casa sai um senhor que vim descobrir é bem mais velho do que aparenta. Pensei que ele tivesse uns 50 anos, mas na verdade já passara dos 70. Seu nome esqueci, contudo a forma como todos o chamam, ou melhor, o seu “título”, é Soba.
Soba é um tipo de líder comunitário, um cassique. O mais interessante é que o Soba tem poder político, administrativo e realiza até pequenos julgamentos dentro da sua comuna. Comuna é um espaço de terra que pode compreender alguns bairros. As comunas existem dentro e fora da cidade e nesse caso, como estamos em um meio rural, é uma área bem grande onde quem manda é o soba. Se existe uma briga em casa ou entre visinhos, o soba é chamado para resolver e o que ele falar é lei. Se o governo quer instalar uma escola no local, tem que antes falar com soba. Se o governo disser que vai ficar do lado esquerdo e o soba disse que vai ser do lado direito, vale o que o soba disser. Alem disso se ele disser que não vão colocar escola nenhuma a decisão vai ser essa.
Sobe o soba, outra rodada de cervejas e pé na estrada. O primeiro carro a atolar é o menor de todos, uma Tucson. O carro é parecido com uma Ecosporte e vai conduzido por João Pedro. Desce todo mundo, corda, pá, mão, vale tudo e todo mundo ajudando, pense numa empolgação, parece até que gostaram por temos parado. Hora de baixar os pneus, isso vai ajudar no off-road. Puxa para cá, empurra para lá e o carro sai. Antes de seguirmos viajem mais uma rodada de cerveja. Estou achando que essa bebida não vai dar nem para chegar ao acampamento.
Fotos, fotos, fotos. Por incrível que pareça e apesar da quantidade de areia e terra fofa, é possível ver muitas marcas de pneu de carro. No caminho muitas casas, quer de nativos, quer de veraneio. Existem algumas casas pré-fabricadas, descobri depois que eram de pessoas que são autorizadas pelos proprietárias a ficar ali, contudo não podiam construir em alvenaria para não fixar residência. Essas cassas de madeira são utilizadas nos finais de semana, casa de praia.
Chegamos a um campo com grandes palmeiras. Dou nome ao lugar de terra de gigantes. Uma vegetação baixa cobre quase todo campo. No meio grandes gigantes, palmeiras que sozinhas já seriam esplendorosas, mas juntas, UAU. As imagens são incríveis e fico pensando nas pessoas que amo e como gostaria que elas estivessem aqui. Minha irmã iria adorar a aventura. Parar, xixi, cerveja e novamente pé na taboa. Vamos aos trancos e barrancos, literalmente, e essa é a melhor parte. Henrique dirige muito bem, ele me disse que já tem experiência com rallys e que possui uma Toyota no Brasil só para isso. Em um dos buracos dou uma cabeçada no retrovisor que está doendo até agora (exagero danado). Serio mesmo doeu pra caramba, mas para tudo na vida existe uma solução e para resolver essa só tem um jeito. PASSA AI MAIS UMA CERVEJA!!!
Passado os gigantes chegamos no local mais difícil de travessia, uma faixa de terra que quando a maré enche muito cobre e transforma a península em uma verdadeira ilha. A areia é muito fofa e com certeza teremos muito trabalho para atravessar. Os carros atolam com uma facilidade impressionante, deu bobeira já era. A Tucson, coitada, depois de muito parar, foi rebocada o resto do caminho por uma grande Toyota que faz parte da expedição. São 6 carros em um cenário que mais parece as dunas de Natal, lindo, o que mais posso dizer? De um lado o mar protegido da península e do outro lado o oceano aberto. O dia está calmo, com pouco vento, assim, tanto de um lado como do outro as águas estão bem calmas. Outra parada, mais uma cerveja. Pensei agora em uma música para esse rally ela seria mais ou menos assim: 360 quilômetros, 360 quilômetros, para um pouquinho, cerveja pra dentro, 360 quilômetros. Lembra dessa música?
Passamos por pequenas casas e por um bar que reconheço, já vim aqui algumas vezes de barco, seu nome Barsulo. Atravessando toda a península chegamos ao ponto mais próximo do continente, pronto, ora de descer e montar acampamento. Ao descer do carro a primeira pessoa que vejo é Sérgio, que veio no carro das bebidas e já estava mais para lá do que pra cá. A turma se junta e é hora de montar o acampamento.
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6/07/2007 06:44:00 PM
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Quarta-feira, Maio 30, 2007
Rally por Angola - Início
Sérgio chegou 15 dias ante de mim a Angola. Uma semana depois da sua chegada ele foi convidado a um rally que serviu como uma ótima forma de integração. Desde o dia que nos conhecemos que ele fala, com empolgação, como foi a sua aventura. As fotos são incríveis e eu fiquei morrendo de vontade que acontecesse novamente.
Semana passada, com um feriado chegando na sexta-feira 25/05, dia da África, foi combinado um novo passeio. Dessa vez o acampamento seria na ilha do Mussulo. Bom, a ilha que na verdade é uma península, tem uma passagem pela qual é possível se chegar num bom 4X4. A idéia era procurar um ponto na ponta da “ilha” e montar as barracas. Seriam 5 carros com 4 pessoas por carro e um aparato grande. Dentre as tranqueiras estão: 2 churasqueiras, 6 barracas, colchões de ar, gerador, luminárias, muita comida e um bocado de bebida.
Acordei 6:40 h sonolento, mas sem a ajuda do despertador, isso é um bom sinal. Juro que pensei em desistir, dois dias inteiros na praia, sem banho, fiquei pensando como seria. A minha consciência só ficava pensando que se fosse minha irmã, ela não perderia esse passeio por nada desse mundo. Criei coragem, levantei da cama e comecei a aprontar uma pequena mala. A barriga roncou e fui à cozinha, Sérgio já estava por lá preparando um sanduba, encarei um corn flakes. Na mala duas camisas, uma bermuda, duas cuecas, escova de dentes e produtos de uso pessoal, máquina fotográfica e MP3. Alguns remédios são necessários, principalmente uma para o nariz, que vive entupido, nada como o bom e velho Sorine. Sérgio, que descei na frente, já me ligava perguntando se eu havia desistido, a essa altura eu já estava na porta.
As descobertas começaram na hora em que coloquei o meu pé lá em baixo. No carro, um Nissan cabine dupla, três estranhos. Henrique, o motorista, um cara bem legal, um pouco mais velho, na faixa dos 45. Fred, um novato em Angola, chegado a10 dias, ainda estava cara de assustado. Por fim Samia, médica, uma figura. Pedi para ir na frente, sem problemas, combinei de voltar atrás com Fred. Equipe montada, vamos ao que interessa.
Os papos começam naquele clima de “conversa de elevador”, sabe como é, um gelo. Fred por sinal poderia nesse momento de cubo de gelo, não deu um piu. Samia fala pelos cotovelos e eu vou na onda. Henrique dá umas risadas e como já está a mais de 3 anos em Angola, comenta sobre a sua experiência. Depois dele o que tem mais tempo sou eu, quase 8 meses agora. Samia está aqui a pouco mais de 2 meses e está ansiosa para primeira volta ao Brasil.
A aventura está só começando.
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5/30/2007 08:34:00 PM
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Quarta-feira, Maio 23, 2007
O fuso horário dá um soooono
Eu juro que eu ainda jogo esse celular na parede, oh bicho chato, só mais 20 minutinhos. O quarto está gelado, estou coberto pelo edredom que de tão quentinho parece até a minha segunda pele. Eu queria saber quem foi o infeliz que inventou de colocar Luanda tão longe de Recife. O quarto está bem escuro e ao fundo só escuto o som do ar condicionado. Meu corpo está relutante em levantar, na verdade estou pensando seriamente e nem abrir os olhos, estou pensando em apostar se consigo chegar no banheiro de olhos fechados. Nesse momento eu quase posso ver o meu pai no pé da cama dizendo: “Acorda Sply não quero saber de chegar atrasado e trate de fazer a barba logo”. “Ta pai, já estou indo” Oh veio para me aperriar...
Quanto coloco o pé no chão tenho certeza que o melhor é voltar para a cama, eu estava sonhando com a minha cama e com minha mãe me acordando com uns beijinhos. Minha mãe sempre foi mais mamata que o meu pai, me acordava com um beijo na testa e espera mais 10 minutos para me chamar novamente. Mamãe é legal!!!
Por favor que não esteja faltando água, por favor que não esteja faltando água, isso sim é que é oração. Nos dias em que chego no banheiro com aquela cara de maracujá de gaveta e do chuveiro não sai nada, eu só tenho vontade de chorar. Quando isso acontece, desenvolvi uma técnica de tomar banho com 1 litro e meio de água ou uma garrafa de água mineral. Esse é o famoso banho de gato, só falta eu me lamber para completar a limpeza. ECA...
Toda vez que chego a Angola é essa mesma agonia. Venho de férias e estou acordando tarde, às vezes as 10 da manhã, às vezes meio dia. Na região da África que me encontro são 4 horas a mais para o Brasil, considerando que eu acordava 4 horas depois das 7 da manhã e agora acordo as 7.... Resultado estou acordando pelo menos 8 horas mais cedo que a uma semana atrás.
Eu juro, ainda vou acabar com aquele maldito celular.
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5/23/2007 10:37:00 AM
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Terça-feira, Maio 22, 2007
Faz-se chamada - Em Angola não tem Orelhão
Olha a bateria vai aca... Pip... Pip... Pip... Pronto já se foi a minha bateria, oh raiva. Olho para o celular, tenho vontade de jogar no chão. Estou na rua, perto do trabalho, vim fazer lanche, a barriga estava colada nas costas. Eu odeio telefone, mas oh mal necessário. Nessas horas eu só lembro das leis de Murth, se algo tem que dar errado, vai dar errado. Estou olhando para o aparelho sem saber se alguém vai vir me pegar no trabalho, a essa altura cansado e doido para tomar um banho. Como aqui em Angola ninguém tem carro, utilizamos sempre os carros da empresa, tem que estar sempre combinando para saber como se vai voltar para casa. Hoje, justo hoje, estou sem carro e estava programando a hora para o pessoal vir me buscar. Eu mereço, sabia que não devia ter dito que aquela menina da quinta série tinha cabelo de cenoura, deve ter sido praga dela, só pode ter sido. O pior é que depois de uns 15 anos encontrei com ela e a danada ficou linda. Oh boca grande.
Primeiro pensamento um orelhão, claro, tem coisa mais comum no Brasil do que um orelhão??? Antes mesmo de levantar os olhos, lembro que EM LUANDA NÃO TEM ORELHÃO!!! Claro por que facilitar se pode complicar? Para a minha surpresa atrás do balcão botequim Three Sisters esta escrito: Faz-se chamadas.
Nada como o jeitinho. Aqui em Angola na falta de orelhões pela cidade, a maioria dos pequenos comércios, como bares e lanchonetes têm um telefone fixo que realizam chamadas. Olhei para a atendente que parecia estar mais ansiosa pelas 18h00h do que eu. Perguntei como funcionavam essas chamadas. Ela me olhou e pude ler nos seus olhos que estava escrito: De onde é esse mane? De Marte? Tive vontade de dizer: Oh minha tia, tenha paciência, sou apenas um rapaz latino americano. Besteiras à parte por 50 Kwanzas foi possível fazer uma ligação bem rápida e pedir para o pessoal do trabalho vir me buscar.
Pronto, está ai a solução, se faltar o cartão ou o bateria te deixar na mão, faça uma chamada meu irmão. Adoro essas soluções simples.
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5/22/2007 11:41:00 AM
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Segunda-feira, Maio 21, 2007
Kwanza valoriza frente ao Dólar
A tendência é mundial, mas que preocupa isso com certeza. Quem está aqui fica sempre pensando até que ponto vale à pena, o fator financeiro sempre foi um grande atrativo, mas com a queda do dólar... No Brasil a cotação já vai abaixo de dois reais. Aqui o valor da moeda que sempre foi negociado a 80 agora já é negociado a 75.
Com a queda do valor do dólar fica ainda mais difícil contratar profissionais expatriados. Acredito que as empresas vão ter problemas e em breve haverá muita gente renegociando os contratos.
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Kwanza finta Dólar Agora
http://www.angonoticias.com/full_headlines.php?id=14702
A moeda nacional tem estado nos últimos dias, aparentemente a ganhar a dura batalha em relação ao dólar. O kwanza tem levado uma certa vantagem face a moeda norte-americana. Na última quinta-feira Abril, a taxa de câmbio fixada pelo Banco Nacional de Angola (BNA), estava a oscilar entre os 79.661 a compra e 80.059 a venda. A queda da «nota verde» voltaria a registar-se nas primeiras duas semanas deste mês com a compra a ser fixada em 75.314 Kz e a venda em 75.565kz.
No mercado informal, a tendência era praticamente a mesma, com os cambistas a fixarem a compra em 75 Kz e a venda em 80 Kz.
Como se vê, a forma do dólar tende a baixar de intensidade. Só que a isto associam-se outros fenómenos para a economia.
Num debate recente na Rádio Luanda Antena Comercial (LAC), o economista e consultor Fernando Heitor, revelou que num cenário em que ocorra a desvalorização do dólar, as importações serão mais baratas, ao passo que os produtos internos serão mais caros.
Este mesmo posicionamento de Heitor já tinha sido avançado também por um estudo recente da Associação Angolana de Bancos (Abanc) que realçava na altura, serem por demais conhecidos os perigos que uma moeda forte poderia provocar em economias em desenvolvimento.
“Por forma, a valorização da moeda tende a encarecer as exportações nacionais, tornando-as menos competitivas e poderá inclusive provocar a “morte” prematura de industrias nascentes, uma vez que torna mais barata as importações”,
O estudo da Abanc revela porém, que dificilmente um Kwanza forte poderá por em risco o desenvolvimento económico do país já que as exportações são dominadas quase exclusivas pelo petróleo, um produto cujas leis da procura e da oferta se regem por factores muitos particulares.
Segundo a análise, o maior perigo talvez resida nos impactos futuros que poderá causar no desenvolvimento da actividade e da produção na indústria ou na agricultura, embora actualmente a produção nacional seja praticamente inexistente e o país importe quase tudo o que consome.
Para a Abanc, dois factores têm sido determinantes para a apreciação da moeda angolana: uma conjuntura favorável e a habilidade na condução da política monetária por parte do Governo.
O aumento das reservas cambias, tem contribuído também para a apreciação e estabilidade do Kwanza, de acordo com os especialistas da Abanc. Este ano, as reservas cambias, na óptica do governador do BNA, Amadeu Maurício, devem ascender a 11,6 mil milhões de dólares, um aumento de 6.6milhões de dólares em relação ao ano anterior.
O BNA atribui a debilidade do dólar diante do Kwanza a uma combinação de factores internos e externos, em que predominam politicas governamentais em Angola como nos Estados Unidos de América.
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5/21/2007 12:30:00 PM
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Voltando de Férias
Aeroporto do Galeão, Rio de Janeiro. Sinto o meu rosto igual àquelas máscaras de carnaval em que metade está sorrindo e a outra metade chorando. Acabei de desembarcar de um vôo da Gol que para a minha felicidade não atrasou nem 10 minutos. Será que hoje é o meu dia de sorte??? Já estou chegando à fila de check-in da Taag – Linhas Aéreas de Angola – vejo as pessoas que vão fazer parte do meu cotidiano nos próximos meses. Muitos Angolanos, com algumas roupas típicas. Os Angolanos quando vem para o Brasil são a imagem dos Brasileiros desembarcando de Miame, tênis Nike, Ipod, e um monte de bagagens. As crianças cheias de tranqueiras das mais diversas, realmente engraçado.
Essa é a segunda vez que eu vou para o trabalho pela Taag, da última vez o vôo atrasou 13 horas, vamos ver no que dá dessa vez. O rapaz da Zorzi, empresa que auxilia com os vistos e o embarque, chega perto de mim, ele me reconhece por conta da viagem anterior. Digo o meu nome no meio de umas 10 pessoas, esse balcão é sempre meio confuso. São pessoas da Odebrecht, a turma da Zorzi, outros despachantes, além das pessoas que tem que se aventurarem sozinhas. Junte tudo isso um monte de Angolanos e uma fila que parece não ter fim... Vamos lá.
Bagagem entregue e eu ainda com cara de bobo, olhando para qualquer lugar, sou chamado pelo rapaz da companhia, ele me informa que devo ir para um restaurante no último andar do aeroporto até as 20:00 h. Epa, perai, mas o vôo não será as 19:00 h. O atendente com uma má vontade daquelas, me informa que o avião atrasou e que só deve sair por volta das 23:30 h. Quem legal eh? Que jeito, o que não te solução, solucionado está.
Vai para frente e para trás e entro no avião... 7 horas depois chego a Angola. (Spíndola deixa de enrolar e fala logo o que você quer)
Bom, voltei e comprei uma máquina nova. Espero que o blog fiquei ainda mais legal. Obrigado pelos e-mails enviados, vou responder a todos.
:)
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5/21/2007 12:07:00 PM
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Quinta-feira, Maio 10, 2007
Férias, Férias, Férias
Por isso não tenho escrito no blog esses dias.
Vou voltar cheio de novidades.
Forte Abraço
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5/10/2007 11:45:00 PM
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Sexta-feira, Abril 20, 2007
Albinismo
Em um país de negros chama muita atenção ver pessoas brancas. É engraçado, mas da primeira vez que vim para Angola, nos três primeiros meses, convivia tanto com negros que cheguei a pensar ser um deles.
Há muitas pessoas que acreditam que o albinismo acontece apenas em negros e que é resultado da reprodução entre irmão apenas. Como se pode ver nas fotos, não acontece apenas em negros, e pela pesquisa que realizei não achei referencia a apenas filhos de irmãos consangüíneos. Para falar a verdade não encontrei qualquer indicação sobre filhos de irmãos.
Outro dia, passeando de carro, vi uma figura que realmente chamou a atenção, não por ser albino, mas pela combinação dele. Ele sendo albino tinha os cabelos crespos, mas loiros e estes estavam trançados. O corte era um tipo channel que lembrava muito um playmobil – quem tem mais de 20 anos sabe do que estou falando. Fora tudo isso, ele vestia uma roupa quadriculada de amarelo com vermelho e a calça era verde limão. Estava ainda com uma botina marrom. Ou seja, uma figura.
No Brasil eu não notava muito essas pessoas, talvez por não haver um contraste tão grande com a cor da pelo branca. Todavia aqui em Angola eles chamam muito a atenção. Os casos de Albinismo, pelo que posso perceber observando as ruas, são até bastante freqüentes aqui. Difícil determinar um percentual, mas podem acreditar que é bem comum.
Como qualquer diferença, as pessoas que possuem a doença devem sofrer algum tipo de discriminação, ou pelo menos ser alvo de brincadeiras e apelidos. Isso é realmente muito chato e é o lado mais cruel de qualquer doença que tenha os seus sintomas tão claramente expostos.
A transmissão é apenas genética, por isso nada de ter medo em pegar. O maior problema para as pessoas que possuem esse problema é realmente a sensibilidade à luz do sol, além de problemas na visão.
Em Angola os Albinos não podem dirigir - veja a baixo a matéria retirada de um jornal de Angola.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Albinismo
Anomalia congénita, caracterizada pela ausência total ou parcial do pigmento da pele, dos pêlos e do olho (a melanina).
Conceituação
O albinismo é uma condição de natureza genética em que há um defeito na produção pelo organismo de melanina. Este defeito é a causa de uma ausência parcial ou total da pigmentação dos olhos, pele e pêlos do animal afetado. Também aparecem equivalentes do albinismo nos vegetais, em que faltam alguns compostos corantes, como o caroteno. É uma condição hereditária que aparece com a combinação de genes que são recessivos nos pais.[1]
Os principais tipos de albinismo são os seguintes:
1. Oculocutâneo (completo ou total) - em que todo o corpo é afetado;
2. Ocular - somente os olhos sofrem da despigmentação;
3. Parcial - o organismo produz melanina (ou corantes, se no vegetal) na maior parte do corpo, mas em outras partes isto não ocorre como, por exemplo, nas extremidades superiores.Albinos não podem conduzir
O Independente
http://www.angonoticias.com/full_headlines.php?id=10578%3Cb
O Chefe da secção de Segurança de Trânsito e Prevenção Rodoviária da Direcção Nacional de Viação e Trânsito (DNVT), Eugénio Bernardo “Geny”, confessou que os albinos não podem definitivamente conduzir, segundo a lei.
O responsável policial, socorre-se no artigo 40, alínea f, do nº1 do regulamento do código de estrada que fala das inspecções médias e sanitárias, onde se revela que será reprovado em inspecção normal o examinado quando o médico verificar qualquer circunstância que julgue susceptível de incapacidade para a condução de veículos automóveis.
Eugénio Bernardo, argumentou ainda que independentemente desse juízo médico é causa taxativa de reprovação qualquer das limitações, como é permutações notáveis dos sentidos luminosos e cromáticos. “As cores vermelhas, verde e amarela constituem um problema para os albinos”, disse o responsável policial.
Problemas de saúde como estrabismo, nistagmo, diplopsia ou perda de visão num dos olhos, ausência de visão binocular, redução pronunciada do sentido da profundidade ou campo visual binocular inferiores a um ângulo de 150º no plano horizontal, fazem também com que se restrinja a condução a uma pessoa.
Eugénio Bernardo, definiu o albinismo como sendo uma hipopigmentação congénita, que pode ocorrer em plantas animais, peixes, anfíbios, répteis, pássaros ou ainda em seres humanos. Nestes últimos afecta, particularmente, os olhos, sob a forma de nistagmo e redução da acuidade visual, casando deficiência da visão.
A adianta que os albinos são indivíduos que apresentam nistagmo, estrabismo, fotofobia, perda da percepção de profundidade da visão e pele extremamente sensíveis aos raios solares, facto, este que podem criar perigo na condução automóvel.
Só por isso é que os albinos não se tornam bem identificados nas fotos em documentos. Já para finalizar, Eugénio Bernardo, argumento que os albinos não devem tirar carta de condução. “Os que conduzem são desencartados”, concluiu.
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4/20/2007 09:19:00 AM
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Quinta-feira, Abril 19, 2007
Como é a vida em Angola?
Recebo muitos e-mails perguntando como é a vida em Angola. Em sua maioria são pessoas pensando em vir trabalhar aqui que desejam ou já foram convidadas. A curiosidade é imensa e a primeira medida é vir à internet e digitar no google “morar Angola”. Um dos resultados da pesquisa é o blog que agora você está lendo.
Sei bem que o blog está ficando grande, bem maior do que eu pensei que ele ficaria. Já são quase 130 post e se considerássemos cada post como uma página de um livro, já dá um livro razoável. Bom, vou deixar de enrolação e vou direto a resposta do e-mail.
Viver em Angola, durante a semana é igual ao Brasil. Casa, trabalho, almoço, trabalho, casa. O meu conselho é entrar em alguma atividade extra-trabalho durante a semana, tipo um curso de inglês ou uma academia. Interagir com os Angolanos é muito importante, fazer contatos, conhecer pessoas e conquistar novos amigos é a melhor forma de se viver, pois mesmo no Brasil é possível se isolar e viver só e triste. A solidão aqui em Angola se potencializa, a distância dos amigos, da família, da cultura, do que se está familiarizado é um grande desafio. Nos finais de semana é mais complicado, não tem muito que fazer e mesmo passear pela cidade é complicado.
O transporte público, justificando a dificuldade de andar durante os finais de semana, é muito complicado e não funciona para estrangeiros, assim, não conte com ele. Para se locomover pela cidade apenas com o carro da empresa. Como o carro é da empresa é preciso dividir com outras pessoas e nessa hora saber negociar e conciliar os interesses é importante.
A segurança não é um problema, principalmente para que vive no Brasil. Aqui não há roubos de carro ou seqüestro. Batedores de carteira têm em todo lugar e recomendo um cuidado maior ao sair à noite. Fora isso é bem tranqüilo.
A comunicação é um estresse, caro e ruim. Ligar para o Brasil pelo celular tem um custo alto e aqui só existe celular pós-pago. O jeito é apelar para o Skype (www.skype.com) ou Vono (www.vono.net.br), infelizmente a internet em Angola é bem ruim, sem falar no suporte, esse sim dá vontade de morrer. A internet quando tem, é irregular e cara. Quando chove o celular não funciona, mas apesar de tudo, dá para falar com o Brasil e matar um pouco da saudade. A comunicação é ruim, mas dá para passar.
Os custos de se morar aqui são diferentes do Brasil, normalmente a empresa paga tudo, com isso o salário é todo economizado e ai é que está a grande vantagem financeira de vir para Angola. Uma boa negociação com a empresa é importante para se viver bem em Angola e mais ainda estar satisfeito com o que se ganha.
Um grande risco é a queda do dólar que faz com que o salário aqui, que é pago em dólares, fique cada dia mais desvalorizado.
Minha opinião, vale muito a pena vir para Angola.
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4/19/2007 10:46:00 AM
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Quarta-feira, Abril 18, 2007
Prostitutas, diferente do Brasil aqui ainda não vi
É pacificado que infelizmente o nosso país, Brasil, tem um forte turismo sexual. Moro numa cidade, Recife, que parece conviver bem com essa situação, digo isso, pois, por parte das autoridades existe a impressão da conivência. Nas principais avenidas de Boa Viagem, bairro que morro, as garotas de programa e travestis transitam livremente, junto com eles todo tipo de marginais e problemas com as drogas.
Em Angola, pela minha observação, não há prostitutas, na verdade se não fosse pela reportagem abaixo ou o local onde trabalho, onde falo sobre essas pessoas, eu não teria conhecimento. Aqui, as prostitutas estão sendo chamadas de trabalhadoras do sexo, infelizmente não sei o nome usado nas ruas.
Alguns Brasileiros com quem conversei me disseram que elas estão pela cidade, em algumas ruas específicas, ou mesmo nas grandes avenidas. Entretanto, posso garantir que sou muito observador e nunca vi nenhuma prostituta aqui em Angola.
É difícil imaginar uma cidade, ainda mais que tenha uma população pobre, ou parte dela, e que não disponha de serviços da profissão mais antiga do mundo. De forma alguma quero julgar ou mesmo adentrar no mérito da questão sobre a prostituição, apenas uma observação pessoal sobre a cidade. Angola quase não tem prostituição, essa é minha opinião atual.
Abaixo noticia retirada do jornal
As garimpeiras do sexo
Acapital/Angonotícias
http://www.angonoticias.com/full_headlines.php?id=14218
Ruas e prostíbulos de Luanda, são tomadas de assalto por imigrantes congolesas que se prostituem na esperança de um dia reunirem dinheiro suficiente para mudarem-se para o continente Europeu. Paris, em França parece ser a terra prometida.
De acordo com uma reportagem do «Jornal A Capital», no local as coisas parecem não ser fáceis para as raparigas que ali se encontram.
Segundo a reportagem, eram 19 horas, quando jornalistas afectos ao periódico circulavam pela zona. Segundo ainda a mesma (a reportagem) na altura reinava uma certa acalmia no local, o frenesim de taxistas não se fazia sentir, assim como não se notava qualquer agitação no antigo balneário que, agora pintado de verde e branco, faz de restaurante, bastante concorrido por aquelas paragens.
Durante o percurso, conheceram duas raparigas, Lúcia e Nené.
Lúcia recebeu-os com uma toalha a cobrir-lhe a cintura para baixo. Por cima, diz a fonte, envergava uma curta blusa branca que mal escondia os seus fartos seios suportados por um par de sutiãs.
As duas jovens são irmãs e provêm da vizinha Republica Democrática do Congo (RDC). Com 34 anos de idade, Lúcia é a mais velha e também, a que mais tempo está em Angola. Há um ano chegava à Luanda e, a quatro meses, decidiu chamar a sua irmã Nené, dez anos mais nova, com quem partilha a casa, a profissão e os sonhos de uma vida melhor no velho continente.
Tanto Lúcia como Nené (esta última que não fala português), são trabalhadoras do sexo, a expressão que as organizações não-governamentais, que laboram na luta contra o vírus do HIV, utilizam para caracterizar as prostitutas. Têm sido, por outro lado alvo de uma atenção especial destas mesmas agremiações que se mostram preocupadas particularmente com o crescimento de um certo surgimento de trabalhadoras do sexo na província de Luanda.
Jovens mulheres, vindas da RDC, entregam-se à mais velha profissão do Mundo, expandindo-se, com certa velocidade, nos mais distintos bairros da capital angolana. Desde zonas como Palanca, Mabor, Rocha Pinto e Mesmo Viana, a presença dessas trabalhadoras do sexo é uma constante lado a lado como cidadãs angolanas igualmente dedicadas à prostituição.
Ainda sobre estas jovens, a equipa deste site também foi a rua. no local podemos constatar que cresce cada vez mais, o número de meninas nas mais variadas esquinas da capital a vender o seu próprio corpo.
“Vem fofo, é barato, estou a cobrar 1.500 kwanzas”, chamava-nos Ângela, uma jovem de baixa estatura e, com 27 anos de idade que, depois de uma breve conversa e apercebe-se de quem éramos, tentou esquivar-se mas sem sucesso, acabando mesmo por nos abrir uma das páginas do livro da sua vida.
Ângela disse ter 3 filhos e, estar neste momento sem emprego. “Não tenho outra saída se não fazer isso”, frisou a jovem. “Não tenho ninguém que me dá, vim da província de Benguela, não tenho família aqui, os filhos precisam de comer e estudar, como vou fazer”, explicou.
Ao seu lado, estava uma outra jovem, chamava-se Verónica, esta nos parecia ser mais tímida, mas mesmo assim conseguimos tirar dela algumas palavras.
Verónica disse ser da província da Lunda-Norte e que está em Luanda a 2 anos. Com o tom de pel muito clara, Verónica apresentava-se vestida de forma extravagante.
De poucas palavras, Verónica é da opinião da sua colega, a falta de emprego, é a razão que o leva a prostituir-se. “Quando vim para aqui, pensei que iria trabalhar, mas não pareceu”, revelou sem no entanto dar mais explicações.
De facto, cresce o número de meninas da noite em Luanda. É uma das formas que muitas delas arranjaram para sustentar a si e suas famílias.
Entretanto, não são somente jovens que se encontram nas artérias da capital para deste modo venderem os seus corpos. Ali encontra-se até mulheres com idades compreendidas entre 40 a 50 anos de idade.
As barracas,são alguns dos locais onde muitas delas fazem o seu trabalho. Lá, o consumo de álcool é exagerado. Disfarçados, fomos atendidos desta forma:
“Entrem filhos, o que é que vão beber?”, perguntou-nos uma senhora mestiça e corpulenta. “Temos tudo, da bebida a carne boa e fresca”, disse a senhora que nos aparentava ter 48 a 50 anos de idade.
É desta forma que muitas mulheres vivem em Luanda, é desta forma que muitas dessas mulheres dão o sustento até mesmo os seus maridos muitos deles desempregados e sem como dar uma vida digna a suas famílias.
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Antônio Spíndola
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4/18/2007 11:33:00 AM
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Segunda-feira, Abril 16, 2007
Raios, relâmpagos e trovoadas
Têm acontecido com muita freqüência nas últimas semanas chuvas no início da noite até a madrugada. O engraçado é que quando comparado com as chuvas diurnas, as noturnas são bem mais freqüentes. Constatações pluviométricas à parte, o que chama à atenção são mesmo os raio ou relâmpagos, como preferir.
Em Recife, onde moro, vez por outra, mas muito raramente, se vê um raio, já aqui em Luanda é realmente um espetáculo. A noite quando estou voltando para casa, no horizonte, vejo os fachos de luz. É inacreditavelmente bonito e assustador. Fico pensando nas pessoas dos musseques, as favelas daqui, com aquelas casas simples. Mais ainda, há muitas pessoas que morar em cabanas. Como será passar uma noite em um lugar como esse sob uma forte chuva com relâmpagos e o vento que mais parece gritar?
Fora a beleza da tempestade, que em certa horas parece até um espetáculo de luzes sincronizadas, muitos trovões são escutados e por assim dizer sentidos. Alguns são tão fortes e altos que chegam a mexer com as janelas.
Acredito que esse fenômeno é decorrente do local e como é a terra aqui na África. Mesmo sendo assustador, é muito bonito.
Belezas da África...
Raios, Relampagos e Trovões na Wikipédia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Raio_%28meteorologia%29
Um raio ou relâmpago é uma descarga elétrica que se produz entre nuvens de chuva ou entre uma destas nuvens e a terra. A descarga é visível com trajetórias sinuosas e de ramificações irregulares ás vezes com muitos quilômetros de distância, fenômeno conhecido como relâmpago. Ocorre também uma onda sonora chamada trovão.
* A utilização dos termos raio ou gsdgdsde receptores de rádio de alta sensibilidade e de radiotelescópios tal sua magnitude.
Existem três tipos de raios, também menos comumente chamados descargas iônicas:
* Da nuvem para o solo.
* Do solo para a nuvem.
* Entre nuvens.
Afirmam que as descargas entre nuvens e solo representam 20% do total.
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Antônio Spíndola
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4/16/2007 11:15:00 AM
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Sexta-feira, Abril 13, 2007
Sexta-feira 13 nada, DIA DO BEIIJO!!!!
Não resisti, quando vi que hoje era o dia do beijo no G1 www.g1.com.br tive a certeza que queria registrar no blog. Quem mais quer comemorar esse dia sou eu, mas, sei não....
De qualquer forma, apesar de haver vários tipos de beijo, para amigos, família, etc... o que me remete mesmo é aquele primeiro beijo, o da conquista, ou ainda, o beijo que chega quando estamos apaixonados e não vemos a hora de encontrar a pessoa novamente. Sentir o calor e a proteção, sentir o desejo e sacia-lo no beijo.
Eita, eu quero um beijo....
Hoje é o 'Dia do beijo'. Você já deu o seu?
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL21316-5598,00.html
Afetuosos, apaixonados, marcantes: o beijo faz bem ao corpo e à alma.
G1 reúne os mais famosos beijos do cinema e da TV.
Sexta-feira, dia 13. Não, este não é um dia para se ter medo de assombração ou fazer as mandingas para se proteger do azar. Pelo menos não esta sexta-feira. O dia 13 de abril celebra o mais emblemático símbolo do amor no Brasil. É o Dia do Beijo.
Não se sabe quem foi o responsável por conceber uma data para a principal expressão de carinho. Dizem até que beijo não tem dia nem hora certa. Vale a qualquer hora.
Apaixonado, afetuoso, abençoado, entre namorados, entre amigos, de mãe para filho, da filha para o pai, beijo de bom dia, beijo de adeus, beijo de juras eternas de amor. E tem o beijo sem grandes compromissos de quem trocam o namorar pelo ‘ficar’. Nas festas, danceterias e, especialmente, no carnaval, beijar é praticamente um desfecho do ritual da ‘balada’.
Enquete: para você, qual é o melhor beijo?
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,AA1515755-5598,00.html
Beijar faz bem e não engorda
O beijo pode ser uma das maneiras para combater a depressão. Como qualquer atividade física, ativa a liberação de endorfinas no cérebro, substância ligada às sensações de prazer.
Clique aqui e conheça a ciência do beijo.
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL21126-5603,00.html
E para quem acha que beijar na boca pode ser perigoso por causa da troca de salivas repletas de bactérias, um aviso dos especialistas: as bactérias do beijo são inofensivas para saúde. Saiba mais sobre a saúde do beijo.
Um pouco de história
Ao longo dos séculos, no entanto, beijar representou muito mais do que um gesto de carinho. Entre os hebreus, o beijo era afetuoso e realizado nas saudações. Também marcava reconciliação ou perdão. Foi também com um beijo que Judas identificou Jesus aos seus perseguidores. ("Jesus, porém, lhe disse: Judas, com um beijo trais o Filho de Deus?" – Lucas, 22:48)
O beijo entre os persas simbolizava a classe social. Homens do mesmo padrão de vida se beijavam na boca. Se um dos homens era de classe inferior, o beijo era dado no rosto. Se a diferença de classe era muito grande, o mais pobre se ajoelhava diante do mais rico. Na Idade Média (séculos V a XV), o "beijo da paz", que simbolizava caridade, era usado em muitos rituais como um gesto elitista e exclusivo aos homens. Também marcava o acordo entre senhores feudais e seus vassalos.
A partir do Renascimento, o beijo na boca deixou de fazer parte dos ritos oficiais e sagrados e se tornou exclusivo dos amantes. Na Igreja Católica, os beijos sagrados ficaram restritos aos dados pelos fiéis ao padre no altar; o beijo entre os recém-casados ao final da cerimônia; e o gesto consagrado pelo Papa João Paulo II de beijar o solo de cada país que desembarcava.
Os famosos beijos no cinema...
O primeiro beijo na boca registrado no cinema foi no filme “O Beijo” (The Kiss), de 1895, entre os atores May Irvin e John C. Rice. O longa metragem “Asas” (Wings), vencedor do primeiro Oscar, em 1927, registrou o primeiro beijo entre homens, no rosto, de forma fraternal.
Veja fotos dos melhores beijos do cinema
Muitos filmes ajudaram a ficar consagrados graças a inesquecíveis cenas de beijo, como do beijo de despedida que o personagem de Humphrey Bogart dá em Ingrid Bergman em “Casablanca” (1942); os amassos de Burt Lancaster e Deborah Kerr enquanto estão deitados na areia da praia em “A um passo da eternidade” (1953); e o beijo em meio a um almoço de espaguete na animação “A dama e o vagabundo” (1955).
Entre os mais recentes, o beijo de cabeça para baixo de Tobey Maguire e Kirsten Dunst em “Homem-Aranha” (2002), e o amor gay de Heath Ledger e Jake Gyllenhaal em “Brokeback Mountain” (2005). Nada, porém, supera a seqüência de beijos censurados exibida no final do filme “Cinema Paradiso” (1989).
Os americanos só vão comemorar o Dia do Beijo no final do mês. Nos EUA, o ‘Kiss your mate day’ (Dia de beijar seu companheiro) é em 28 de abril.
...e na televisão
Assim como no cinema, o beijo sempre foi um “personagem” marcante na televisão. O primeiro beijo em novela na TV brasileira foi dado entre a atriz Vida Alves e o galã Walter Foster, em “Sua vida me pertence”, de 1951. No teatro, Vida Alves também deu o primeiro beijo homossexual (aliás, dois beijos, em Laura Cardoso e em Geórgia Gomide).
Nas novelas, o público passa semanas esperando o famoso beijo entre o casal de protagonistas. Foi assim na recente “Páginas da Vida”, com Thelminha (Grazi Massafera) finalmente conquistando o galã Jorge (Thiago Lacerda). Ou ainda os beijos cheio de amor de Serena (Priscila Fantin) e Rafael (Eduardo Moscovis), em "Alma gêmea".
Os beijos também marcam outros programas da tevê, como o “Big Brother Brasil”. O “BBB7” terminou com a vitória de Diego Alemão comemorada com um apaixonado e saudoso beijo na boca com a sister Íris assim que deixou a casa R$ 1 milhão mais rico.
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Antônio Spíndola
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4/13/2007 05:29:00 PM
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Morte na TAAG – Linhas Aéreas de Angola
Há alguns dias uma notícia em chamou a atenção. É claro que acidentes podem acontecer em qualquer companhia, mas o que mais me chamou a atenção foi a forma, o descaso, com que os funcionários companhia lidaram com o problema ao chegar em terra.
Algumas vezes já comentei aqui a qualidade do serviço prestado pela TAAG – www.taag.com.br - em comparação as companhias Brasileiras e mesmo a TAP, pelo qual já viajei. As comissárias são muito grosseiras, chegando a ser mal educadas. Só quem já viajou pela TAAG sabe do que eu estou falando.
Com certeza a parte mais chata dessa companhia é a confirmação de passagens. Mesmo com a passagem marcada, é preciso confirmar a reserva. Fora isso é muito comum cancelarem a reserva sem aviso ou qualquer explicação. No final do ano, apesar da minha reserva ter sido feita com 2 meses de antecedência, tive a confirmação que iria viajar apenas no dia anterior a viagem. Mesmo assim estava marcada a viajem no dia 20 de dezembro, cancelaram, sem qualquer explicação, consegui uma vaga em um vôo no dia 23 de dezembro. Realmente um descaso e uma falta de respeito que não consigo explicar.
A matéria vai falar mais que qualquer palavra colocada aqui.
Ocupante da cadeira 33 B do voo DT 0651 da TAAG encontrada morta
http://www.angonoticias.com/full_headlines.php?id=13920%3Cb
A falta de equipas médicas à bordo dos aviões da companhia área de bandeira Taag, terá estado na base da Morte de Domingas Quinxindo que faleceu no passado dia 17, durante o vôo DT 0651 que fazia a rota Lisboa/Luanda.
A malograda, que se deslocará às terás lusas em visita turística, em companhia do esposo, perdeu a vida quatro horas depois do voo ter deixado Lisboa em direcção à Luanda.
De acordo com um fonte familiar, meia hora depois, servido a bordo do avião, Domingas Quixindo começou a sentir-se mal tendo depois se dirigido à casa de banho de onde saiu sem vida. A ocupante da cadeira 33 B do DT 0651 foi encontrada a espumar pela boca por um assistente de bordo que comunicou ao marido o estado em que se encontrava a vítima.
Umas das passageiras, médica de profissão, cujo nome não foi revelado, tentou reanimar a paciente mas, devido à falta de meios, os esforços não surtiram efeito.
Os restos mortais da vítima foram a enterrar quarta-feira última 20, depois de uma autópsia feita no Hospital Josina Machel que acusou coágulos sanguíneos como causa da morte.
Entretanto, posto em Luanda, os restos mortais de Domingas foi abandalhado no aeroporto 4 de Fevereiro pela tripulação, pelo que J. Agostinho esposo da vítima, teve que remover o corpo da mulher sozinho para ambulância.
No entanto, não foram cumpridas sequer, qualquer tramitações migratórias legais, assim como não foram convocados especialistas para observarem o corpo.
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4/13/2007 09:49:00 AM
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Quinta-feira, Abril 12, 2007
Nossas histórias são mais bonitas quando partilhadas
Encontrei um texto que mais parece ter sido escrito para mim. Ele consegue de certa forma explicar o motivo para a minha dedicação ao Blog, em continuar escrevendo. Mais ainda, ele coloca em palavras os atos de minha vida, muito do meu jeito de ser.
Sempre fui dessa forma, gosto de falar, mas tenho aprendido a ouvir. Ouvir não é fácil, contudo é ainda mais importante do que falar. Falar, ouvir, mas principalmente ser sincero, ser correto.
Gosto muito de pensar da seguinte forma “mantenha-se certo”. Balizo sempre, procuro esse caminho, ser correto com as pessoas e principalmente manter-me certo.
Nossas histórias são mais bonitas quando partilhadas
Somos convidados a nos lançar na aventura da amizade e do amor-doação
A vida é mais feliz quando acontece em relação, quando o coração desenvolve a capacidade de dividir aquilo que é. Dores com “nomes” e pessoalidade tem mais significado, e podem ajudar muitos a crescer.
Partilhar a compreensão do mistério que se é, e ter sensibilidade para compreender o outro, é expressão concreta de caridade e base para a fecunda relação humana que nos realiza enquanto pessoa.
Há quem viva aprisionado, fechado unicamente em seu jeito de enxergar a vida. Assim, os dias ficam gradativamente ausentes de sentido e motivação, pois, quando nos fechamos anulamos nossa capacidade relacional, não conseguindo amar e sermos amados, valorizar e sermos valorizados.
Precisamos dos outros. Precisamos de pessoas que nos conheçam sinceramente, pessoas diante das quais podemos ser o que realmente somos. Isso nos faz mais gente.
O homem é constitutivamente ser de relação, e o dado mais claro que comprova que alguém não está bem é a não-capacidade de se relacionar.
Nossas histórias são mais belas quando partilhadas, quando começam a fazer parte de outras histórias. Não somos fins em nós mesmos, precisamos de outros que “autentiquem” nossas experiências e partilhem nossas dores.
Todos temos grande valor e somos capazes de amar. Aquilo que somos, quando partilhado, pode fazer bem a muitas pessoas.
Quando rompemos com o egoísmo e retiramos as “máscaras”, sendo aquilo que somos com as pessoas que Deus coloca em nosso caminho, temos uma grande possibilidade de sermos amados em nossa verdade, sem fantasias e ilusões, e também de conhecermos e amarmos outras verdades.
Não é preciso ter medo partilhar o que somos, e nem de gastar tempo escutando outras histórias. Ninguém pode ser feliz sozinho, não somente no sentido afetivo, mas principalmente, existencial.
Curar é restituir a capacidade relacional. O amor puro que damos e recebemos vai nos curando profundamente, e fazendo com que o melhor de nós “venha para fora”.
Em um mundo tão marcado pelo egoísmo e individualismo, somos convidados a nos lançar na aventura da amizade e do amor-doação; que cura, traz vida e nos faz mais humanos. Mergulhe nesse território onde a abstração é abstraída e a soma produz beleza. Partilhe, receba, viva! Há muita vida esperando por você, não perca tempo
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Antônio Spíndola
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4/12/2007 01:18:00 PM
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Quarta-feira, Abril 11, 2007
Ócio de uma mente pensante
O tempo para pensar tem sido um dos assunto que sempre comento no blog. Engraçado como no Brasil o tempo nunca sobrava, eu estava sempre correndo e ficava sempre com a impressão que não tinha tempo. Aqui, o tempo não sobra, mas parece que o percebo de forma diferente.
Certa vez, em uma daquelas segundas-feiras bem chatas, um amigo que trabalhava diretamente comigo formulou essa máxima, ele disse:
“Quando a gente está trabalhando o dia em um instante passa... QUE DEMORA DA P.....”
Recebi esses dias esse texto de uma amiga e achei interessante colocar no blog. Reflexões sobre o tempo.
Ócio de uma mente pensante
Afinal o que é ócio? Na escrita do dicionário, a palavra ócio, significa vagar; repouso; lazer; descanso; estado de quem não faz nada; preguiça. Daí surge as seguintes questões: Será que realmente estamos fazendo nada quando estamos no ócio? Nossa mente fica parada no espaço? Em que pensamos?
Nesse intervalo de tempo em que você parou para refletir nas respostas, que poderiam agora, estar no seu ócio. Creio que sim.
A mente humana está sempre em movimento, ou seja, estamos pensando sempre, mesmo que não estejamos presentes no trabalho. Que tanto nos pressiona a não ter tempo para o ócio.
Um dos momentos de descanso no trabalho, as pessoas deveriam entrar numa sala, com uma estrutura agradável, sem papéis, mesas, computadores, ou seja, sem algo que lembre o trabalho, para pensarem, para criarem, para acharem soluções, que normalmente na rotina não lhes sobra tempo. É justamente nesse “descanso mental” que podem surgir grandes idéias, e que também compartilhadas, mostram maior eficiência nas outras pessoas que trabalham.
O ser humano não vive apenas do trabalho, de certo precisamos do mesmo para termos horas de lazer, em que saímos totalmente da agitação de uma organização. No entanto, é o lugar onde passamos maior tempo, em média 8 horas por dias, e quando chegamos em casa, já não há tempo para pensar, criar ou resolver soluções. Será que o tempo que passamos sem fazer nada é perda de tempo?
À medida que vamos nos acostumando com a falta de espaço em nossas vidas para descansar a mente e fazer planos, estamos também nos acomodando com que resta, ou seja, a sobra de um dia tenso e cheio de preocupações, e deixamos de lado coisas simples como cuidar do jardim da casa ou passear com os filhos. Segundo Domenico de Masi, autor dos livros Ócio Criativo e Economia do Ócio: “É necessário aprender que o trabalho não é tudo na vida e que existem outros grandes valores: o estudo para produzir saber; a diversão para produzir alegria; o sexo para produzir prazer; a família para produzir solidariedade, etc.”
O ócio seja ele de que qualidade for, e que seja de preferência criativo, faz com que aprendemos com o que podemos realizar depois que a mente volta de uma parada. Quer dizer que quando gastamos nossas energias no trabalho, esquecemos que precisamos também de energia para o lazer. Não há nada melhor do que ficar na varanda da casa, curtindo uma rede e a brisa, lendo um bom livro. Isso é um ócio que requer pouquíssima energia, ou quase nada, além dos movimentos dos olhos ao ler, e palavras que são absorvidas. Quem sabe em um livro, você procure a solução da sua vida? Ou então tendo idéias produtivas? Por exemplo, um poeta pode muito bem está nessa rede, compondo mentalmente seus versos.
No mundo atual, trabalhamos como antigamente, de forma primitiva, antes mesmo do surgimento da indústria, onde nossas horas de lazer são mais uma compensação pelas horas trabalhadas do que seria na verdade, o lazer
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4/11/2007 02:11:00 PM
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Segunda-feira, Abril 09, 2007
6 meses em Angola
Hoje dia 09/04 fez exatamente 6 meses do dia em que coloquei o meu pé em solo Angolano. Muitas descobertas, novidades, reflexões, novos amigos e grandes desafios. Com certeza lições que venho aprendendo e vivendo.
Descobertas:
A pia da cozinha sempre pode ficar pior. Impressionante como eu e Sérgio, meu amigo que divide o apartamento comigo, conseguimos deixar a pia da cozinha depois do final de semana. Juro, dá medo. Esse final de semana parece que nos superamos, para piorar o encanamento está uma droga e o vazamento está me matando, pense num cheiro ruim.
Existem mais tipos de barata do que se possa imaginar. Antes achava, mas agora tenho certeza, pensei que a casa fosse minha, mas na verdade é das baratas. Impressionante como elas se multiplicam e nos não conseguimos dar um fim nelas, parece piada. Não há remédio no mundo que dê jeito nessas danadas, bom, vai ver que a primeira descoberta, a da pia, influencia esse resultado....
Descobri que consigo me virar sozinho longe de casa, claro que minha mãe faz muita falta, mas até que é bem legal morar sozinho. Responsabilidade e liberdade duas palavras ótimas, estou gostando.
Novidades:
Reatei antigas amizades. Pessoas queridas que ao saberem que estou fora me escreveram e aos poucos temos nos comunicado. Além disso, as pessoas que aparecem nessa minha vida, tanto os Brasileiros como os estrangeiros. As pessoas que vem para trabalhar um tempo e que fazem parte de um pedaço da minha vida. Conheci pessoas de todo mundo e esse é um dos melhores aspectos de se morar em Angola. Pessoas interessantes que tem sempre algo a acrescentar, das mais diversas nacionalidades. Pessoas que tem trabalhos interessantes e uma grande bagagem, além das histórias de cada um.
Reflexões:
Aprender a viver bem comigo mesmo, valorizar o tempo e as pessoas que amo. Minha família e amigos que viraram família. Relacionamentos e os erros, aprender com eles, com cada atitude. Paciência, saber lidar com conflitos, conviver com pessoas diferentes, mais paciência. A minha felicidade nunca dependeu tanto de mim, sei agora que se eu não procurar, ela não vai me achar. Ou melhor, ela pode me achar, mas é melhor ter-la sempre ao meu lado.
Ficar sozinho é muito triste, então sair de casa é o melhor remédio. Prestar atenção ao dia a dia e inventar sempre uma novidade. Entrar numa academia, fazer curso de inglês, responder e-mails, ir ao um lugar que nunca fui, dormir menos. Ajudar, ser solicito, escutar e ser sempre correto, mas não bobo. Agregar valor a pessoa que sou, tornar-me mais interessante.
Grandes desafios:
Encontrar a minha felicidade agora e sempre. Ter sempre coragem para vencer os desafios e principalmente aceita-los. Com certeza o maior desafio, tomar as decisões certas para os próximos anos.
Angola tem sido uma viagem bem maior que transpor um oceano, tem sido uma viagem de auto-descobrimento à pessoa que é Spíndola.
Que venham os próximos 6 meses.
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Antônio Spíndola
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4/09/2007 11:25:00 AM
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Sexta-feira, Março 30, 2007
90 casos de cólera notificados em 3 dias em Luanda
Tenho relatado sempre as condições sanitárias de Angola, que em minha opinião são realmente muito precárias. Alguns anos atrás lembro de uma forte campanha contra o cólera no Brasil. Na época muitos anúncios em todos os tipos de mídia relatavam a forma de transmissão, os sintomas e principalmente as formas de prevenção.
Desconheço aqui em Angola uma entidade, semelhante a Anvisa (www.anvisa.gov.br) no Brasil, que fiscalize e que imponha normas e padrões para a higiene de estabelecimentos em geral. Fico preocupado particularmente com os vegetais crus dos restaurantes e os comprados nas ruas. A carne vendida, quando não é importada, são outra fonte de preocupação, e nesse caso penso nas várias refeições que faço na rua. Com relação às carnes não é o cólera, mas sim outras tantas doenças que podem ser causadas por uma falta de cuidado com a qualidade dos alimentos, que me incomodam.
Chamou-me atenção a matéria que registrava 90 casos de cólera, apenas em Luanda, nos últimos 3 dias. Quando falamos de um número como esse, considerando que a saúde aqui é algo e de tão difícil acesso ou mesmo pior quando comprado ao Brasil, tenho a certeza que muitos outros casos sequer foram notificados. Claro que estou apenas especulando, mas imagino que para cada caso notificado uma quantidade muito maior passa sem diagnóstico.
Novatos tenham muito cuidados com os alimentos e com a água. Nada de pensar em beber se não for mineral, fora isso, estão lembrados do gelo? Admito porem que já abstrai o gelo, estou tomando desde que cheguei e até agora não fiquei doente, ou melhor, germes é a realidade de todo morador de Angola.
Ai ai, esse assunto não tem fim. Vou acabar o post, pois já estou ficando preocupado!
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Notificados 90 casos de cólera em Luanda nas últimas 72 horas - Angop
http://www.angonoticias.com/full_headlines.php?id=13969
Noventa casos de cólera, sem óbito, foram notificados pelas autoridades sanitárioas de Luanda, nas últimas 72 horas, em três dos nove municípios, afectando maioritariamente mulheres e crianças.
A médica da Direcção Provincial de Saúde Pública, Isabel Massacolo, disse hoje à Angop que os casos, uma média de 45 por dia, foram notificados nos municípios do Sambizanga, Cacuaco e Cazenga.
A fonte acrescentou que comparativamente ao período anterior, houve uma diminuição de 32 casos.
Isabel Massocolo apelou à população para a necessidade do cumprimento das medidas preventivas para se evitar a contaminação da doença.
Com uma população estimada em cinco milhões de habitantes, a província de Luanda ocupa uma área de cerca de 450 quilómetros quadrados e é constituída pelos municípios da Ingombota, Samba, Maianga, Rangel, Samba, Sambizanga, Kilamba Kiaxi, Cacuaco e Viana.
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Cólera
http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3lera
A Cólera (ou cólera asiática) é uma doença causada pelo vibrião colérico (Vibrio cholerae), uma bactéria em forma de vírgula ou bastonete que se multiplica rapidamente no intestino humano produzindo potente toxina que provoca diarréia intensa. Ela afeta apenas os seres humanos e a sua transmissão é diretamente dos dejetos fecais de doentes por ingestão oral, principalmente em água contaminada.
Transmissão
A cólera é transmitida através da ingestão de água ou alimentos contaminados com fezes humanas. São necessários em média 100 milhões de víbrios (e no mínimo um milhão) ingeridos para se estabelecer a infecção, uma vez que não são resistentes à acidez gástrica e morrem em grandes números na passagem pelo estômago.
Tratamento
O tratamento imediato é o soro fisiológico ou soro caseiro para repor a água e os sais minerais: uma pitada de sal, meia xícara de açúcar e meio litro de água tratada. No hospital, é administrado de emergência por via intravenosa solução salina. A causa é adicionalmente eliminada com doses de antibióticos, dos quais o primeiro a ser usado é a tetraciclina, e depois o cotrimexazole.
A higiene e o tratamento da água e do esgoto são as principais formas de prevenção. A fervura da água de consumo é eficaz na destruição da bactéria.
A vacina existente é de baixa eficácia (50% de imunização) e o seu efeito dura apenas de 3 a 6 meses após a administração, o que a torna inviável.
História
A cólera provavelmente originou-se no vale do rio Ganges, Índia. As epidemias surgiam invariavelmente durante os festivais hindus realizados no rio, em que grande número de pessoas banhavam-se em más condições de higiene. O vibrião vive naturalmente na água e infectava os banhistas que depois o transmitiam por toda a Índia nas suas comunidades de origem. Algumas epidemias também surgiram devido a peregrinos nos países vizinhos com aderentes da religião hindu, como Indonésia, Birmânia e China.
Foi descrita pela primeira vez no século XVI pelo português Garcia da Orta, trabalhando na sua propriedade, Bombaim, no Estado da Índia Português. Foi o inglês John Snow que descobriu a relação entre água suja e cólera em 1854. A bactéria Vibrio cholerae foi identificada pelo célebre microbiologista Robert Koch em 1883.
Foi só em 1817, com o estabelecimento do Raj britânico na Índia, e particularmente na região de Calcutá, espalhou-se a cólera pela pimeira vez para fora da região da Índia e paises vizinhos. Ela foi transportada por militares ingleses nos seus navios para uma série de portos e a sua disseminação tra-la-ia à Europa e Médio Oriente, onde até então era desconhecida. Em 1833 chegou aos EUA e México, tornando-se uma doença global.
Numa das primeiras epidemias no Cairo, matou 13% da população. Estabeleceu-se em Meca e Medina, onde as peregrinações religiosas muçulmanas do Hajj permitiam concentrações suficientes de seres humanos para se dar a cadeia de transmissão da epidemia, assim como nas cidades grandes da Europa. Na Arábia foi endêmica até ao século XX, matando inúmeros peregrinos, tendo sido aí que surgiu o agora disseminado serovar eltor. A disseminação pelos peregrinos, vindos de todo o mundo muçulmano de Marrocos até às Indonésia, foi importante na sua globalização assim como os navios comerciais europeus.
Durante o século XIX, surgiram abruptamente várias epidemias nas cidades europeias, matando milhares em epidemias em Londres, Paris, Lisboa e outras grandes cidades. Uma dessas epidemias em Londres, 1854, levou ao estabelecimento das primeiras medidas de saúde pública, após constatação que poços contaminados estavam na origem da doença, pelo médico John Snow.
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3/30/2007 10:58:00 AM
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Dólar fecha em menor valor em seis anos
http://g1.globo.com/Noticias/Economia/0,,MUL15784-5599,00.html
Matéria retirada do portal de notícias da globo – www.g1.com.
Valorização do real é a maior desde março de 2001.
BC comprou dólares, mas não conteve a baixa da moeda americana.
O dólar fechou nesta quinta-feira (29) no menor valor em seis anos. A moeda norte-americana teve queda de 1,16%, fechando a R$ 2,045, a menor cotação desde março de 2001. Em 2007, a moeda americana já acumula desvalorização de 4,26%.
Nem a atuação do Banco Central, que comprou dólares para tentar conter a valorização do real, conseguiu conter a alta.
Com a Bovespa em alta, a menor preocupação com a economia norte-americana e os níveis recordes de baixa do risco-país (que chegou a ficar alguns momentos abaixo de 170 pontos nesta quinta-feira), a impressão no mercado é que a moeda pode vir a cair ainda mais. O real pode "testar" o patamar de dois para um perante o dólar. Ou seja: o brasileiro precisará de R$ 2 para comprar US$ 1.
Recentemente, em visita ao Brasil, Jim O'Neil, analista do banco Goldman Sachs, disse que o fortalecimento da economia brasileira levaria necessariamente à valorização do real sobre o dólar. Segundo ele, não é improvável de que a moeda americana chegue a valer R$ 2 no curto prazo.
(Com informações da Reuters e do Valor Online)
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Antônio Spíndola
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3/30/2007 09:51:00 AM
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Quinta-feira, Março 29, 2007
Feira de artesanatos do Benfica
Esse é um assunto que vai render muitos post’s, pois merece. Garanto que nunca vi nada parecido, tudo é muito bonito, bom, quando não é lindo, pelo menos assusta. Essa é uma parada obrigatória a todo viajante que chega a Luanda.
Saindo o centro e indo para sul, passando pelo Talatona, se chega ao Benfica. Segue-se em frente ficando sempre atento a paisagem. Passa-se por uma ponte, a ponte do Benfica, e continua-se o caminho. Um quilômetro depois da ponte, aproximadamente, se vê do lado direito do carro a feira de artesanatos.
Logo de cara algumas dicas, leve o dinheiro bem guardado, como há muitas pessoas no local, fica a possibilidade de roubo, já escutei casos desses. Estacione o carro e escolha um dos guardadores, escolha mesmo, aponte e diga que é ele, caso contrario fica uma enorme quantidade de flanelinhas pedindo para guardar o carro. Leve uns US$ 200,00, acredito que será o suficiente, pois apesar de não ser muito barato, dá vontade de levar tudo. A pior parte do passeio, com certeza, fica por conta dos vendedores que ficam puxando e chamando, realmente muito chato, chega a assustar, mas não deixe que isso o desanime a conhecer a feira.
Lindas esculturas de madeira, elefantes, rinocerontes, o pensador (símbolo de Angola), o caçador, Palancas negras, girafas, mesinhas maravilhosas, caixinhas esculpidas que nem dá para acreditar que existem. Realmente é maravilho e só existem aqui. Encontram-se também peças em marfim, particularmente não simpatizo com a compra, além do que essas não podem sair legalmente do país. Os quadros são contagiantes e bem caros. Muitas pulseiras, brincos e pinduricalhos para fã nenhuma de bijuteria colocar defeito. Bom, absolutamente incrível, vale muito a pena.
Como disse no começo tenho muito a falar sobre a feira, mas porque esgotar o assunto todo de uma vez? Afinal, a posse é a morte do desejo.
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3/29/2007 10:35:00 AM
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Quarta-feira, Março 28, 2007
Samba ou Rocha?
Essa pergunta é sempre feita, pelos moradores do bairro de Talatona, nos dias após uma noite de chuva. O trânsito é caótico, tem que ter muita paciência, mas nos dias de chuva, garanto que dá vontade de chorar. Para chegar ao centro só há dois caminhos ou pelo bairro do Rocha Pinto ou pelo bairro do Samba.
A via do bairro do samba fica próxima à orla e foi construída escavando alguns morros do local. Quando a chuva é muito intensa essa terra invade a pista chegando algumas vezes a inviabilizar totalmente a passagem, geralmente, entretanto, a passagem só fica lenta. Quando as grandes chuvas ocorrem só utilizando tratores para resolver o problema. Já a via do Rocha Pinto é a principal rota dos Kandogueiros, transporte realizado por vans. As leis de transito em Angola até existem, mas o desrespeito e a incapacidade da policia ao lidar com isso são gritantes. Desta forma, mesmo sem a terra na rua, essa via é sempre complicada e demorada.
Pelas fotos dá para ver o tamanho dos estragos que as águas causam em Luanda. As ruas têm sempre muita terra, o que com a água forma um lamaceiro incrível. Claro que nem sempre a situação é essa, mas vez por outra acontece.
No final do ano passado uma grande chuva ocorreu em Luanda. No dia de maior precipitação sequer conseguimos ir trabalhar, ficamos ilhados em casa. Muitos foram os desabamentos de morros, queda de pontes e destruição de casas. Nessa época morreram mais de 80 pessoas vítimas das tempestades só na capital.
Infelizmente não há galerias de escoamento de água e quando as águas chegam é um deus nos acuda. Mesmo com tudo isso a população sofre com a falta de água potável em casa.
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3/28/2007 11:17:00 AM
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Terça-feira, Março 27, 2007
Coca-Cola que nada, em Angola o refrigerante é BLUE
Tubaina, refresco, quisuco, pode chamar do que quiser, mas no Brasil a formula de refrigerantes baratos e com uma qualidade razoável fazem muito sucesso. Lembro por ocasião da abertura Frevo em Pernambuco. Logo de cara foi um sucesso e em todo carrinho de cachorro-quente só servia Frevo. Por sinal esses refrigerantes mudaram a forma de vender cachorro-quente, foi após a chegada deles no comercio que se começou a se vender o sanduíche junto com o copo de refrigerante.
Em Angola acontece algo semelhante. O refrigerante que faz mais sucesso entre os locais é o Blue. Fabricado pela Refriango esse refrigerante simples é vendido em toda esquina, literalmente, na rua há muita pessoas vendendo o refrigerante, sejam em pequenas lojas, mercados e até ambulantes. O preço na rua é de 50 Wkanza a lata, aproximadamente 60 centavos de dólar, claro que no mercado ele ainda é mais barato.
Um dos sabores mais exóticos é o de manga, lançado recentemente. Os sabores de fruta são dominantes e não há um de cola, semelhante a coca-cola. A Refriango faz outro refrigerante chamado American Cola que já faz esse papel.
Particularmente não gosto muito do refrigerante, é bem diferente para o meu paladar. A impressão que tenho é que é um suco com gás, contudo que o gás não aderiu ao líquido. Com certeza é por conta de estar acostumado com os refrigerantes da Coca-Cola e da Ambev.
Se vier a Angola, não deixe de provar BLUE.
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3/27/2007 06:17:00 PM
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Segunda-feira, Março 26, 2007
28/03 Inauguração do Belas Shopping
Parece que agora sai a inauguração do tão esperado Belas Shopping - www.beleasshopping.com. A primeira data dada para a abertura foi em fevereiro, desde lá muita especulação e várias datas sendo dadas, tudo pelo jeito não passou de boato. Entretanto agora a data prometida é para o próximo dia 28 de março. As campanhas na televisão e no rádio estão a todo vapor o que dá credibilidade a abertura.
Fico imaginando o Angolano médio, por ser esse o primeiro shopping do país, ao entrar nesse novo empreendimento. Tenho certeza que vai mexer muito com a forma como as pessoas locais fazem suas compras. Para se ter uma idéia a maioria das lojas do centro, praticamente todas, fecham para o almoço. O horário de funcionamento do shopping é bem generoso, até mesmo para os padrões Brasileiros, de segunda a domingo das 9:00 h as 22:00 h.
Com certeza além da comodidade das compras, pois nem sempre é fácil achar o que se precisa em Luanda, a abertura do cinema é o mais esperado por mim. Eu que sou cinéfilo de carteirinha mal consigo conter minha empolgação. Novos tempos em Luanda, novos tempo.
A empresa responsável pela administração chama-se Enashopp. Já o investimento é 70% Angolano (HO Gestão de Investimentos – HOGI) e 30 % Brasileiro (Odebrecht Angola). A Odebrecht por sinal foi a empresa responsável pela construção, sendo o total investido de US$ 35 milhões. Durante a construção foram empregadas aproximadamente 1000 pessoas e após a inauguração serão 950 empregos diretos e 2 mil e 500 postos de trabalho indiretos.
O shopping está localizado no bairro de Talatona e fica bem próximo a minha casa. Perto também fica o CCTA (Centro de Convenções de Talatona).
Destaco as seguintes lojas no novo shopping:
- Mister Sheik - Comidas Rápidas
- Richard´s - Moda Unissex
- Bob's - Comidas Rápidas
- Cineplace - Cinema
- Ellus - Moda Feminina
- IODICE - Moda Feminina
- Livraria Nobel - Livraria / Papelaria
- Shoprite - Supermercado
- Sushi - Comidas Rápidas
Abaixo um pequeno histórico encontrado na página do Belas.
Historico
A intensificação das relações bilaterais entre Brasil e África resulta na construção do primeiro shopping center de Angola, o Belas Shopping, empreendimento lançado em dezembro de 2005. O shopping center nasce sob a luz do terceiro milênio e signo da modernidade, a partir de investimento total da ordem de US$ 35 milhões. A Enashopp é a responsável pelo planeamento, comercialização e implantação do shopping angolano e, após a sua inauguração, pela administração e operação do equipamento.
O Belas Shopping tem como investidores a HO Gestão de Investimentos – HOGI, empresa angolana com 70% de participação acionária, e a Odebrecht Angola, que além de ser a construtora do empreendimento detém 30% do negócio.
Um dos 54 países do continente africano, Angola tem uma área de 1.246.700 km² e população de aproximadamente 12,9 milhões de habitantes (2000). O Belas Shopping marca a chegada em Angola do ícone da sociedade de consumo, lazer e entretenimento presente em todo o mundo. O equipamento está em um terreno de 119.418,47 m², cravado no bairro de Talatona, na zona sul de Luanda. O projecto arquitetônico é assinado pelos arquitetos baianos André Sá e Francisco Mota.
A HOGI e Odebrecht Angola apostam no desdobramento econômico natural que favorecerá a cidade de Luanda, decorrente da instalação de um grande centro comercial, projetado com a previsão de cinco futuras expansões. “Na fase de construção, as obras vão empregar 1.000 pessoas. Quando for inaugurado, o Belas Shopping irá gerar, inicialmente, 950 empregos diretos e 2 mil e 500 postos de trabalho indiretos”, informou Décio Silva, da HOGI.
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3/26/2007 10:36:00 AM
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Sexta-feira, Março 23, 2007
Catinga X Sebo. Qual a diferença?
Qual a primeira imagem que vêm a sua cabeça quando falamos a palavra África? Na minha vem a idéia das savanas, o Egito, o deserto do Saara, imagens de muita terra e pouca água. Nesses tempos em que o assunto do momento é o aquecimento global, a questão da água aparece sempre atrelada às discussões.
No Brasil falamos muito sobre seca, hoje em dia menos que nos meus tempos de criança, mas a verdade é que o meu país é super-privilegiado nas reservas hídricas. A água é barata e em abundância, talvez por isso demos tão pouco valor.
Agora junte as palavras África e água, qual o resultado da sua cabeça? Na minha é outra palavra “caos”. Vivendo aqui vejo como essa situação é difícil. A cidade de Luanda que é tomada por grandes Musseques (favelas) tem sérios problemas de abastecimento de água. As pessoas não têm acesso a água em casa. Todos os dias pela manhã, vejo muitas crianças e mulheres indo as vias principais onde os carros passam para pegar água. Algums casas nas via principal, onde devem passar as tubulações de água, tem uma torneira no muro que fica virada para a rua. Nessas torneiras é que se juntam as pessoas todas as manhãs para pegar água em reservatórios ou mesmo em baldes e bacias. São muitas as filas na via e muitas pessoas carregando baldes na cabeça ou em carrinhos se dirigindo as suas casas. Toda manhã a mesma cena.
A higiene é algo que para os padrões que estou acostumado ficam muito a desejar, na verdade a falta de assepsia é algo cultural em Angola. Existem duas palavras para o cheiro “fedor” dos brancos e dos negros. O dos brancos é chamado de “sebo” e nos negros “catinga”, assim se um negro “fede” é chamando de catingoso, já um branco “seboso”. Para o Angolano no não ter catinga é algo broxante. Algumas Angolanas, como a empregada da minha casa, já me disseram que os homens rejeitam as mulheres que não tem catinga. Vai entender...
Esse é um assunto extenso vou me detalhar em pontos específicos em post’s mais a frente. Por hora a lição que já está mais do que repetida: Valorizem a água.
Em tempo: Olha a definição do Aurélio para Musseque.
musseque
[Do quimb. museke, ‘quinta’; ‘lugar de areia’.]
Substantivo masculino.
1.Angol. Bairro pobre na periferia de Luanda, capital de Angola (África):
“Os musseques são bairros humildes / de gente humilde” (Agostinho Neto, Sagrada Esperança, p. 38).
Água um bem precioso mas mal gerido em Angola
http://www.angonoticias.com/full_headlines.php?id=13889
A distribuição de água por pessoa estimada em 1.000 metros cúbicos dia é deficiente em Angola enquanto que entre regiões ela escasseia de Norte a Sul tornando mais de um terço do território desértico ou semi desértico o que contrasta com os números sobre o potencial hidrográfico.
Por ocasião do dia mundial da água, que hoje se assinala sob o lema «Enfrentando a escassez de Agua», o Ministério da Energia e Águas de Angola escreve em uma nota distribuída em Luanda que para fazer frente a ma distribuição do precioso líquido tem já aprovado planos directores de curto e médio prazos para as diferentes cidades do país.
Assim «estão a ser desenvolvidos esforços para por em marcha um programa de obras de regularização das principais bacias hidrográficas de modo a torná-las potenciais armas de combate aos fenómenos extremos de cheias e seca».
O potencial hidrográfico de Angola, em conjunto com os dois Congos, representa mais de metade dos recursos hídricos do continente africano, sendo considerado por especialistas como uma provável mola impulsionadora da integração económica e social da África Central.
De acordo com a última edição do Relatório Económico de Angola, a água existente nos três Estados atinge a fasquia dos 60 por cento, onde Angola se apresenta como um dos principais beneficiados.
A título de exemplo, a pesquisa refere que a região angolana entre os rios Kwanza e Catumbela (províncias de Malanje, Bié, Huambo, Benguela, Kwanza Norte e Sul) concentra 80 por cento do potencial hídrico inventariado no país.
Deste potencial, o rio Kwanza, o maior de Angola, detém 45 por cento, podendo ser nele construídas 11 barragens. No entanto, no médio Kwanza já estão edificadas as centrais hidroeléctricas de Kapanda e de Cambambe, existindo entre as duas mais sete projectos do género.
O estudo também faz referência à bacia hidrográfica do rio Keve, onde poderão ser edificados oito projectos. Não parando por aí, as projecções do Relatório Económico de Angola avançam a possibilidade de construção de dez barragens na bacia do rio Lucala, enquanto no Cunene estão planeados 12 esquemas hídricos.
No dia mundial da água, a OMS recorda que mais de 1,6 milhões de pessoas morrem anualmente por falta de água potável e um sistema básico de saneamento. Destes afectados 90% são crianças menores de cinco anos.
Quando a agua rareia, diz a OMS, muitos populares vêem-se obrigados a abastecer-se de água não salubre e em quantidades insuficientes que não chega para a higiene pessoal.
Ainda esta semana Organizações Não Governamentais e governos de todo o mundo reunidos em Bruxelas numa assembleia do Parlamento Europeu sobre a água defenderam a necessidade de se reconhecer a água como um direito humano e que a gestão deste precioso líquido não deve ficar sobre tutela de empresas privadas, mas sim dos Estados.
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3/23/2007 10:19:00 AM
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Quinta-feira, Março 22, 2007
A cura da AIDS em Gâmbia
Yahya Jammeh presidente de GâmbiaRealizando a cura da AIDS
O ser humano tem a necessidade de acreditar em alguma coisa e tem a tendência a querer tudo mais fácil, até ai bem lógico não? Não que as coisas boas não possam acontecer às pessoas, mas para cada coisa que cai no nosso colo uma outra centena tem que ser construída no dia a dia. Quer coisa mais fácil de fazer do que regime? Nossa mas como é chato e difícil.
Vez por outra aparece um irresponsável, com muito poder, ou desejando mais poder, e sai com uma proposta como a colocada abaixo. É verdade que as curas milagrosas por estarem nos desejos mais profundos do ser humano influenciam e fazem as pessoas se submeterem os caprichos dos ditos curandeiros. E afinal, isso não é poder?
Tire suas próprias conclusões o que parece ao leitor? Você concorda comigo?
Líder de Gâmbia diz curar a aids
http://www.estado.com.br/editorias/2007/03/19/int-1.93.9.20070319.11.1.xml
‘Tratamento’ com ervas, rezas e bananas deixa autoridades de saúde apreensivas
DER SPIEGEL, BANJUL, GÂMBIA
No único hospital da capital Banjul, pacientes com aids recebem diariamente sua dose de remédios: uma pasta verde, uma infusão de ervas amarelada e amarga, e duas bananas.Este se tornou o tratamento para aids em Gâmbia, desde que o presidente Yahya Jammeh anunciou em janeiro ter descoberto a cura da doença num sonho. Segundo ele, seus ancestrais lhe revelaram a fórmula da infusão e da pasta compostas por ervas e especiarias. Jammeh afirmou ainda que entre 3 e 30 dias, os pacientes soropositivos tratados por ele estariam livres do vírus.
O anúncio de Jammeh chocou a comunidade médica internacional, que acusou o presidente de trazer falsas esperanças aos pacientes, que são obrigados a abandonar o tratamento com drogas anti-retrovirais. Atualmente no país, 1,2% da população adulta está infectada. A representante da ONU em Gâmbia, Fadzai Gwaradzimba, foi expulsa do país após exigir que os pacientes fossem examinados por especialistas internacionais.
Desde janeiro, Jammeh, um militar que chegou ao poder após um golpe em 1994, afirma ter curado nove pessoas e começou o tratamento de mais 30. A suposta cura da aids começa com Jammeh espalhando a pasta verde sobre o peito do paciente enquanto recita versos do Alcorão. O paciente então bebe o líquido amarelo e termina o ritual comendo duas bananas. Apesar das críticas, pacientes de Jammeh insistem que o tratamento funciona. Para Ousman Sowe, “é como se o presidente tirasse a dor do meu corpo”.
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3/22/2007 10:19:00 AM
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Quarta-feira, Março 21, 2007
Bolha da habitação
Apesar não acompanhar o mercado imobiliário de Angola muito de perto, outro dia fui atrás para saber o custo de uma residência aqui. A minha intenção, devido fato de que como pretendo passar um tempo aqui, investir em Angola. Escutei dizer nessa época que a taxa de retorno do investimento e bastante alta e que o tempo de retorno bastante pequeno.
Comecei vendo um apartamento em um dos muitos condomínios que começam a ser construídos em Angola. Parece que de uma hora para outra todo mundo decidiu construir em Luanda, isso vai causar a bolha, mas já explico mais na frente. Vou fazer uma comparação com um mercado que conheço. Apartamento dois quartos com uma vaga de garagem, simples, em Recife são vendidos por U$ 20.000,00 a U$ 40.000,00. A aqui em Luanda os apartamentos de entrada, ou seja, os mais baratos têm o seu preço começando em U$ 150.000,00. Tudo bem que estou considerando uma das melhores localizações de Luanda, o município de Belas, mas os preços que dei são de Boa Viagem em Recife, bairro nobre. Há algumas casas próximo onde moro, em um condomínio fechado, que tem o seu preço, segundo um amigo, começando em U$ 1.000.000,00. UAU!!!!
Já deu para perceber que o mercado aqui não para crianças. Agora mais um detalhe, praticamente não há financiamento de casas ou coisas do tipo. Os carros, só para ilustrar, são comprados à vista ou divididos em pouquíssimas parcelas, três, por exemplo.
Aluguel é outra gracinha. O apartamento em que estou morando, dois quartos com cozinha americana, vale por volta de U$ 200.000,00 tem o seu aluguel estipulado em U$ 3.000,00. UAU novamente!
Um detalhe, os prédios onde resido foram construídos pelo governo e doados a alguns militares como forma de garantir uma renda após o fim da guerra. Conclua comigo, eles não custaram nada ou quase nada para os seus donos. Fora isso o serviço interno é horrível, a piscina vive suja, bem como as escadas, a TV a cabo não funciona no meu prédio todo, a internet se fosse discada era melhor do que a disponibilizada, ou seja, muito aquém dos padrões que estamos acostumados no Brasil.
Os proprietários não estão nem ai para cativar os inquilinos haja vista que a procura hoje ainda é muito maior que a oferta. O fato é que mesmo com todas essas condições há lista de espera para alugar os apartamentos. Ruim com eles, muito pior sem eles. Antes que você pense em ir para um hotel, o preço de um três estrelas está por volta de U$ 150,00. E acreditem, os três estrelas daqui são bem piores que os três estrelas do Brasil, tenha certeza disso.
Em pouquíssimo tempo, um ou dois anos acredito, essa situação vai ser reverter drasticamente. A quantidade de construções de moradias é espantosa e com a queda na demanda os preços vão cair também. Como os proprietários não se incomodam em cativar os seus inquilinos, a tendência é que as pessoas troquem de moradia.
Entretanto sempre gosto de ver o outro lado da história, até agora só contei o lado de quem paga. O que você no lugar do proprietário faria? Faria diferente?
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3/21/2007 01:18:00 PM
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Terça-feira, Março 20, 2007
Por 10 contos não vem 1 real de vento!
Ta ai uma característica engaçada de Luanda. No dia da minha chegada a minha primeira providencia ao chegar em casa foi abrir a janela, depois fui repreendido pela questão dos mosquitos. Entretanto durante o tempo em que janela ficou aberta não passava por esta sequer uma brisa. Olhe que eu moro no quarto andar, mas nada de vento. É verdade que nem sempre é assim, mas a grande maioria do tempo à situação é essa: nada de vento!
Já estou aqui a quase seis meses e por isso me arrisco a falar algo desse tipo. Já presenciei o verão e peguei um pouquinho do inverno, por sinal um verão dos mais chuvosos já ocorridos, segundo os jornais.
No centro da cidade o que se vê é que as árvores praticamente não mexem a copa. Mesmo na orla, perto da baia de Luanda, as palmeiras que lá estão dificilmente tem suas folhas movidas pela ação do vento.
Outro dia fui a um restaurante, o Espaço Bahia, muito bom, à beira mar. Dizem que é da filha do Djavan. O lugar é ótimo, a vista muito boa, mas a falta de um ar-condicionado não passa despercebida. Imagino que durante a construção os arquitetos pensaram em dar um clima de praia, já que é beira da baia, esperavam por certo uma brisa do mar. A realidade é que o calor é um absurdo. Colocaram uns ventiladores por lá, mas realmente não deu conta.
Fico imaginando se o vento aqui se fizesse presente, provavelmente a cidade seria diferente. Afirmo isso, pois a quantidade de terra nas ruas é muito grande, lembra um pouco Natal - RN e a parte da cidade que fica perto das dunas. A terra aqui, no entanto é vermelha mais puxando para o barro. Se o vento aqui fosse forte a cidade viveria coberta de uma neblina de terra. Bom, assim fico imaginado.
Aqui em Angola passo quase todo tempo no ar-condicionado, mas se não fosse isso eu iria chorar, afinal por 10 contos não vem 1 real de vento!
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3/20/2007 06:53:00 PM
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Segunda-feira, Março 19, 2007
Fazer regime em Angola é bem caro!
Já falei outras vezes aqui mesmo no blog como é caro comer em Angola. Além do preço bem salgado, restaurantes simples cobram a refeição por U$ 18,00. A variedade de produtos específicos não é grande nos supermercados, além de não existir facilmente lugares na rua para se fazer refeições leves. O gênero alimentício mais barato de Luanda são os carboidratos. De longe os mais caros são as verduras e frutas.
Outro dia fiquei com vontade de comer um Kiwi, fui até o novo supermercado do shopping e por pura sorte encontrei o danado. Digo pura sorte, pois a regularidade do abastecimento é algo espantoso. Sinceramente não sei se por incompetência dos gerentes ou mesmo dificuldades de logísticas, mas o fato é que no final do ano ficamos uns 4 meses se queijo prato ou mussarela. Agora digam o preço do danado do Kiwi, realmente uma bagatela U$ 2,50 a unidade. Depois que passou no caixa que eu me dei conta, pense num negocio caro.
Agora vou colocar outro exemplo, o quilo do tomate é mais caro que o quilo de carne. Isso mesmo o tomate estava por vota de U$ 10,00 o quilo enquanto que a carne para bife eu compro por volta de U$ 6,00. Frutas e verduras de uma forma geral são muito caras e por conta disso os restaurantes não usam muito. Mesmo quando usam a quantidade de cólera e germes me inibem o consumo. Ai ai, como diria a célebre propaganda “quando agente não quer qualquer desculpa serve”.
Bom, hoje mesmo vou voltar a andar, daqui a pouco vou fazer uma caminhada. E prometo, registrado aqui que: Nunca mais eu como besteira ONTEM.
Boa sorte para mim.
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Antônio Spíndola
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3/19/2007 01:13:00 PM
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